Sexta-feira Santa | 19Mar2008 00:00:00
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Aferrolho-me em negro cerrado,
cerrado como o céu que se abate em lágrimas.
Nos pregos calcinados que o mundo
vai reciclando sem piedade...
A fé já virou misticismo em recreios,
de guerra, sangue e fome, nas mãos da misericórdia.
Crentes do nada, do vazio, levantai a cruz,
que a morte cala todos os dias...
Ajoelhem-se, levantem-se!
Mais um corpo caído que foi crucificado,
para expurgar mais um pecado da humanidade.













