JSL

Musical - JSL -

M orte de poeta é um DÓ
U ma poetisa na vida é RÉ
S eres que habitam em MI
I nfortúnio de um FÁ
C omo fá de um outro SOL
A mando assim eu LÁ
L evito em SI




pinturas "3D" do amigo:

www.yoko.blogtok.com

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=56979

HI5 vs LP vs BlogTok - JSL -

Olá mundo!...

Arriscar um texto tendo que atravessar um deserto de areias movediças, só mesmo para quem sabe voar. Vou arriscar:

Ser poeta é antes um ser amante, ser amante é um ser que ama, daí que possa provocar todo o tipo de ciúmes, desde os mais originais e pueris até aos mais doentios que possamos imaginar ...

Só ando na net há uma dezena de anos e acontece que sendo muito pouco tempo imaginem aqueles que estão dar os primeiros passos. Tudo pode acontecer, porque somos 6 mil milhões (?) e como tal a Internet, fiel imagem do mundo real não é mais nem menos do que o próprio, tão imundo.

Costumo dizer se o mundo está mal é porque as pessoas são más, nem mais nem menos. Busco neste espaço a diferença e tudo faço para estar no lado oposto da mesma, mas aí é que reside o problema. Podemos quase dizer algo do tipo "quando a esmola é grande o pobre desconfia" tal como quando a alma é grande todo o mundo dúvida, critica e apredeja.

Assim já deu para viver as mais loucas histórias sob o signo do bem e do mal, e algumas bastante desagradáveis. Muitas vezes tentei chamar à razão e na maioria das vezes só agravei a contenda. Perdoei sempre os erros e difamações dos outros e solicitei perdão se me excedi, mas começo a aprender também que ás vezes perdoar não é melhor do que desmascarar.

Começo a pensar levar á praça essas contendas e em vez de discutir a mesma sob emails ou mensagens privadas, assumir a atitude, de quem não deve não teme e trazer essas tristes realidades para discussão cibernética. Somos o que somos com ou sem espaço virtual e como tal só quem mostra o que é, é que vale pelo que é.

Este não é um texto de defesa ou ataque mas sim palavras para um pouco de reflexão. Parece-me que alguém se sentiu magoado e tomou o outro por toda a gente e encerrou nessa pessoa a maldade do mundo. Julgar é fácil e é tão fácil julgar bem como mal, daí o oportunismo da facilidade.

Vejo vítimas dos abutres que abundam na Internet que atraíndo para certos espaços estão a deixar as pessoas mesmo zonzas. Refiro-me a todos os Hi5 que começam por ser desdenhados como de Macdonalds para engordar almas e que toda a gente crítica mas por força devemos consumir. Estamos na infância da net, que é fruto de um novo paradigma civilizacional que ora começa sob o signo de uma civilização que perece a cada letra ou sílaba que se escreve neste mesmo espaço (net). Somos aprendizes de um fogo que descobrimos e em vez de aprendermos a usá-lo para aquecer ou para afuguentar as feras, estamos a usar o mesmo para queimar o próximo como se de repente estivessemos numa guerra civil global.

Malta, minha gente, isto é fogo, admirem-lhe a beleza, profitem da sua utilidade, aqueçam as vossas casas e a alma e continuem a pensar que não se deve brincar com o fogo.

Somos os adolescentes de uma internet povoada por crianças "maldosas", oxalá possamos ser adultos hoje para poder ensinar este novo caminho que nos leva rumo a novos mundos. Todos querem ser navegantes nestas águas, todas querem ter uma palavra a dizer, mas cuidado que este mar também tem gigantes e seres malvados e as tempestades afundam todas as cascas de nozes em que embarcamos. Que os Hi5 sejam não a experência de vergonha mas sim a marca que vai fazer a diferença entre o que não se deve consumir. Que os Hi5 fiquem para o futuro como o exemplo daquilo que não interessa a ninguém sob pena de não ultrapassarmos uma potencial amizade global que podemos alcançar.

Este texto continua em tudo o que já foi escrito e se possa escrever em simples projectos como o Luso e o Blogtok.com

PS.: Edito este texto que já foi comentário ao tema "perdidos no Hi5, faz agora muito tempo)

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=53803

Luso do-ente - JSL -

Luso do-ente
Ente que não sente
Verdade que mente
O caos seu agente
Tristemente!

Luso in-solente
Coerência incoerente
Decência indecente
Futuro in presente
Constantemente!

Luso de-mente
Traseira na frente
Fechadura sem pente
Problema pendente
Evidentemente!

Luso de-cadente
Cegueira evidente
Cobardia de valente
De cavalo sem dente
Naturalmente!

Luso ca-rente
Prosador maldizente
Fervura a quente
Pobre indigente
Eternamente!

Luso in-decente
Na mentira não mente
Na verdade proeminente
Sem alma de gente
Infelizmente!


