ISTITUTO CAMÕES NEGA RESPONSABILIDADES - 04Jun2008

O Jornalista CARLOS MORAIS JOSÉ, dá enfase a esta matéria publicando no Jornal Hoje Macau, de 3 de Junho de 2008, o seguinte:
O INSTITUTO Português do Oriente entrou em ruptura financeira. De tal modo que não conseguiu pagar os ordenados de Maio dos leitores de Português na China, nem dos membros da sua direcção. Em causa está dinheiro devido aos leitores de Pequim, Xangai, Cantão e Hauqiao.
Quando interrogada sobre a situação pelo Hoje Macau, a presidente do IPOR demonstrou o seu óbvio mal-estar: "Não digo (obviamente demito-me) porque quero acreditar que o Estado português não salve a situação", disse Helena Rodrigues ao nosso jornal.
Só que, para a presidente do IPOR, a situação era previsível. "Desde Novembro de 2007 que os sócios do IPOR estão avisados de que esta situação poderia ocorrer".
A presidente refere-se às Assembleias Gerais do IPOR que decorreram no final do ano passado. Mas os avisos caíras em orelhas moucas.
Pelo contrário, sos dois principais accionista, Instituto Camões (IC) e a Fundação Oriente (FO) diminuiram em 40% a sua contribuição em 2008, em relação a 2007. Para além disso, não aprovaram, no início do ano, o Plano de Actividades apresentado pelo IPOR, deixando assim o instituto numa situação de dependência invulgar.
IC SACODE ÁGUA DO CAPOTE
No entanto, o IC tem uma versão diferente da história que, aliás, afirma desconhecer. " O IC repudia qualquer tentativa de responsabilidade pela situação do IPOR, nomeadamente dos problemas mencionados e assumidos pela Presidente daquele Instituto", disse ao Hoje Macau, Cesaltina Ferreira, do Secretariado da Presidência, assumindo que " o IC, ainda associado maioritário, não tem poderes para interferir isoladamente na gestão e funcionamento do IPOR".
Cesaltina Ferreira referiu ainda ao nosso jornal que "o não pagamento de leitores ou pessoal e os despedimentos em causa são desconhecidos pelo IC, aguardando-se, mais uma vez, que a Presidente do IPOR justifique ou reveja de forma justa e legal a sua propostade redução de intervenção e financiamento equivalente a 80% do orçamente proposto".
Com efeito, Helena Rodrigues reconhece que o IPOR não tem este ano a seu cargo três dos leitorados que teve que sustentar até 2007, bem como os centros culturais, que passaram a ser directamente financiados pelo IC. Mas este corte nas despesas não terá sido suficiente para manter o IPOR a funcionar sem problemas. "Só gastámos dinheiro com o pessoal e com o edifício em Macau. Mais nada. Acção cultural, zero", explica a presidente, ao mesmo tempo que revela terem sido todas as acções desenvolvidasdurante este ano (e não têm sido poucas) patrocinadas por entidades privadas ou instituições da RAEM.
Mas, confrontada com a resposta de Cesaltina Ferreira ao Hoje Macau, a presidente do IPOR garante apresentou ao IC, em 15 de Junho de 2007, "uma abragente avaliação da acção do IPOR, focando a estratégica que tinha vindo a see seguida na promoção da língua e cultura portuguesa e a necessidade premente de redefinir prioridades e procedimentosd em função dos sucessivos cortes orçamentais".
Continua Helena Rodrigues: "Nesse documento, fizemos propostas concretas para a acção do IPOR no imediato e no futuro próximo, facilitando a sua definição das linhas orientadoras para o recomendado "ajustamento do IPOR à nova realidade",por parte do IC, desconhecemos a não ser que se refere à vontade expressa em Assembleia de reduzir o investimento nos cursos de língua e nas actividades culturais do IPOR, em Macau".
