| Pecados: Minha Culpa |
01Jul2009 16:23:28 |
| Publicado por: cina |
BLOGTOK| CICLOS DE POESIA| 7 PECADOS| PECADOS| DE MOURA
Esbato meus pecados contra ao peito
Um sufoco
Uma dor
Numa angústia, sem calor.
Confusão
Sentimentos, que não são.
Arrogância vaidosa
Num mundo sem escrúpulos.
Já ninguém sabe o que é, ou quem é, o Amor
Os pecados têm a mania de se antepor.
É fácil apontar o dedo
Mas difícil é decifrar, o que está por detrás do degredo.
Vou caindo numa culpa
Minha, grande culpa.
Já não chegam as lágrimas choradas, aqui e além
É preciso voz altiva, e ser alguém.
A guerra se transformou no que antes era uma lagoa ardente de amor
O amor chora baixinho, mas se enfurece em tempestades altivas de fulgor.
Haverá perdão para tanto pecador?
Saberá o pecador resgatar-se a tempo antes que entre em conflito premanente com o Amor?
Já não sei!
Excluo os demónios que me rodeiam
Numa tentativa de livrar os meus pecados.
Numa angústia, sem calor
Um sufoco
Uma dor...
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| "Urgircidades"*** |
28Jun2009 18:02:30 |
| Publicado por: Diana Balis |
“Urgicidades”
A vida de "urgicidades*"
Cindiu no peito as armaduras de felicidades
O tempo cora a morada de espreita rua
O vigor da artista iluminista na linda veste nua.
O amor ateu do nobre plebeu, algemado ao desagrado deleito.
Viver é transgredir portas fechadas e aproveito.
No muro amarrada em anedota e preconceito.
Diana Balis Rio de Janeiro, 26 de junho de 2009
(*fiz uma junção de urgir e cidades)
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| Dead can dance sanvean |
27Jun2009 18:21:32 |
| Publicado por: Carlos Ferreira |
Não são vistos nos meus escritos pontos de interrogação ou exclamação, pois as interrogações e as exclamações serão as tuas, assim que se acender o teu discernimento como acende a pólvora, e logo que ele arda, como arde a madeira seca.
Quando a terra reclamar os vossos membros, então dançareis livremente.
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| Um Poeta Nas Estrelas |
27Jun2009 06:27:42 |
| Publicado por: Ibernise |
Lançar o olhar... Demorar... Retornar ao ponto, a mirar, ao ponto da miragem...
Miragem é o que muito se quer... No vazio distante... Matar a sede, obter água naquele exato momento... Encontrar a fonte de águas cristalinas e ver o sol que antes escaldava a pele, agora em raios, transformar-se em estrelas, pequenos diamantes à flor d'água... Crespinha, risonha... A descer pela garganta, escorrer pelos cantos da boca...
Michael Ja
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| texto metafísico |
26Jun2009 11:47:20 |
| Publicado por: Carlos Ferreira |
Eis a história da justiça entre os homens, certo dia dois homens passeavam pela praia quando encontraram uma concha recheada. Os homens travaram-se de razões para saber a qual deles a concha pertencia, dizendo que a viram primeiro que o outro e por aí em diante. Um juiz, que por ali passava, vendo a discussão, aproximou-se apresentando-se aos demais que aproveitando tal oportunidade pediram ao juiz que resolvesse o caso. O juiz então, pega na concha, abre-a, come o recheio e entrega uma casca a cada um dos homens. E ainda hoje funciona assim, a justiça dos homens. Ora ora, a vida não consegue ultrapassar a beleza da morte. Porque se