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A ti Manuela Fonseca - 18Jul2008

Foto de Paolo De Faveri

Foi no 1º dia de um Dezembro, distante,
Que cheguei à parede da tua alma.
O mar estava presente
E eu sentei-me no parapeito da janela.
As lágrimas soltam-se
Na ausência da minha esperança,
Num coração por vencer
Inventei um sorriso para me disfarçar?
Sempre o sorriso!
Nesta loucura
Foste...
A minha nostalgia de amor,
O palácio dos meus néctares.
Fui ao centro do planeta
Onde os olhares se dividiam,
E esse olhar me mentia?
Não me mates só por matar!
Tens o dom do mal?
Não me lembro
Do medo que me atormenta.
Incógnita,
Amaldiçoei-me a mim mesma.
Tudo é igual a mim?
Vou-me embora!
Andava secreta,
Cheia de felicidade.
O Amor rende-se..
E agora, ó Poetas, que vos deixo de mim?

Poema dedicado à Manuela Fonseca, feito por mim com os títulos dos poemas dela.

Fonte: http://stoneartportugal.blogspot.com/2008/07/ti-manuela-fonseca.html

Acordo Ortográfico ? duas nacionalidades, uma opinião - 14Jul2008

O texto abaixo é da autoria de Pedra Filosofal e de Godi, residentes, respectivamente, em Portugal e no Brasil. Amigos, separados por um oceano, ainda assim partilham das mesmas opiniões acerca dum acordo que tem feito correr bastante tinta em ambos os países.

É nossa firme convicção que não faz sentido algum quererem uniformizar a linguagem. Temos expressões diferentes, nascidas da forma de estar, de histórias diferentes nos dois países.
Diferentes circunstâncias marcaram a variação do Português brasileiro e do Português europeu. O Português Europeu, pelo facto de as fronteiras de Portugal serem as mais antigas da Europa, contrariou uma variação mais profunda por fatores exógenos exteriores, a qual foi sobrelevada por ação de fatores internos a própria língua, sendo, por isso, considerado como uma língua quase perfeita, pois manteve-se ocupando uma área estável desde a delimitação das fronteiras lingüísticas e propriamente portuguesas desde o séc. XIII. Somente em raros pontos que a fronteira política não coincide com a fronteira lingüística.
Em Portugal o esclavagismo quase que não existiu e a imigração só há pouco tempo é uma realidade. Não teve, por isso, muitas influências externas para a evolução da língua. O português europeu evoluiu ?sozinho?.
Já no Brasil o português foi determinado por fatores multifacetados e, por isso mesmo, houve uma diferenciação natural. O português brasileiro teve um contato significativo de fatores exógenos: Com línguas indígenas, com línguas africanas e com línguas de imigrantes de diversas partes do mundo. No Brasil a escravatura foi uma (triste) realidade. E por mais que os senhores quisessem evitar, alguma coisa foi ficando da rica linguagem dos escravos, em forma de substrato linguistico (herança lexical e morfossintática no português brasileiro). Acresce ainda que o Brasil foi colonizado por tantos emigrantes que é quase impossível saber qual a língua que teve mais influência (para além do português).
A língua portuguesa do Brasil, variante nacional do Português europeu (de Portugal) tomou um rumo simplesmente 'diferente' com perdas casuais de funções latinas, com influência de línguas indígenas e africanas, ou seja, a comunidade brasileira que é maior que a portuguesa por ser maior mesmo já é um fator de diferenciação.
Uma das razões do acordo é que a ortografia seja uniforme. Mas se ortografia fosse impedimento, Miguel Sousa Tavares e José Saramago não seriam tão bem vendidos no Brasil como, de fato, o são. Sabe-se que os dois autores preferem que a obra seja divulgada com a ortografia do português europeu (Portugal). Em Portugal passa-se o mesmo com Jorge Amado e Paulo Coelho que editam em português brasileiro.
A língua está viva e muda de acordo com a utilização que dela se faz, não porque alguém, em algum momento, assim o decidiu na "marra". Ao longo dos anos a língua portuguesa, quer em Portugal, quer no Brasil, quer noutros países de língua oficial portuguesa, tem alterado por força do convívio natural entre as pessoas. Cremos que um dia, sem legislação, o português será ainda mais semelhante, mas apenas e só por força das circunstâncias. E que circunstâncias? É simples, há, cada vez mais, brasileiros a trabalhar em Portugal e portugueses a passar férias no Brasil. A globalização, o avanço das telecomunicações e mídia (média) serão também factores determinantes na aproximação da língua falada e, posteriormente, da língua escrita.
Todas as decisões onde se modifica o código escrito são sempre controversas e causam traumas. Legislar em cima da língua é algo que, normalmente, não funciona, por haver diferentes formações neológicas de palavras a cada uma das variantes que constituem a lingua portuguesa.
No Brasil, incrivelmente a lingua portuguesa é bastante uniforme na sua variação diatópica (variação regional) no que condiz a nomeação de conceitos novos (formação de palavras novas e designações). Existe o entendimento recíproco, apesar de haver diferenças sempre de acordo com os diversos critérios sócio-históricos que levaram a tal.
A influência norte-americana é muito grande no Brasil. Em Portugal também se nota, nos últimos anos, um acréscimo nos estrangeirismos, introduzidos pelas novas tecnologias. Consideramos, no entanto, estes empréstimos linguísticos-estrangeirismos como normais, pois que estes atingem apenas o léxico, não havendo hipóteses para a desestruturação da língua em si.
As línguas sempre criam termos novos, os chamados neologismos. Esses termos, vindos sempre dos acervos latinos e/ou de empréstimos, nominam novos termos. Então, quanto muito, deveria-se ter uma comissão conjunta entre os dois paises para verter uniformemente os termos em estrangeiro, comumente trazidos pela tecnologia. Por exemplo, uma arca frigorífica em Portugal, é freezer no Brasil.
No entanto essa uniformização seria gradual e apenas para termos técnicos. A uniformização de expressões seria quase impossível. A título de exemplo, no Brasil ?veado? é homossexual quando em Portugal é um animal que podemos ver no Zoo. ?Galinha? em Portugal é uma mulher tagarela. No Brasil é uma prostituta. E o mesmo problema se põe a nível regional. Por exemplo ?batata? em Portugal Continental é uma batata, na Ilha da Madeira são ?semilhas?. No Porto bebe-se um cimbalino, em Lisboa um café.
Qual é o acordo que pode levar a que deixem de acontecer estas diferentes interpretações da mesma frase?
A riqueza da língua portuguesa, seja ela brasileira ou europeia, está na diversidade, a unanimidade é tola e estranha.