A conversa de surdos continou ao longo de 2008, até porque o Plano de Actividades para este ano não foi aprovado. "O fundamento para a sua recusa, por parte do IC, foi a inclusão nas receitas previstas de uma verba extraordinária, a realizar com a venda de um andar vazio e de quadros oferecidos ao IPOR pelos artistas das exposições que tem promovido". Os outros associados, segundo Helena Rodrigues, não apresentam qualquer oposição ao plano. Por enquanto, o início do desbaratar do espólio artístico do IPOR também ainda não foi anunciado.
Ainda na mesma reunião o IC solicitou mais elementos de forma a avaliar a estrutura do IPOR, "em resposta ao nosso repetido pedido para que fosse definida pelos Associados uma política de acção exequível, sem receitas extraordinárias, com as contibuições já previamente acordadas entre o IC e a FO, face às despesas regulares do IPOR com vencimentos e instalações, para funcionamento dos cursos de língua no Centro de Língua Portuguesa, em Macau, e nos leitores, reduzida a uma quantia irrisória que estava já averbada para a Acção Cultural", conta Helena Rodrigues. E ainda fez, enviando a 25 de Janeiro de 2008 um documento "com a descrição de funções de todos os colaboradores ao serviço da IPOR, a que juntámos um mapa com as categorias, remunerações mensais, tempo de serviço e datas de início e fim de contrato".
A respsota tardou mas veioa 14 de Março, subscrita pelo IC e pela FO, na qual era dito "dever o IPOR ter como eixo estratégico da sua actividade na RAEM e ana Repulbiva Popular da China e a confirmação da necessidade de racionalização de meios". Assim as prioridades do IPOR deveriam ser concentração de esforços no ensino do Português como Língua Estrangeira (PLE) em Macau, aprofundamento da sua relação com os meios académico e cultural da RAEM, em termos de venda de serviços e na procura de complementariedades, parcerias e sinergias, reforço da ligação aos associados fundadores a nível quer da definição das metodologias de ensino do PLE quer da componente cultural a este ligado". Para a redução de despesas fixas, era recomendada uma rigorosa avaliação dos meios humanos necessários , devendo o IPOR apresentar uma nova proposta de orçamento.
Para a presidente do IPOR, "na conjuntura descrita, não tem, obviamente, esta Direcção condições para apresentar qualquer proposta de reorganização com redução de despesas fixas de forma a ajustar o funcionamento do IPOR à nova realidade, pelo que, na minha qualidade de presidente da direcção do IPOR, repudio vivamente qualquer acusação de incumprimento de instruções dos Associados". Ainda segundo Helena Rodrigues, "a incompreensão sistemática, por parte do IC, do trabalho que temos vindo a desenvolver, em extrema exiguidade de recursos humanos e financeiros, ao longo dos dois últimos anos, constitui uma séria ameaça à continuidade dos projectos em curso".
Assim, é claramente negado o facto do IC não ter conhecimento da situação financeira desastrosa até porque "lamentavelmente, a preocupante situação de tesouraria levou a IPOR a informar o IC, masi uam vez a 12 de Março, do risco de vir brevemente a verificar-se uma real impossibilidade de pagamento de salários a leitores e funcionários do IPOR, em Macau, acabou por acontecer já agora neste mê de Maio". Para além disso, "o mapa de tesouraria enviado a 28 de Fevereiro com a previsão para o período de 1 de Março a 30 de Junho 2008, evidenciava uma diferença substancial entre receitas e despesas".
ALINEAÇÃO DE PATRIMÓNIO
Umas das possíveis soluções para o problema financeiro do IPOR poderia passar pela alienação de património, nomeadamente do sétimos andar do prédio onde se encontra a Livraria Portuguesa. Mas o IC e a FO não concordaram. Helena Rodrigues reconhece que a venda não resolveria o problema, seria unicamente um paliativo. "Foi anunciada uma reestruturação do IPOR, que o instituto iria ser diferente. Como? Não sei", confessa a presidente.
