CONVITE | 15Mar2007 00:00:00




Meus queridos amigos,
Queria convidar-vos a todos para o lançamento do meu primeiro livro de poesia, que se realizará no dia 6 de Abril às 22h30 (Sexta ? feira Santa), no Blá,Blá em Matosinhos na rua Brito Capelo nº 1085.
Gostaria muito de ter o vosso apoio e presença pois nem sabem o quanto este momento é importante para mim e a vossa companhia me trará mais força.
Gostaria de quem pudesse ir pois tenho os devidos convites e gostaria de saber quem vai estar presente para entregar o convite pessoalmente.
Muito obrigada a todos.
Apareçam será um prazer conhecer-vos.
Beijinhos
Conceição Bernardino
Aqui fica o meu correio electrónico para quem quiser dar a resposta pessoalmente
conceicao.mami@sapo.pt Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (4)

O teu aniversário ? 14/03/2007 | 14Mar2007 00:00:00


Eu queria ser como tu és
A mais bela,
A mais formosa das mulheres
A peregrina
Da fome e do jejum
Ajoelhada naquela pedra fria
Lavando roupa
Até ao escurecer do dia
Em troca de uns míseros trocados
Que enrolavas num lenço
Todo remendado
Alagado pelo teu suor
Para nos calares a fome
Que a tua boca renegava
Na palidez do teu rosto
Minha mãe,
Eu queria ser como tu és
A santa mais bela
De todas as orações
Hoje ajoelho-me
E beijo-te os pés
Como Madalena fez
Para sentires
A minha entrega o meu amor
Desde do dia em que nasci
Parabéns!
Minha querida
Pelos teus 72 anos
Por tudo o que fizeste
Por tudo que sempre
Foste e és...
A mais amorável das mulheres
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Índole | 11Mar2007 00:00:00



Pressentimentos que se confundem
Dilatam-se em gotas de sangue
Matizando em murmúrios
Em tons avermelhados
A vida que por ti daria
Esta vida única
Que nos enaltece
Esta forma de ser
Em que procuramos
O gesto mais simples
Mais recatado, sem dor
No teu sorrir, eu vejo o meu
Sem saber se vamos voltar a sofrer
Eu sou una, uniforme
Sem pensar que também
Eu sinto frio, fome
A insónia não me larga
Faz-me companhia
Sacia o meu medo
E ficamos ali juntinhas
A ver-te dormir
Até que amanheça
O novo dia Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (5)

Título: Mãe | 11Mar2007 00:00:00



Um dia ouvi dizer
Por gritos mudos
Que a mulher é vida,
Árvore de fruto
Que dá flores Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (73)

ATOCHA - 11 de Março de 2004 | 09Mar2007 00:00:00


As explosões eram horripilantes, pensei de momento que se tratava de alguma conduta de gás, que tivesse provocado tal detonação. Nada me levaria a pensar que horrenda tragédia estivesse tão perto da minha visão.
Então apercebi-me, quando as explosões começaram a ser sucessivas e os gritos espalhavam-se por todo o lado, que era o barulho de bombas vindas da estação de Atocha.
Desatei a correr em direcção de onde todos fugiam, mesmo sabendo que poderia morrer, não conseguia parar de pensar que meu filho único estava lá, como era habitual todos os dias.
Quando avistei aquela imagem hórrida, perdi os sentidos por uns minutos mas no meio de tal confusão ninguém dera por mim ali caída, quando voltei a mim, comecei a gritar pelo nome do meu menino, não obtendo qualquer resposta.
Minutos depois o sangue espalhava-se por todo lado, entre os feridos e os mortos que se iam multiplicando em fileiras, como se fossem fuzilados sem serem estigmatizados.
Os feridos estavam irreconhecíveis pela dor pelos estilhaços da vingança dos que saboreiam o cheiro da morte, vivia-se um marasmo de lágrimas.
Mandaram-me sair dali, mas eu ainda não tinha encontrado o meu filho estava em estado de choque, parecia uma tresloucada sem direcção.
Porque nos fizeram isto?
Porque nos sacrificam a nós, inocentes?
Porque fazem isto se Deus é Uno?
De repente ouço uma voz:
- Mãe, mãe com quem falas leva-me daqui.
Procurava-te! Meu menino, desesperadamente nas entrelinhas de Deus...
Olhei para as mãos dele, ensanguentadas, arrepiei-me:
Que foi que te fizeram meu filho estás cheio de sangue?
Não é meu mãe é de um pobre senhor, que tentei ajudar mas não resistiu, antes de morrer deu-me esta foto e disse-me:
- Essa é a minha menina, encontra-a e diz-lhe que a irei amar eternamente.
Acabou por morrer ali nos meus braços...

Hoje o medo, permanece sufocadamente nas mentes dos que sobreviveram
a dor, o asselvajamento deste dia, violentados pelo ódio das diferenças raciais, dos que só se importam com o lucro das guerras.