Fonte: http://stoneartportugal.blogspot.com/2008/07/acordo-ortogrfico-duas-nacionalidades.html

A vida... - 06Jul2008

Foto de Konrad Tapp


A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
Que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
Não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
Aquilo que nós lhe oferecemos

Albert Einstein

Fonte: http://stoneartportugal.blogspot.com/2008/06/vida.html

O (in)sucesso escolar - 02Jul2008

Foto de Evgueni Novichihin

Em Portugal estamos no fim de mais um ano lectivo. Este ano, e de acordo com as estatísticas, a grande maioria, para não dizer todos, os alunos irão passar de ano. Ao que parece os alunos merecem passar de ano. Não importa se sabem a matéria, importa que passem de ano.
Conheço, infelizmente, alguns casos que demonstram bem que o enfoque está na passagem de ano e não na aprendizagem.
Duas meninas que frequentaram o primeiro ano de escolaridade, chegaram ao fim do ano sem saber ler. Mas passaram de ano. Alguém me explica como é que elas se vão dar no segundo ano se, supostamente deveriam saber ler? Quer-me parecer, mas posso estar enganada, que vão ter mais dificuldades em aprender a matéria de dois anos num só de modo a irem preparadas para o terceiro ano do que seria se reprovassem e repetissem o primeiro ano. Vai ser mais complicado para as miúdas e mais complicado para a professora e restantes alunos.
Noutro caso o aluno teve apenas dois testes positivos ao longo do ano escolar. Um a cada disciplina e cada um deles foi um positivo muito baixo. Passou de ano. É impressão minha ou este aluno não está minimamente preparado para o ano escolar seguinte? Mais uma vez posso estar enganada.
Foi notícia que o exame final de matemática foi demasiado fácil. De tal modo fácil que muitos alunos se sentiram enganados porque passaram um ano a estudar para... nada. Estudaram para absolutamente nada porque, quem não estudou também vai ter uma boa nota no exame final porque as perguntas eram demasiado simples.
Estes casos configuram casos de sucesso escolar. Os alunos passaram de ano. Mas será sucesso ou insucesso? Não será antes um sucesso momentâneo que levará a um futuro de insucesso?
Afinal que aprenderam os alunos, os jovens de hoje, os adultos de amanhã, neste ano lectivo? Que não precisam de se esforçar, não vale a pena fazer o que quer que seja durante o ano porque merecem passar de ano e irão passar de ano ? independentemente do que fizerem. Estamos a criar uma futura geração de adultos que terão enormes dificuldades em ler, escrever ou fazer operações aritméticas simples. Estamos a criar adultos que terão sempre a ilusão de que não precisam de fazer o que quer que seja, serão recompensados à mesma. Mas nós, que já somos adultos, sabemos que não é assim. Então porque insistimos em fazer acreditar que é assim?
Não culpo os professores. Na sua grande maioria querem fazer alguma coisa, ensinar os alunos convenientemente, reprovar os alunos que não mereçam passar mas o sistema educativo actual não deixa que assim seja. Nem o sistema nem alguns pais que preferem que os filhos passem de ano a qualquer custo do que terem de enfrentar uma crise existencial dos filhos por terem reprovado. É mais fácil. E, neste momento, a nossa sociedade vive a época do facilitismo. Queremos tudo simples, acessível, sem trabalho, sem contrariedades. Será esta a melhor maneira de viver? De ensinar? De ser e de estar na vida? Ter tudo sem preocupações, sem o gosto de saber que, no fim do esforço vamos ser recompensados?
Não é, seguramente, isto que eu quero para os meus filhos. Por mais que os ame, e amo de coração, quero que eles lutem para ter as coisas. Que se esforcem para serem recompensados. Prefiro, se for caso disso, que reprovem de ano a que passem sem merecer. Porque só assim serão adultos conscientes das suas capacidades e capazes de tratar de si.