Sem ter alienado o espaço do sétimo andar, no entanto o IPOR concessinou a Livraria Portuguesa há alguns anos, com praticamente nenhuns resultados financeiros. Aproveitando a ausência de presidente-efectivo, na passagem de António de Vasconcelos Saldanha, para Helena Rodrigues, o então presidente interino Rui Rocha, com a concordância da FO e do IC, prolongou a concessão atribuída a Aloísio Fonseca, um ex-presidente do IPOR, por mais cinco anos, cerceando assim mais uma possível fonte de rendimento para o IPOR.
"Livros de Direito e livros escolares são o garante de luvro para a Livraria Portuguesa. Não se entende como o IC mantêm esta situação , na qual se assistiu também à degradação da qualidade dos livros lá vendidos e da própria livraria", diise ao Hoje Macau uma fonte que acompanhou de perto o processo de concessão da Livraria Portuguesa. Há também em Macau muita gente que não pervebe porque não foi aberto concurso público para a concessão, ao invés de ter sido entregue directamente a alguém que não vive em Macau e que ëticamente deveria estar afastado do processo", afirmam.
PASSAGEM DE CRAVINHO NÃO ADIANTOU
Como se sabe, o IC passou a estar dependente do Ministério dos Negócios Estrangeiros desde 1994, não se podendo falar de alterações orgâncicas ou estruturais que tivessem criado uma situação de excepção que justificasse o actual desastre financeiro. Por outro lado, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação João Gomes Cravinho esteve em Macau na semana passada mas não tocou o assunto.
Interrogada pelo Hoje Macau sobre se tinha mantido contactos com Cravinho, Helena Rodrigues revela que nem sequer foi marcada uma reunião entrev os dois. Ëncontrei o senhor secretário de Estado num jantar da Associação dos Advogados, mas não chegámos a reunir para discutir estes problemas", afirmou.
E Gomes Cravinho lá partiu para Lisboa sem uma palavra sobre este problema que lança uma estranha sombra o seu ministério.
VERGONHA PORTUGUESA
Em má situação estão pois os leitores de Português na China, que assim vêem em causa a sua sobrevivência no País do Meio. "estamos na China, onde não conhecemos praticamente ninguém, portanto não há rede", dissseram ao Hoje Macau pedindo anonimato. Mas a situação é tão anómala que todos acreditam, como Helena Rodrigues, qie o Estado português terá de fazer qualquer coisa: "Não acreditamos que o governo português nso deixe assim entregues à nossa sorte num país estrangeiro tão longe de Portugal"'foi o comentário final de quem ainda acredita na resolução para breve desta infeliz situação.
A situação está também a caisar embaraço à comunidade portuguesa de Macau, na medida em que o devedor é o próprio país. Para além disso, ninguém compreende como é que, oito anos depois da transferência de soberania, o IPOR se encontre nesta situação finaceira. "É uma vergonha". comentaram aos nosso jornal. "Primeiro o senhor Monjardino a anunciar cortes na Escola Portuguesa, agora este escândalo no IPOR, O que virá a seguir?
"Talvez pedir dinheiro à RAEM, para ainda nos tirarem mais face", foi a resposta.
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Da minha parte, como português e residente em Macau, tudo isto só vêm provar a sempre boas administrações que fazemos bem como alguns senhores que se apossaram dos cargos de presidentes das fundações, pensam que elas são deles e as gerem como quem quer posso e mando, afinal a democracia ainda não chegou a muitos jardins de Portugal.
O dinheiro de Macau levado jamais seré retornado, será esse talvez o lema da FO e do IC.