nada existisse estaríamos no paraíso, haverá melhor paz que ultrapasse a não existência, melhor conforto e melhor satisfação, pergunto ainda se haverá melhor realização. O facto de não existir é a realização total sem lamentações, é o topo dos topos. A vida é a verdadeira morte e a morte a verdadeira vida. Passamos da efermidade da vida para a cura da morte. A morte completa-nos todos os sonhos, a morte realiza-nos. Ela é o nosso suspiro de alivio, ela é a benignidade imerecida. O filósofo Sócrates também disse que a vida só merece ser vivida se for com sabedoria e conhecimento e que o ser humano para fazer o bem terá primeiramente que saber o que é o bem. Já Darwin disse que a evolução, adaptação e sobrevivência tem de ser equilibrada, sensata e harmoniosa, mas isto a humanidade não decorou nem tão pouco sublinhou. Eis o discurso dos usurpadores e dos que cometem ultraje: errar é humano, nós não sabemos tudo, nem nós queremos saber tudo, pois se tudo soubéssemos a vida perderia a beleza e não tinha piada e alem do mais desde o princípio das coisas sempre se cometeram ultrajes, os fortes sempre predominaram sobre os mais fracos. É sob este escudo que procuram tapar a sua nudez e esconder os seus crimes. E como tão bem lhes servem as expressões: eu só sei que nada sei e melhor roupa ainda é as vestes de Darwin e a sua teoria da evolução, autênticas túnicas que encobrem as nódoas que lhes saturam espírito, carne e alma. São os escravos da cultura inculta e se nada sabem, porque será que teimam em ocupar cargos e precipitam-se em fazer leis, porque prometem eles coisas, porque julgam eles e por que razões outros ainda caem em tal frágil ladainha. Pois vejo as pessoas investirem na carne, mas a carne morrerá. Vejo-as embelezarem a carne, mas a carne que envelhece. Investem em saco roto. Vejo-as a adquirirem bens com esforço brutal, para que esses bens sejam entregues a outros gratuitamente, no final das suas vidas. Mas eu invisto na alma, que é um bem que me pertence e que me acompanhará sempre.
Eis que os ladrões e opressores são substituídos por outros de igual espécie, seja por revoluções sangrentas, seja por eleições livres. Seja com consentimento ou sem ele, por maiorias ou por minorias, a história repete-se. Há milhões de anos que a humanidade assiste exactamente ao mesmo filme, deixando-se enganar por cenários e personagens. Isto denota que realmente há uma lacuna racional daqueles que dizem ser e pertencer à única espécie racional. Um cego guia outro para prejuízo de ambos, eis a história da humanidade, a única espécie irracional que habita a terra. As certezas dos homens e mulheres são baseadas em suposições. Logo, tudo o que é afirmado sem supor, sendo certo e sem dúvidas não é bem aceite pela comunidade, é algo não familiar. Não pode ser verdade, dizem, não há duvidas que nos dêem margem, para que nos possamos esconder. Ora, todos morrendo, o que eles armazenam com grande ganância será dado, sim, tudo é deixado para trás e é dado a outros. Se todos estão aqui de passagem, para quê as disputas de valores senão, para denunciar uma conduta errada e sem sentido. O ser humano não passa de um vírus, um parasita e usurpador no seu meio ecológico. Um destruidor sem escrúpulos nem sensatez, é algo realmente mau e ignóbil.