Um velho ditado diz qualquer coisa assim: "As facilidades que hoje damos, são as nossas dificuldades do amanhã". Não estaremos a entrar por caminhos perigosos neste mundo actual da globalização? Amanhã, para além dos alunos, quem pagará esta factura não será o próprio país? Pensem nisto!


Fonte: http://stoneartportugal.blogspot.com/2008/07/o-insucesso-escolar.html

Contos água e areia - 01Jul2008



Quando José Torres se levantou para escrever notou que havia sol naquele dia. Hesitou um breve momento, mas ligeiro se soltou de braço em braço, de mão em mão, estendido nos raios.
Aproximou-se do jardim da casa com a sensação de que há muito não o visitava. As ervas tinham crescido até um ponto quase impossível de crescimento. Dobradas sobre si, formavam novelos.
As árvores tinham inclinado o tronco para a frente da planície suplicando por sol, e os frutos mirrados caíam de podres no chão improvável da terra.
Pensou por um só instante que a sua viagem em veleiro solto de escrita, tinha sido afinal feita entre quatro paredes, e que o mar enrolava agora no seu jardim.
Marujo de barba solta e alma dorida, embrenhou-se no jardim que começava nos seus dedos.
Sentou-se, dobrado sobre si mesmo como âncora.
E decidiu escrever.
E escreveu... escreveu... um romance, um conto, um poema. Não importava o género, o que importava era escrever. As térmitas continuavam a roer-lhe os dedos. Não conseguia parar. Com alguma raiva, porque a escrita às vezes também tem ataques de raiva, fez um dueto com o cão, aquele que iria vender se a crise se acentuasse. E de tanto escrever com a alma, meteu-se com a prosa, deixou de aparecer à poesia, mas não sem antes sustentar-se num poema. Deitou-se com elas. Mas a insónia apareceu e então, regressou à escrita, para pegar num novo estilo que já se tinha anunciado num último voo. Contos. Contos que se ligavam por um fio de água num tempo de areia. Quatro histórias ligadas pela água que o marcavam, de que se orgulhava. Uma delas, ?o Rapaz que escrevia poemas de amor? era quase a sua biografia. Na sua ansiedade de os partilhar com os seus leitores assíduos pensou em editá-los em livro. Chamou-lhes ?Contos de água e areia?. Contagiou rapidamente o seu irmão, Silva Torres que, com muita paciência e respeito pelo irmão mais velho (senão tinha-o mandado dar uma volta), ilustrou o livro e desenhou a capa. Já ao Flávio (o Silver) pediu-lhe o prefácio. E o livro ficou perfeito. Não por si, mas pelos seus leitores a quem respeita e para quem tem sempre uma palavra atenta.
No dia 2 de Julho às 21h30, na Feira do Livro em Barcelos, com a apresentação do escritor, Branco de Matos será o lançamento deste livro. Estão todos convidados a estar presentes. Na mesma ocasião será também lançado o livro do Flávio Silver, chamado Sétimo Vão. Tenho a certeza que é um livro a ter em casa e a ler, porque o Flávio é um excelente autor de quem também sou fã.
Quem não possa estar presente mas queira adquirir o livro poderá contactar o José Torres através do mail joseilidiotorres@sapo.pt ou pelo blogue http://www.o-ente-do-ser.blogspot.com/