Fonte: http://luso-poemas.blogspot.com/2008/06/istituto-cames-nega-responsabilidades.html
"RUPTURA FINANCEIRA" NO IPOR - 04Jun2008
O IPOR, Instituto Português do Oriente.O jornal PONTO FINAL na sua edição de 2 de Junho diz-nos o seguinte:DIRECÇÃO E LEITORES NA CHINA NÃO RECEBERAM SALÁRIO DE MAIO.Ainda não foram pagos os vencimentos relativos a Maio da direcção e dos leitores do Instituto Português do Oriente - IPOR na China, em Xangai, Pequim e Cantão.A revelação foi feita ontem à Rádio Macau por Maria Helena Rodrigues, a presidente da instituição. Segundo a responsável, a situação "'e muito complicada", já que se trata de "uma ruptura da tesouraria"."Este é um assunto que foi comunicado em devido tempo aos associados, há uam ruptura da tesouraria e espero que, rapidamente, seja colmatada pelos associados. Ainda não tivemos resposta do Instituto Camões, mas a Fundação Oriente já adiantou uma verba para poder fazer face a algumas despesas mais prementes", acrescentou Helena Rodrigues."Os leitores que estão na China ainda não receberam o vencimento, que deveria ter sido pago há mais de uma semana. Neste momento o IPOR não tem possibilidade de fazer face a esse pagamento. Infelizmente, não foram só os leitores que não receberam.Obviamente que, não pagando aos leitores, a direcção também não pagou a si própria. Todos os funcionários em Macau receberam, mas as disponibilidades da tesouraria não deram para pagar aos leitores e à direcção."A responsável lamentou ainda que esta situação aconteça numa altura em que Portugal fala no reforço da língua portuguesa no estrangeiro. Para Helena Rodrigues, trata-se de um "paradoxo.""Toda esta aposta que o governo português parece estar a fazer difusão da língua e da cultura portuguesa é perfeitamente um paradoxo a situação em que o IPOR não tenha um apoio eficaz que nos permita funcionar. Principalemente numa altura emq ue estamos num bom relacionamento com as instituições da RAEM e chinesas, bem como com representantes dos países de língua portuguesa envolvidos no Fórum."-------------------------------------------------------------------------------------
E ASSIM CONTINUA A SER TRATADA A LÍNGUA DE CAMÕES E SUA CULTURA. MAS DINHEIRO ESSE NÃO FALTA, A FUNDAÇÃO ORIENTE NO MÊS PASSADO INAUGUROU UM NOVO MUSEU EM LISBOA, TALVEZ POR ISSO, O DINHEIRO NECESSÁRIO EM MACAU ENTROU EM RECESSÃO.
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Fonte: http://luso-poemas.blogspot.com/2008/06/ruptura-financeira-no-ipor_2798.html
TENHO VERGONHA - 04Jun2008

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Perguntarei eu na minha modéstia, será que os muitos milhões de dólares americanos que levaram de Macau tanto o IC como a FO, servem somente para a compra de terrenos em Portugal e aberturas de museus?
Da fonte onde foram colhidas essas massas, poderá secar, no que respeita à divulgação da língua portuguesa e das suas culturas, porém não é isso que cosnta em seus estatutos, mas enfim tal como Camões esta instituição só vê para o lado deles, a outra a FO, bem essa só nas suas iniciais já diz o que pretente para Macau.
Fonte: http://luso-poemas.blogspot.com/2008/06/tenho-vergonha.html
LANÇAMENTO DO LIVRO ?SINAIS DO SILÊNCIO? ? Rosa Maria Anselmo - 03Jun2008
LANÇAMENTO DO LIVRO ?SINAIS DO SILÊNCIO? ? Rosa Maria Anselmo
Queridos Amigos (as)
"Sinais do Silêncio" está quase a nascer! A sua apresentação será feita no dia 7 de Junho, pelas 16 horas, no Diana Bar ? Av. dos Banhos, Praia da Póvoa de Varzim. Será um privilégio ter a vossa companhia nesse dia.
A apresentação do Livro será feita pela poetisa Conceição Bernardino, e o prefácio da autoria de Alice Santos.
Aqui fica um excerto desse mesmo prefácio:
"No segundo livro de Rosa Maria encontramos uma mulher muito mais liberta, onde a escrita e a paixão andam de mãos dadas, inseparáveis, qual par de amantes.
