Racismo | 19Jun2007 00:00:00
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Só lá ficaram as corjas do sonhoNaquelas mãos manchadas de sangue
Embriagadas de um vermelho purpúreo
Onde os apelidos eram escritos
Por ordem alfanumérica
Sem mágoa nem piedade
As folhas iam caindo, uma a uma
Esmorecidas, amareladas já sem confiança
Espalhadas aos montes
Sem qualquer utilidade
Malditas cores hostilizadas
Que se erguem em bandeiras
Como quem ergue punhais
Uns gritam palavras de ordem
Outros matam-se como animais
Quando as mãos se cruzam
E os vultos se misturam
A distinção simplesmente desaparece
Na própria semelhança
De sermos apenas
Tão parecidos, tão iguais













