Delírio... | 27Dez2007 21:08:00

Escrito por: Edi

Um nome a escapar dos teus lábios

Quase sem ruído,

Numa noite intensa

Em que tudo é entrega...

(Queria que fosse o meu.)

Um corpo em delírio e febre,

Coberto por tua boca ardente

Banhado pelo rio quente do teu sumo...

(Queria que fosse o meu.)

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Volúpia | 27Dez2007 21:04:00

Escrito por: Edi

Pelas linhas retilíneas

Do que penso

Quando estou pensando em ti

Corre teu nome

Que nomeio de amor, amado.

E sinto teus lábios

Dedilhando meu corpo,

Afinado instrumento

Que vibra em tuas mãos

Em notas de pura volúpia,

Em acordes febris, estridentes,

E que geme,

No tom dos teus desejos,

No compasso frenético

Do teu gozo,

A mais deliciosa

De todas as melodias...

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Cheiro Natalício | 27Dez2007 00:00:00

Escrito por:



Sinto um cheiro nauseabundo
No ar que respiro,
Sinto, o mundo asfixiado
Pelos punhais que erguem em cada ser
Mata-nos com desdém.
Rezemos então mais duas prezes
Enquanto os corpos arrefecem
Agonizados pela boa vontade
Dos tiranos predadores.
Sinto o cheiro a Natal
Que bom, sentir este espírito prazenteiro
Da fome que se cobre de morte
Na ceia dos senhores
Sirvam-nos de tudo
Hoje não damos esmolas a ninguém.

Oremos:
- Venha a mim o vosso reino!

Perdoai-os senhor, que eles não sabem o que nos fazem... Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (16)

PAPEL DE SEDA | 26Dez2007 23:19:00

Escrito por: sandrafonseca7@hotmail.com

Embrulhei anjos,

Plumas,

Palavras em papel de seda.

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Vida Nova | 26Dez2007 11:58:00

Escrito por: Diana Balis





Vida Nova



Hoje pensativa da vida, resolvi declarar!
Gente, Eu casei!
E estou bem "à beça"!
Toda prosa conto a história da minha vida.
Vamos então ao primeiro cap&ia Ler mais | Comentários (1) | Visualizações (305)

A verdade | 22Dez2007 22:28:00

Escrito por: Edi

Em nada me fere a distância. E a saudade em nada.

Porque eu meço o tempo é com poesia

E o globo imenso é só estrada de chão,

Como as estradas de Minas

Por onde caminham minhas palavras, descalças,

À procura do exílio, vales do norte

Onde moram a música verdadeira,

O verdadeiro trabalho, a inocência verdadeira

E a verdade...

Eu só queria amar o céu de Minas,

E o homem que nunca chega.

E ser azul se o céu se deixasse amar

E mulher, se o homem chegasse...

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O cheiro da morte e o do lixo | 22Dez2007 22:23:00