Conceição Bernardino ? Minha homenagem sentida... Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (5)

Título: Mulher | 08Mar2007 00:00:00


Mulher diz-se mulher
Por homem que a quer
Sempre mulher por querer...
Seja por sexo,
Paixão sem nexo
Ou só c Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (67)

Título: Ó mar... devolve-me o filho! | 08Mar2007 00:00:00



Saiu-lhe uma súplica doída
Da garganta gasta e anosa,
Saiu-lhe uma réplica moída...
A suplica já vinha roída,
Sem Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (100)

Corpos Despidos | 07Mar2007 00:00:00




Deslizo no teu corpo...
As minhas mãos trémulas.
Percorro as linhas
De uma escultura perfeita,
E no suor da tua pele
Perco o medo de sentir.
Um momento único
De cada segundo que passa!
Nos meus dedos
Levo a inocência,
De um amor banido
Que se oculta,
Na textura do prazer
O estado natural do inconsciente.
Deslizo no teu corpo...
As minhas mãos pertencentes
Das sensações deslumbrantes,
Que a minha boca cala
Num beijo único.
Dois corpos despidos
Que se enaltecem de formosura
Nas minhas mãos... Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (4)

Alzheimer...O desespero de quem ama | 05Mar2007 00:00:00


Olhem para nós, aqui isolados sem réstia de esperança.
Não, não é possível que a minha querida amada tenha chegado a este estado, eu sinto-me completamente impotente. Ela já nem sente o meu carinho, o meu rosto perdeu-se na sua mente, numa qualquer imagem ilusória.
Sinto-me cansado, a noite passou a ser dia, grito sozinho em busca de uma resposta qualquer, de uma palavra de aconchego. Mas ninguém nos ouve, o meu apelo ficou à deriva dentro de uma garrafa de vidro, balançando nas fragas do mar, sem destino.
Meu amor perdoa-me esta forma como acabei com as nossas vidas, mas não suportava mais ver-te nessa degradação perante o meu sofrimento silenciado de impossança. Agora sinto que ficaremos juntos para sempre.
Nem sabes como chorei, as lágrimas que levo connosco.
Não sei se lhe chamarei acto de loucura ou eutanásia brutal, a dor já era insuportável, leva-nos aos maiores actos de amência. Sei que irão dizer que estava louco, mas o que ninguém entendeu é que nos fora negada aquela palavra amiga, apoio, estávamos entregues à nossa própria sorte.

Como compreendo este acontecimento!
Quando ouvimos, (eu compreendo a sua situação mas não podemos fazer nada de momento), quando choramos desesperadamente e ninguém repara, sequer na nossa dor nas nossas lágrimas. Quando ouvimos vezes sem conta a palavra não e todas as portas se fecham.
Deixo aqui os meus sentidos pêsames e a minha profunda homenagem ao senhor Manuel Santana e à sua esposa Olívia Nunes.

Também quero deixar aqui uma palavra de conforto a quem vive este drama, provocado por uma doença qualquer.
Tenham força, não desistam agarrem-se com força a tudo, a esse tudo que por vezes não reparamos no meio do desespero. Vamos insistir na vida, no amor, lutar até ao fim para minimizar o sofrimento. Sei que não é nada fácil mas vale apena lutar por quem amamos...
Mesmo que ninguém ousa o nosso desespero, não vamos deixar que nos tratem como coitadinhos mas por pessoas que sabem amar incondicionalmente, mesmo quando o resto dos prepotentes nos ignoram,
e os imbecis nos rejeitem.
Sei do que falo, cuido da minha mãe doente de AVC.

Conceição Bernardino Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (3)

Lúcifer | 04Mar2007 00:00:00



Tu eras a estrela mais linda
Calada na noite
E eu desejei-te
Assim
Pedi a um sonho
Que me levasse ao céu
E sonhei-te
Depois
Fiz um céu só para ti
Dentro do meu peito Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (4)

Idosos indesejados | 03Mar2007 00:00:00


As marcas são notáveis, as que o teu rosto descreve nas tristes rugas. Fazem-me lembrar aquelas ruas de outrora, carreiros de terra batida.
Vejo-vos por todo lado!
Debaixo de sol a sol, descalços de punhos arregaçados, construindo as calçadas que hoje piso, as esculturas que hoje olho, os monumentos que ainda perduram no olhar esquecido da sociedade.
O ardina, o engraxador, a varina que saudades!
De vós homens e mulheres, que me olham com nostalgia a mocidade nas palmas da vossa mão.
Agora vejo-vos dispersos nos bancos enferrujados daqueles jardins. Encarcerados em lares, esquecidos na solidão de um hospital qualquer.
Subjugados à própria sorte entre orações e mágoas de um tempo que não volta mais.
A vossa herança será sempre a fortuna mais valiosa mas a menos reconhecida nos espinhos da vida.
Olhem!
Para a nossa gratidão...
Como se despreza uns cabelos brancos como é fácil chamar-lhes velhos,
chatos, REFORMADOS. Quando eles só nos pedem um pouco mais de atenção...
Hoje somos os netos, filhos, amanhã também passaremos a ser os velhos de outra geração. Ler mais | Comentários (0) | Visualizações (30)

ºº Sentidos... ºº | 02Mar2007 22:06:00

Fotografia de Paul Mahder


Sentidos...

Embala-me nos teus sonhos
…acaricia-me os sentidos…
Beija-me a Alma.

2 de Março de 2007
©Anabela Braga
(Chinezzinha)
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A flor do sonho | 01Mar2007 00:00:00




Quando o luar beijar a terra adormecida
E as guitarras do vento gemeram baixinho
Tu virás
Como sempre
Na forma de um lírio
Branco como a neve
Enfeitar o meu sonho


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