Este texto é feito de plágio. Declarado, assumido e autorizado - são retalhos de diversos textos e comentários deste autor fabuloso que é o José Torres


Fonte: http://stoneartportugal.blogspot.com/2008/06/contos-gua-e-areia.html

O meu filho - 25Jun2008

Foto de Joe Orsak

Logo a seguir a ter nascido a minha filha comecei a pensar como seria ter dois filhos. Cresci acompanhada de duas irmãs, tinha (e tenho) um amigo que é meu irmão de coração e, claro, queria o mesmo para a Margarida. Como o meu marido também tem três irmãos não foi difícil convencê-lo.
Não queríamos uma diferença muito grande de idades entre os dois. A nossa ideia era, quando nos víssemos livres de fraldas e biberões seria de vez.
O dia em que soube que estava grávida do Martim ficou marcado por dois acontecimentos. Nesse dia o meu sobrinho saiu da maternidade, e o meu avô, quando lhe dei a notícia chorou, pediu-me que não lhe dissesse mais nada porque não ia conhecer este bisneto. Morreu um mês mais tarde.
Faz hoje cinco anos que nasceu o Martim. A gravidez correu melhor que a primeira. Vomitei, é certo mas muito menos que da primeira vez. Se calhar porque tinha menos tempo para pensar no assunto. A minha filha ocupava-me os dias.
Quando saí da maternidade a minha filha e o meu marido foram-me buscar. Lembro-me de ouvir aquela voz linda da Margarida a perguntar se podíamos levar aquele mano que estava no quarto comigo. Tinha visto vários bebés no berçário mas preferia aquele. É claro que lhe fizemos a vontade.
Foi um bebé bastante mais calmo que a irmã. Ainda bem, porque eu estava com os dois em casa. Tentei sempre que nenhum dos dois se sentisse abandonado em detrimento do outro. Nunca coloquei sequer a hipótese dela ir para casa da avó como ia quando eu estava a trabalhar. A casa não seria a mesma sem ela.
Outro detalhe que os diferençou foi que ele nunca quis adormecer ao colo. Chorava quando estava mais tempo ao colo do que o estritamente necessário ? para comer, mudar de sítio ou de fralda.
Quando ele começou a andar nós descobrimos o que era não estar parados. E começou cedo a querer dar os primeiros passos, mais não fosse até perto das coisas que queria partir ? na sua ânsia, claro, de descobrir do que eram feitos.
É uma criança alegre, bem-disposta e, acima de tudo, malandra. Muito malandra mesmo. Gosta de pregar partidas à irmã (para desespero dela? e nosso) e aos colegas da creche. Os brinquedos que recebe duram muito pouco tempo. Quero acreditar que é porque gosta de ver como funcionam?
Tem dias em que desespera qualquer um. Está sempre a tentar descobrir uma forma diferente de fazer asneiras. E o pior é que, normalmente, consegue.
Consegue aliar a vontade de fazer disparates à vontade de ser um adulto. Ou mais crescido. O que o leva a corrigir os comportamentos dos amigos da idade dele para aquilo que pensa ser correcto. Muitas vezes, e nos casos em que os conflitos não são criados por ele, tenta mediar de modo a resolver, sem intervenção dos adultos. Tal como a irmã prefere programas educativos a desenhos animados. Gosta de aprender, mas não tudo, apenas as coisas que lhe despertam atenção.
E é carinhoso. Muito carinhoso. Mas apenas e só quando assim o entende.
Apesar de nunca estar descansada quando estou com ele (ou mesmo quando não estou, porque nunca sei o que ele vai fazer a seguir), não trocaria este desassossego pelo descanso que seria ter apenas a Margarida. Eles completam-se. E completam-me.


Fonte: http://stoneartportugal.blogspot.com/2008/06/o-meu-filho.html

É proibido - 25Jun2008

Foto de Matusciac Alex

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

- Pablo Neruda -

Fonte: http://stoneartportugal.blogspot.com/2008/06/proibido.html

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