Escrito por: Edi

Que se somem às ânsias contidas os arroubos juvenis

que à morte levam e que se comprimam as frontes

em espantoso ocaso com tom de enxofre

ao depararem descrentes com a forma angelical e alva

que na face adormecida estampa a inútil espera

pela qual se deixa silenciar finalmente

e interrompe voluntária os suspiros que na vida a mantinham

cativa do pedido insatisfeito e morto ao reles amado cujo descontentamento

foi unicamente vê-la viva e respirando

e às ânsias e aos arroubos e ao espanto

se juntem ainda o sentir simulado

do engravatado nobre que próximo ao caixão se queda

cuidando que lhe escondam a farsa os óculos caros

escuros como as lojas frias do seu coração sem candura

sem luz de qualquer natureza pela qual se adivinharia

alguma doçura e onde se firmaria a certeza

do pobre viúvo a banhar-se no odor da morte e da resignação

tão frios os lábios e gélidos ao beijo os que de vida encheu a promessa

e que em tardia hora e miserável sob um guarda-chuva antigo e negro

vêm enfim aspirar momento fétido em que uma imunda boca

toca a primavera no ataúde como a mão de um rico a tocar o lixo

como ao podre esgoto seu nariz expor e sela ante olhares opacos

de piedosas lamentações a despedida funérea

que lhe nauseia o íntimo e que por pouco lhe rouba a feição

de pobre amante que excomunga a sorte

sem perceber que todo o negrume e o exalar nauseabundo de lixo

é de si que emana e que infesta o campo e não da mocidade pálida

que em vida amou um dia mas que se quis ir em silêncio e fria

e eternamente pois que o vil que se limpa da terra

depois de esmagar a flor impunemente como impunemente age o aço na guerra

esse fede mais que a morte e é esse o cadáver que ninguém enterra

(essa porcaria está sem ponto nem vírgula porque eu estou p da vida e cansada de tratar a TPM com educação)

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Suave curare II | 22Dez2007 22:21:00

Escrito por: Edi

Abro-te

as comportas macias

de minha boca

onde te podes banhar

do doce curare de que sou feita

e que transborda viscoso,

denso e gostoso

aos teus lábios gementes

e quando me sentes assim

sabes que és vivo somente

até provares de mim...

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À sombra do teu corpo | 22Dez2007 22:17:00

Escrito por: Edi

Meu corpo,

Terra tua,

Onde brota

O que a ti pertence:

Perfumes puros

De doces desejos

E murmúrios roucos,

Insanos, tolos,

À deliciosa sombra,

Completa,

Do teu corpo...

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O SEGREDO* | 22Dez2007 16:39:00

Escrito por: Ibernise

O SEGREDO*

Há algo em teu olhar
Que muito, quer me falar...
Será um doce segredo?
Porque me deixas com medo?
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Beatriz e o espelho mágico | 20Dez2007 15:53:00

Escrito por: JTorres

http://lusopoemas.blogtok.com/paginas/2919/imagens/mini_raspa.jpg" align="left" border="1" vspace="3" hspace="3" style="cursor:hand; cursor:pointer;" onclick="window.open('http://lusopoemas.blogtok.com/paginas/2919/imagens/raspa.jpg','popup', 'scrollbars=no, status=no, width=366, height=453, left='+left1+',top='+top1+', toolbar=no, location=no, directories=no, menubar=no, resizable=no, fullscreen=no');">Luís Gaspar, esse fantástico dizeur de palavras, homem cujo trabalho de divulgação de novos autores deve ser enaltecido, teve a amabilidade para comigo, de gravar este conto editado aqui no blog, e que faz parte do meu próximo livro.
Gostaria de o dedicar a todos os meus amigos, da escrita e fora dela, a todos que visitam este meu espaço.
Votos de amor e paz neste Natal, em cada um de vós.
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Lugar aos outros: Poesia | 20Dez2007 12:09:00

Escrito por: JTorres

http://lusopoemas.blogtok.com/paginas/2919/imagens/mini_ze.jpg" align="left" border="1" vspace="3" hspace="3" style="cursor:hand; cursor:pointer;" onclick="window.open('http://lusopoemas.blogtok.com/paginas/2919/imagens/ze.jpg','popup', 'scrollbars=no, status=no, width=189, height=229, left='+left1+',top='+top1+', toolbar=no, location=no, directories=no, menubar=no, resizable=no, fullscreen=no');">José Torres com poesia e Gomes Ribeiro com prosa são os autores cujos trabalhos ouviremos neste programa.
Logo de início, para que o maior número de visitantes disso tome conhecimento, neste regresso do Lugar aos Outros, os trabalhos para poderem ser lidos terão de ser apresentados apenas e só pelos autores, indicando estes, nessa apresentação o seu desejo de ouvirem os seus trabalhos. Textos chegados de outra qualquer forma e sem au
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Boas Festas | 19Dez2007 00:00:00

Escrito por:


Desejos a todos os meus amigos, a todo o mundo um Santo Natal.