Surge uma Rosa que resolveu desabrochar e nos mostra a alma desnudada, sem pudor ou preconceito, sem receios, medos, falsos moralismos. Uma mulher mais atrevida nas palavras, com diálogos interditos, e, por isso, mais despida de si e vestida de candura, sedução e desejos.
Alice Santos
Rosa Maria, uma poetisa que se ?solta em dança? e canta um ?mar que é ? seu ?vizinho?...
Uma poetisa que deambula ?perdida nas insónias? para assim nos ofertar belos e originais poemas, ricos de imagens e sonoridades, ?serenatas em forma de seixos lisos / prendas de mar ??, atando estrofes com ?sargaços de paixão?.
Goreti Dias
Espero por si.
Rosa Maria Anselmo
http://ocantodarosa.blogspot.com/
http://rosaanselmo.hi5.com/
email da autora ? rosaafernandes@gmail.com
Fonte: http://luso-poemas.blogspot.com/2008/06/lanamento-do-livro-sinais-do-silncio.html
IGNARA - Guerra Colonial - 16Abr2008
Uma produção:
TEATROMOSCA
A não perder... Uma vez que perder já muito perdemos nós.... Todos!!
IGNARA - GUERRA COLONIAL
Ciclo de três apresentações preparatórias e um espectáculo final subordinado ao tema «Guerra Colonial».
IGNARA constitui-se, formalmente, como um fórum de encontro de diversos parceiros, comprometidos com a pesquisa, análise, discussão, criação e apresentação de conteúdos artísticos afins ao tema aduzido.
Colhendo de Piscator, Brecht ou Kaufman, alguns dos princípios que enformaram o chamado teatro-documento (ideologias político-partidárias à parte), pretende, o teatromosca, com IGNARA, relançar, na opinião pública, o debate em torno deste tema seminal que tão pouca atenção vem merecendo da comunidade artística nacional.
PONTO DE PARTIDA
A Guerra Colonial portuguesa é, hoje, 34 anos depois da Revolução de Abril que lhe pôs termo, um tema enguiçado.
Historiadores, sociólogos, ensaístas, professores universitários, jornalistas, ex-combatentes, filhos de ex-combatentes são unânimes em considerar que, por diversos factores- entre os quais a paupérrima edição de estudos de história colonial portuguesa, a insipiência dos programas curriculares escolares, ou a simples ausência de mediatização do tema (salvo raríssimas excepções)-, a memória colectiva desse conflito dissolveu-se, depois de Abril, nas brumas de um esquecimento inadmissível.
Ps: Para mais informações consultar o link:
http://teatromosca.com.sapo.pt/teatromosca_IGNARA.html
Fonte: http://luso-poemas.blogspot.com/2008/04/ignara-guerra-colonial.html
MORTE NA ESCOLA - 16Mar2008

À MEMÓRIA DE JOÃO RUI BARATA ANICETO
Chamava-se João e tinha um sorriso fantástico.
Era o filho de sonho para qualquer pai e mãe.
Era o estudante que todos os professores sonham ter, pela inteligência e pelo primor das suas atitudes e comportamentos.
Era o melhor amigo de Todos.
Um apaixonado pela música.
Um jovem bem formado, educado e reflexo dos valores irrepreensíveis transmitidos pelos pais.
Estava na última aula de educação física do período, alegre e divertido, como sempre o conheci e disse à professora: ?Estou mal disposto Professora?E caiu.
O que se seguiu eleva ao expoente máximo a luta contra o desespero.
Eleva ao mais alto sentimento de impotência o darmos tudo de nós e sentimos que a vida se esvai aos poucos a cada minuto que passa.
Passam-se 30 minutos e o socorro não chega e o desespero aumenta.
Tentamos em vão a reanimação cardíaca, sempre, sempre sem parar até à exaustão,
A escola pára.