O mundo é uma enorme prisão, cadeia, cárcere ou como lhe quiserem chamar. Todos os seres estão presos há sua condição e todos entoam cânticos de uma falsa liberdade. Toda a vida resume-se a uma hipocrisia profunda ou precoce. Todos estão acorrentados, sim, todos os que vivem partilham essa condição, a de prisioneiros. Quanto ao sexo, as mulheres têm duas vaginas, uma entre pernas e outra dentro do crânio. Nos homens regista-se também dois pénis, um entre pernas e outro dentro do crânio. Elas embelezam a vagina, usam roupa interior visível no exterior que depois vão tapando durante o seu percurso. Na face, também usam de cosméticos de beleza que procuram tapar e esconder mediante algumas presenças. Há um comportamento de protecção vaginal entre pernas como acima do pescoço. Nos homens as reacções são as mesmas, excitam-se primeiramente com o pénis do crânio e mostram-no com as suas reacções que depois de exibidas passam à segunda fase, que é o pénis entre pernas. Há portanto dois actos sexuais, o primeiro com os sexos acima do pescoço e em seguida com os sexos entre pernas. Tudo lixo. As pessoas são exploradas no trabalho e quando este mostra falência, fazem-se manifestações para que os postos de escravidão sejam mantidos. Dizem que os bons actos de cidadania passam por cumprirmos as leis, leis que visam a manutenção do sistema corrupto, que enriquece os patrões e os governos, empobrecendo os cumpridores das ditas leis de cidadania e patriotismo. Tudo contos do vigário. As pessoas não têm opção de voto, pois votem em quem votarem, as coisas ficam na mesma. Ainda que tenham opção de quatro canais de televisão e diferentes meios de comunicação social, todos pertencem ao mesmo conto do vigário que visa o aproveitamento das fragilidades intelectuais das pessoas. As pessoas encontram-se presas e acorrentadas num monopólio que as suga e explora. Na questão do universo ficará sempre assente que a matéria sempre existiu, mesmo que não fosse durante algum tempo palpável. Mesmo nos espaços onde a matéria não é palpável, ela está lá, sob outras formas, como o oxigénio e outras. Há claramente a eternidade da existência. Resta provar a não existência. Ora o que aqui está em jogo é o crescimento de cada ser individualmente, através de experiencias a que se vai sujeitando ao longo dos percursos em que é lançado. Há um tempo designado para essas coisas. Claro que, sendo o poder de deus infinito que diferença faz se morrem alguns ou se há calamidades, se ele tudo pode restituir para quê a pressa de evitar, os seres têm até o privilégio de morrer, de se matarem uns aos outros, enfim, de toda a liberdade. Haverá melhor plataforma de crescimento que esta, não, não haverá. Liberdade de escolha e de acção com um fim e propósito, basta escolher. Que generoso que é deus. Podemos ainda observar com clareza que as ordens sociais sempre foram adquiridas pela força, pela imposição brutal, pela mudança a toda a força devido ao cansaço. Tudo isto feito precocemente, aplaudido pelas massas enquanto fazem transições de poder nas suas costas. Dizem e denunciam o fracasso das gerências às prestações, esperam momentos oportunos e dizem entre eles, convenhamos assim pois é assim que nos convém. Parecem não saber as pessoas que só haverá ordem social quando houver ordem dentro de cada ser, pois o bem é um só e convém a todos, é um bem plural bem distanciado deste bem actual que parece servir só a alguns. Claro que o ser humano sempre aderiu a modas, fazer o bem porque parece bem. Aprendeu a ser camaleão de ocasião, sorriem mesmo para aqueles que exploram, que enganam e que procedem por conveniência. Entrou em convívio, como um estranho perante estranhos, sorri ao bem e ao mal por conveniência numa trilogia, uma saga pouco esclarecida. Também é sabido que enquanto as coisas estiverem ligadas e oscilarem numa qualquer bolsa de valores, até com as desgraças de outrem haverá lucros, acentuando a perca de valores sociais e humanos. Serão lançados vírus para venderem medicamentos, serão feitas estradas perigosas e carros em fibras para que haja grande movimento nos mercados e bolsas de valores. Reflecte-se assim a personalidade dos humanos. Desde sempre a humanidade foi sendo governada segundo os seus medos, alimentando as suas utopias, sem nunca lhes dizer que só a palavra utopia é utópica e nada mais. Há uma constante prostituição das personalidades e da história em favor de alguns que também são prostitutos. Há um claro abuso que se pode comparar à pedofilia no que respeita à manipulação, as sociedades tornam-se palco para malabaristas e ilusionistas de egos, sentimentos e linhas racionais. Mas