Sentidamente sentido | 07Fev2007 00:00:00

Incrédula, surrealista
Este mar de gente
Que pensa que sabe o que sente
E não sente o que sabe
Por não saber sentir
Por não saber urgir
Do inócuo, do vazio
Os sentimentos são sábios
Não são pérolas nem fardos
Não são recantos atulhados
São lembranças do passado
Sentidos do presente
Que nos usam sem querer
Nos fere
Porque não sabemos sequer
O que realmente
Nos faz sofrer
Choramos o que não sentimos
Para sentir
As lágrimas que não choramos
Este mar de gente
Que pensa que sabe o que sente
E não sente o que sabe
Por não saber sentir
Por não saber urgir
Do inócuo, do vazio
Os sentimentos são sábios
Não são pérolas nem fardos
Não são recantos atulhados
São lembranças do passado
Sentidos do presente
Que nos usam sem querer
Nos fere
Porque não sabemos sequer
O que realmente
Nos faz sofrer
Choramos o que não sentimos
Para sentir
As lágrimas que não choramos
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