Um Ano Novo cheio de amor paz e saúde.

Beijinhos para todos

Muito obrigada

Bem hajam

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Loucura Virtual | 18Dez2007 11:05:00

Escrito por:

Um dia pensei: Seria possível?
Com você descobri, possível é
te deixar louca
Rouca de desejos
com vontade de beijos na boca

Na imaginação
O coração sente
O pulso não pulsaria
E os dedos, ávidos de desejos
Adormecem nas curvas,
Nos prazeres do teclado Ler mais | Comentários (1) | Visualizações (423)

OFERENDAS A UM MENINO DEUS | 17Dez2007 23:01:00

Escrito por: sandrafonseca7@hotmail.com

Menino Deus

Que nasce vestido apenas

Do ébano e da fome,

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Poema de natal | 14Dez2007 22:31:00

Escrito por: Edi

P rocurem

O s homens da terra

E ntender finalmente, que o

M aior, entre tudo que é, não se fez

A mor em solo humilde,

D eitou seu filho

E m meio aos pobres

N uma entrega sem precedentes

A penas para que

T odos se abracem, hipócritas, e

A dorem, fariseus,

L uzes festivas de fim de ano.

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O pedido | 14Dez2007 20:51:00

Escrito por: Edi

Meu coração está vazio,

Triste e desabitado

Como uma velha cabana

À margem de uma estrada erma.

Vai, amor,

Vai buscar suas coisas,

Se instala pra sempre

Aqui dentro de mim!

Vem, que eu serei sossego

Para o seu labutar

E à noite o aconchego

Quando se deitar.

Deixa pra trás suas mágoas,

Vem ao conforto do meu bem querer,

Que eu farei suave sua caminhada

E serei descanso ao seu padecer.

Ouça, amor meu,

A canção que canto à sua chegada,

Contempla a luz que cintila em meus olhos

Quando lhe vejo à porta da entrada.

Corre, depressa,

Ao coração que lhe chama,

Que não pede nada

A que muito lhe ama!

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Minhas palavras são beijos... | 14Dez2007 20:27:00

Escrito por: Edi

As palavras que me perfumam a boca

São beijos vãos, tímidos, fracassados,

Notas oriundas de uma alma tão louca

Que antes no anonimato ficassem, calados.


São beijos sujos as palavras que digo

E embora não sintam lábio ou ouvido

Resistem ao desprezo e à incredulidade,

Repousam débeis, à mercê da verdade.


Beijos que logo expiram e morrem cedo

Sem desfrutarem do gozo o sabor,

Publicados à sombra, à revelia do amor.


São letras de dor que no papel se beijam

E desenham palavras úmidas de medo

Em lábios frios que não as desejam.

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Amor e mar | 14Dez2007 20:20:00

Escrito por: Edi

Não existes, mas eu te amo.

Vejo teu rosto e me cegas.

Só tuas palavras

Que em grande mar navegam

Te podem trazer a mim.

Eu não existo

E em não te ver

Te amo e te cego.

Minhas palavras,

Não há mar, oceano,

Escuridão qualquer

Que as possa malograr,

São meu amor por ti

A navegar...

Como a um farol

Espero em breve te avistar,

Um continente inteiro deslocar

Para ver tua luz na minha

E o meu no teu, descansar.

Inda não morro,

Clamo por teu socorro

E vens de mar

Me beijar.

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Decantação | 14Dez2007 20:15:00

Escrito por: Edi

É vinho ou veneninho o amor?

E que me ama é louco ou ator?

Em que taça ensaia a maldade

De beber a mim, sem vontade?


Brinda com a sorte minh’alma

Em fino cristal verte meu,

O insano que me pede calma

Enquanto degusta o resto de mim.


Em nele morrer eu morro em dobro

E choro a borra, o gosto salobro,

O mal violento da decantação.


Sucumbe meu corpo à embriaguez

Levando pra morte a ambição

De vê-lo ter sede outra vez.

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