é tão culpado o actor como aqueles que o aplaudem, são eternos cúmplices e prostitutos de proximidade em algo que engana a ambos e que a ambos ilude. Saciam fora o que devem combater dentro. Também se consta que foi o homem que deu nomes às coisas e coisas aos nomes, segundo a sua medida, não a medida dos objectos, mas segundo a sua. Nunca ele reparou no equívoco que era confiar em si mesmo, iludir-se com a sua demente ostentação, obedeceu sempre ao apelo da sua cegueira e deixou-se conduzir por ela. Ainda hoje se sentem os reflexos disso e podem ver-se na moldura planetária. No trilho que ele foi deixando e que ainda se pisa. Mas deus é grande e deu espaço a tudo, providenciou tudo isto e foi vendo a criação florir, para ver o que dali se aproveitava e foi aproveitando, aproveitando. É de esperar, espero sinceramente, que a gripe suína mate os porcos humanos. Há vírus que vêm por bem. Os seres humanos precisam de mais uma lição, para continuarem a não aprender nada, a ficarem na mesma. Os cães ladram e a caravana passa, mas é uma imagem parada, pois nem a carruagem passa nem os cães começam ou param de ladrar, é um poema, uma foto. Com este andar de coisas o mundo começou ontem e acaba amanhã, sem ter um começo nem um fim, pois tudo está parado no tempo no que respeita ao desenrolar humano.Os de hoje são os mesmos de ontem e serão os de amanhã. Neste carrossel parado que finge mover-se e todos acreditam nele, todos, menos os sábios, que se retiram desse carrossel da sociedade humana e caminham, esses caminham, mesmo estando tudo parado. Controladamente parado, pois o controle de massas tem medo do desenvolvimento, para que não perca o controlo. Então travam-se e são travados, enquanto procuram punir aqueles que se movem. Ser animal é um privilégio ao passo que humano é uma maldição. Os animais são livres ao passo que os humanos são escravos deles mesmos e pagam pesado tributo. Os sistemas sociais fazem dos humanos moscas que giram dentro de um frasco. O mundo torna-se pequeno para tão pouca gente, consomem-se os espaços, asfixiam-se e atropelam-se. Sem darem conta do espaço, infinito. O ser mais individualista e egoísta que procura agrupar-se em sociedade, talvez porque assim as presas estejam mais próximas, sim, é isso. Visto que se asfixiam e devoram os espaços. Mas nem tudo é assim. Pois existe o bem e as suas pessoas. Mas isso é outra história. Podem pois, serem até esses os humanos, sendo os outros animais. Pode haver humanos em forma de cães e cães em forma de humanos. Sim, é isso. É preciso destrinçar, serão feitas grandes descobertas nesses campos, a quem neles quiser entrar. Há porcos muito humanos e humanos bem porcos.
Até já.
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| A NEGAÇÃO DO DESEJO |
26Jun2009 00:21:09 |
| Publicado por: Ibernise |
Diante do belo o melhor é relaxar
Fazer nada...
Deixar o sentimento comandar...
Fazermos as pazes com a vida
Para não nos esquecermos
De nossos próprios desejos...
Conhece-los já não é tão fácil
Mas depois de desvendados,
É só deixar fluírem, com cuidado...
O desejo é sutil e perigoso
Mas é ele
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| O Resgate do Amor na Diferença |
22Jun2009 21:04:44 |
| Publicado por: -Ibernise- |
BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7PECADOS | PECADOS | IBERNISE
Os interesses comandam as ações humanas.Na via da influência dos interesses de Habermas temos trabalho, linguagem e poder. Esta tríade converge para a relação homem-homem-natureza.
Este comando de interesses é interrelacionado e cada um contém os outros. Assim, homens se relacionam entre si e se relacionam com a natureza que está dentro de si e fora de si.
O interesse do trabalho, como meio de sociabilidade, provém de sua formação central na cultura ocidental, assim como do fato de que é possivel deduzir suas regras a partir de um núcleo lógico original - a identidade e a diferença dos sujeitos da dialética da reciprocidade.
No entanto a força (impulso), que aliena e que faz o eu sair de si, na condição de perder-se para se encontrar, surge como violência da identidade e dominação da diferença.
Essa força insere no escrito da diferença, hegeliano, a necessidade de reconhecimento de uma identidade construída pela mediação do outro, que é ao mesmo tempo, idêntico e diferente.
Esta dialética da desigualdade, sendo o primeiro momento da consciência-de-si, é veículo de transporte de questões implícitas na tradição judaico-cristã. Questões que podem ter expressado relações de dominação e servidão, recompensa e castigo, as quais assinalam uma etapa intermediária no caminho da religião revelada.