O desespero e angústia cresce e cresce.
E a vida perece.
Chamava-se João.
Partiu ontem e com ele leva a dor das centenas de colegas e professores;
Uma escola que chora esta morte.
O Montijo está de luto.Mergulhado na dor.
Numa mágoa sem igual.
Com a revolta de jamais compreendermos a razão pela qual o INEM demorou 30 minutos (TRINTA MINUTOS!!!!!!) para accionar o socorro quando o CODU (centro operacional de doentes urgentes) sabia que estava um jovem de 14 anos em paragem cardiorrespiratória?
E pior!Hoje vem o INEM a público reconhecer a demora porque ontem, dia 13 de Março, receberam muitas chamadas?
E assim se foi uma Vida!!!
Chamava-se João e partiu.
Estás nos nossos corações meu querido.
Descansa em paz meu Anjo.
(Montijo, 14 de Março de 2008)
Fonte: http://luso-poemas.blogspot.com/2008/03/morte-na-escola.html
Livro Negro dos Vampiros - 11Mar2008

O Livro Negro dos Vampiros é o mais recente lançamento da Andross Editora. Liz Marins, Octavio Cariello, Helena Gomes, Kizzy Ysatis e Bruno Miguel Resende são alguns dos autores que apresentam o seu olhar sobre um dos mitos mais populares da história.
Em todas as culturas, desde a noite dos tempos, existiu algum tipo de vampiro, mas somente a partir do século XVIII o mito adquiriu certa notoriedade na sociedade ocidental ao entrar em contacto com a literatura. Seu arquétipo, como conhecemos hoje, foi sendo construído através do século XIX pelas mãos de diversos escritores.
Mas foi o irlandês Bram Stoker, em 1897, quem compilou todas as experiências literárias anteriores e as misturou com um obscuro personagem histórico, o príncipe Vlad Draculea, da Valáquia. Assim nasceu o romance Drácula, que influenciou tudo o que foi produzido posteriormente sobre vampiros, definindo o mito tal qual o conhecemos hoje.
Drácula, e os outros vampiros de modo geral, são criaturas sedutoras, mesmo quando se apresentam na figura esquálida de Nosferatu, imortalizado no cinema pelo actor Max Schreck no auge no cinema expressionista. Encantam não só os incautos personagens que cruzam os seus caminhos ? em livros, filmes, músicas, banda desenhada, jogos de RPG e em todas as formas de comunicação conhecida ?, mas também o público, sempre ávido por novos sustos.
Os amantes do género ganham um prato cheio para saciar sua sede de sangue: O Livro Negro dos Vampiros (Andross Editora, 288 páginas).
A obra reúne 53 contos de novos autores, selecionados criteriosamente, e também de alguns escritores do género exclusivamente convidados para encabeçarem a obra e darem boas-vindas aos estreantes.
A actriz, escritora e cineasta Liz Marins, criadora da personagem Liz Vamp e do Dia dos Vampiros; Octavio Cariello, professor de roteiro e desenho da Quanta Academia e desenhista da versão para os quadrinhos de A Rainha dos Condenados, de Anne Rice; e Kizzy Ysatis, um dos maiores nomes da literatura fantástica brasileira da actualidade, autor do premiado Clube dos Imortais ? A Nova Quimera dos Vampiros, são alguns deles. Ysatis, inclusivé, empresta todo o seu conhecimento sobre o assunto no prefácio de ?O Livro Negro dos Vampiros?.
A organização é do escritor Claudio Brites, que analisou pouco mais de 300 contos durante oito meses para chegar aos 53 seleccionados.

Participação de Bruno Miguel Resende com o conto ?Garuda?.
Título: Livro Negro dos Vampiros
Editora: Andross
Data: 2007
Preço: 14,00 Euros
Para comprar contactar o email: brunoresende@portugalmail.com
Fonte: http://luso-poemas.blogspot.com/2008/03/livro-negro-dos-vampiros.html