Nesta idéia, só o homem reconhece (infinito separado). O Senhor (Deus), é reconhecido em sua infinidade e poder. Um Deus que não reconhece a liberdade do homem. Tal senhor se impõe através de mandamentos (Amar ao próximo como a ti mesmo), e proibições (Não matarás!). Esta é uma forma de submissão absoluta.Uma forma de consciência que se evidencia nas relações ( como se mostra a dialética do senhor e do escravo), senhor/escravo é unilateral e insatisfatória, porque nada muda.
Para as relações de trabalho, trazendo consigo igualmente, os interesses contidos nas relações de linguagem e poder, cristaliza-se também esta visão estacionária, pois mesmo que o escravo se torne senhor, as posições são duais, desiguais, polarizadas. Continua o conflito acirrado.
Mas ao nível de episteme, muda pois o saber do escravo é diferenciado do saber do senhor.Suas histórias, suas experiências encontram no espírito a unidade.O que arremessa novamente para o desafio da religiosidade.
Se o espírito é unidade, não pode perdurar sob a forma das diferenças. Portanto no caminho da religião revelada, sucede ao judaismo, o cristianismo. Este assinala o advento do reconhecimento mútuo entre Deus e o Homem. Esta reflexão devolve a religião, ou algumas de suas vertentes, uma forma, uma ética flexível e menos radical.
Assim, o nascimento paixão e morte de Jesus Cristo, ganha uma elucidação, pelo menos na história, que marca justamente, o momento da entrada do espírito nesta reciprocidade do reconhecimento absoluto. O Cristo significando o termo médio, ou a mediação absoluta.
Sem esta mediação, ou seja, sem a aceitação desse Cristo, permanece a separação, a relação de exclusão do outro na religião (O Pecador), que não aceitando a mediação, permanece de fora, perpetuando as diferenças, não podendo ser reconhecido como um igual.
Ao que está de 'fora' do grupo não interessa, a ele pode acontecer o que for, ele é diferente, escolheu ou se tornou um ser diferente. Pode ser aniquilado, esquecido ou perseguido por esta diferença? Esta é uma questão que se põe a contemporaneidade.
A episteme ocidental, coloca aquela totalidade, do grupo que está 'fora', como diferente. As coisas que a explicam são colocações impostas de conceitos mecânicos e isolados. Interesses mesclados nos bojos do trabalho, da linguagem e do poder.
Tais conceitos contribuem para a formação de uma identidade falsa, porque é uma episteme que jogou fora elementos explicativos, tais como movimentos de grupos minoritários como: crianças, mulheres,negros,índios, homossexuais; ou seja quaisquer minorias representativas em qualquer espaço de convivência, quer seja o estado quer seja uma instituição, uma classe... Estes que estão ou ficaram 'de fora' . O 'pecador', o que não se enquadra, o que age, ou crê diferente tem permanecido à margem do processo motor da história.
Assim as sociedades totais (Michael Foucault) se contentam em vigiar e punir. Impor uma aprendizagem por recompensa e castigo. Discriminar ações, supostamente privilegiando princípios éticos, cujo exemplo é pelo menos, ou quando muito, duvidoso, não movido por convicções autênticas.
A Bíblia mostra dois momentos para que haja um caminhar fluente nas reflexões, indo do Antigo Testamento, para o Novo Testamento. No primeiro o Deus do temor, a divisão, no segundo a suposta intenção de síntese. O temor se transforma em amor, como princípio e por princípio primeiro, não como recompensa. Este é o grande legado na história da fé cristã.
Assim não perdoo porque amo, mas amo porque perdoo.
Ibernise
Indiara, (Goiás,Brasil), 22.06.2009.
Inédito nesta data.
*Núcleo Temático Filosófico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
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| das mulheres sobre os os homens |
19Jun2009 00:00:00 |
| Publicado por: |
 Ainda em relação ao casamento e agora vendo pelo prisma feminino, também não lhe enxergo virtudes depois da primeira semana de união. Eu sei que depois vão dizer que não, que com vocês é diferente, que continuam muito apaixonadas mas cá entre nós sabemos que não é bem assim, que se tivessem a certeza que ele não lia vocês confessavam que sonham com o Brad Pitt enquanto ele vos calca a bexiga feito um rossinante. Não me digam que não pensam nos mimos que o Patrick Swayze prodigaliza à Demi Moore no fim daquela queca no ?ghost? enquanto ressona esvaido aquele barrigudo de cerveja ao vosso lado, sim aquele mesmo que vos fez fazer poemas de amor de fazer corar a Espanca. ? quem precisava ser espancada era eu por ter casado com esta cavalgadura ? pensam vocês que eu sei. Bem, e quando o anormal começa a comer? Enche aquela boca de feijãopreto, ri-se com os dentes cobertos das cascas de feijão dando um ar de cariado á dentadura de mongolóide que ostenta enquanto arrota para gáudio dos miudos que logo o começam a imitar dando lugar a um concurso de arrotos que as tiram do sério. Eu ás vezes compreendo porque é que quando uma gaja põe os cornos ao marido ele arma uma cena de faca e alguidar, despeja com ela na rua e promove-a a soldado raso entre as meninas que decoram a esquina lá do prédio a partir das 12.00 da noite, mas quando é ao contrário, o anormal corneia a legitima, ela arma uma cena de baba e ranho durante uns dias mas depois perdoa-lhe. Ela chora por o gajo não ter ficado com a outra, e perdoa-lhe porque ele, a pensar que ela o ama muito, dá-lhe umas quecas mais parecidas com as performances que obtinha enquanto ela lhe dedicava poemas. Mas é rápida a mudança, logo, logo ele volta ao mesmo. Provação das provações, ele vai sair com os amigos para uma noite de copos, chega bêbado e com tesão (psicológico), vocês fazem de conta que dormem para ver se o abestunto desiste mas não, ele enfia mãos e outras coisas (moles) por tudo quanto é lado e depois enjoado do balanço vai para a casa de banho vomitar, vomita no lavatório, vomita na sanita, vomita no bidé e adormece deitado no sofá da sala a acusá-las de frigidas? Haja paciência?E depois tem aquela maniazinha de não levantar a tampa da sanita e deixar aquilo molhado para o seguinte que são vocês, apertar a bisnaga da pasta de dentes a meio e deixar o lavatório todo borrado de sabão da barba? - Mas é mesmo burro, não aprende? - além de que para cuidar dos filhos tem sempre uma desculpinha, que mete nojo mudar fralda, mas esquece-se que também mete nojo ouvir e cheirar os peidos dele. Mas minhas amigas não se queixem, enquanto têm filhos conseguem sempre partilhá-lo um pouco com alguém, quando os filhos se forem embora ele vai ficar tudinho para vocês e aí nem a vizinha do 5º esquerdo o vai querer por muito rodada que seja.
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| Vaidoso Desejo |
18Jun2009 01:57:17 |
| Publicado por: Ibernise |
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Um ato lógico-informal de liberdade
É te querer tanto neste amor tão cego
E nas histórias do compartir me apego
Num prazo que não perde a validade.
E dentro do espaço permitido ao Ego
Vivo no limite dos teus braços, vaidade...
Pra salvar as janelas da tempestade
E não ter que usar tábuas e pregos.
Neste intuir calmo e espelhado, sou elo,
Vivendo a conjugar as ações, sem medo
Pois te amar tanto, estar junto me apraz.
E na tua amizade mais me desmantelo
Como tsuname a ti me dou, me concedo
Te amando, e sempre querendo mais
Ibernise
Indiara, (Goiás,Brasil), 17.06.2009.
Poema inédito nesta data.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.
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| Uma Força Estranha no Ar |
18Jun2009 01:52:17 |
| Publicado por: Ibernise |
Sem gaiolas idéias voam livres para te ver,
E com você ter a lição do amor que você faz...
Uma fantasia que já não podemos entender
Como uma lenda sem fim, um sonho audaz...
Do alto me lanço a ti, num encontro de paz.
Os meus desejos trafegam ávidos pra viver,
Sem gaiolas idéias voam livres para te ver,
E com você ter a lição do a
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| PUSSY, PUSSY, come on in pussy lovers |
17Jun2009 00:00:00 |
| Publicado por: |
 Gosto muito de ver os poetas e poetisas a falar de amor, é o tema mais abordado, mais cantado, mais adorado. O amor é assim a modos que a água que nos rega e nos faz medrar se somos correspondidos, ou um pontapé entre as gambias (sim, naquele sitio!) se não é correspondido. E agora? Digam-me lá o que isso tem de poético, as senhoras podem não entender do que falo, mas os homens sabem muito bem o que custa um pontapé nos ditos cujos. Desafio esses mais choramingas que andam por aqui sempre a verter lágrimas de amor a escrever um poema com essa dor lancinante nos penduricalhos. E direis vós: - mas não e tal, áhh porque o amor tem muitas vezes um final feliz e mais não sei quê? - pois, digo eu, eu concordo mas esses finais felizes acabam irremediavelmente com um solene ?e viveram felizes para sempre?, ou seja o casal de pombinhos deu como epilogo a esse grande amor que os fez verberar poemas de paixão, um casamento, ou vá lá, uma união de facto que é mais moderno. Ou seja são burros, mais lhes valia deixarem-se andar com essas lamechices de poemazinhos para lá, poemazinho para cá, gritos surdos no peito para lá, corações trespassados para cá. Vi aqui há uns tempos em qualquer lado que se o casamento fosse uma coisa boa não eram precisas testemunhas. E depois, vamos convir que é chato, a primeira semana ainda vá lá, mas acordar ao fim de trinta anos com uma dor no maxilar que uma gaja que dorme ao nosso lado nos enfiou com o cotovelo numa das mil voltas que dá na cama durante a noite, santa paciência? mas não se preocupem, depressa esquecem a dor no maxilar ao ver o susto de mulher que tem ao lado, a dormir num ar abandonado que num poema o poeta classificaria como ar angelical, mas não? A gaja ressona que se farta, produz por baixo dos lençóis gás natural que dá vontade de mandar os Ucranianos cortarem de vez relações com os russos, aquilo dava para canalizar até à Austrália. Mas se pensa que já passou tudo, está redondamente enganado, vem aí a manhã, a derradeira provação. Bem, se ela não lhe apetecer acordá-lo e interromper o sonho delicioso que está ter num terno cavalganço com a Maité Proença já está com sorte, mas de uma coisa não se safa, ao acordar estremunhado a resmungar com o despertador, com a ciática que não o larga, aquela comichão nas virilhas que o faz ter vontade cortar rentes as jóias da família, para além de tudo isso entra na casa de banho e vê aquela mulher com quem andou a desperdiçar poemas de amor, sentada no vaso sanitário com umas cuecas de gola alta penduradas nos tornozelos, o rosto vermelho de esforço na tentativa de excretar um urubu grossíssimo que insistiu em se prender aos esfíncteres e dali não sai nem ninguém o tira exalando um cheiro nauseabundo na casa de banho exígua, que dá sentido que se chame à merda do seu quarto o pomposo nome de suite. E quando um gajo sai para o trabalho ainda querem um beijo nos beiços, não queriam mais nada pois não? Depois somos nós que já não somos românticos? mas há romantismo que resista a isto?
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| Humanos |
16Jun2009 21:31:32 |
| Publicado por: -Ibernise- |
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Deus fez o ser humano,
Ele nos fez divinos...
Sua imagem e semelhança...
Somos humanos,
E por isso somos divinos...
Mas há castas na divindade...
Assim, quanto mais humanos somos,
Quanto mais somos divinos.
E foi criado o pecado
Pelo ser humano e divino
No reverso da virtude
No plano de um só destino
Que lembra nossa humanidade
E nos une em irmandade,
Que ao final do jogo
Confere a todos os níveis,
De divindade,
A tão sonhada igualdade...
Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil),16.06.2009.
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