PS.: Qualquer semelhança com ...(já vi isto escrito em qualquer lado)

Poema de dedicado à decadência lusitana ...
Para entendimento completo:
www.gov.blogtok.com

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=53747

Ode ao Luso - JSL -

A caravana ladra e os cães passam
E a rota é um destino que não alcançam
As feras atacam e amordaçam
E as bestas em frenesim dançam

Dizem-se poetas e até prosadores
Mas até o mais iletrado dos seres
Comparado com tais "pensadores"
Vive num mundo de puros dizeres

Há verbos para amar e para odiar
Mas não há palavras para descrever
Aqueles que só sabem presentear
Outros que mal sabem escrever

Existe um verbo tão singular
Para reconhecer num simples gesto
Qual simples e puro manifesto
O de saber gratidão mostrar

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44811

Cantiga de mal dizer - JSL -

Pior do que plágio
É ser ignorado
Como diz o adágio
Não é "doutorado"

O diabo seja surdo
Mas um dia serei pateta
Quando tiver o canudo
De Luso-Poeta

Vou dizer ao mundo
Que não me quer ouvir
Sou um poeta que no fundo
Do fundo há-de emergir

Dizer alto e bom som
Que o som já não se escuta
- Ó escuta arma-te em bom
E toma firme a tua luta

Cultiva a palavra
Mata a fome ao indigente
Que no seu estado de lavra
Já pensa que é gente.



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=43381

Plágio-Antologias avariadas - JSL -

Sinto-me um farrapo
A quem dão tantos direitos
Que até tenho o direito
de não ter direito nenhum

PS.: Este singelo texto foi escrito faz mais de 20 anos. Foi um daqueles textos prematuros mas que graças ao dom de adivinhar o tempo se mostra cada vez mais actual.

Desafio os mais ousados a tentarem perceber porque é que dei um majestoso murro na mesa, exprimindo a alto e bom som: quem não se sente...



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=43298

Poema Anos - JSL -

Tenho Anos

Tenho 16 anos
Até podiam ser treze

Para o ano que vem tenho
muitos, muitos mais

E consegui enganar o sistema
para aqui entrar

Afinal nem precisava de ler o letreiro
cravado na porta que dizia:

Aqui mora gente honrada

Sinto-me mal porque dizem
que as palavras são todas iguais
e lá vem quem grite dizendo:

MAS HÁ UMAS MAIS IGUAIS QUE OUTRAS

Tenho 90 anos
E para o ano terei
muitos, muitos menos

E acho que esta porta
Também é a porta do meu neto
que entrou comigo

Faz anos que não vejo o penas
(Faz anús que não beijo o pénis)

Mas afinal as palavras são nuas
Acham que precisam de cuecas?

Estou-me a cagar para a palavra merda!


Nota do Autor: Alusão ao facto de ficar perturbado em saber que existem poemas para maiores de 18 anos e menores de 90. Tudo isto à distância de um clique. Fiquem sabendo meus senhores que aqueles que inventaram a Burka e até mesmo o Burkini não estão mais errados do aqueles que teimam em dividir o erotismo da restante realidade poética.

Por este andar qualquer dia temos a secção de saldos ou mesmo uma Outlet para poemas menos usados.

Não sou fundamentalista no sentido suave do termo.

Por favor acham que este é para menores de 90?
http://antonioaleixo.blogtok.com/

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=34600

Assentei praça ao largo da fantasia - JSL -

Assentei praça ao largo da fantasia
Alarguei horizontes na linha da saudade
Alegrei a alma longe da praça da alegria
Sempre em vielas a marchar além da verdade

Cantei o fado do dó e do ré até ao mi
E ao destino entreguei a aventura da vida
Procurei o amigo na rua que mora em ti
E encontrei-o na hora mais querida

Fui ao rio fui ao mar fui e voltei
Encontrei-te num pensamento de eleição
E para sempre a imagem recordarei
De me perder ao encontro da ilusão.



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=34198

Morreu um poema - JSL -

Comprei um poema na farmácia da esquina
E na esquina com ele escondi-me do mundo
Deixei-me consumir por todas as imagens
Contidas em mil palavras quase mundanas
Era erótico e exótico e crónico e rimado

Depois muito antes de chegar ao âmago
Filtrei e revi as palavras letra a letra
Sobraram algumas sílabas por inteiro
Era pó de um pó elixir de vida e morte
A quem chamam de herói e absinto ópio

Perdi-me na esquina que se tornou mundo
E ao meu redor tudo se assemelhava ao poema
Que comprara na farmácia da esquina que não é
Amarrotei o poema e tudo em volta se amarrotou
Mas qual seria a realidade da minha alucinação?

Estava numa esquina e afinal tornei-me labirinto
Acordei e a sensação é que não estava a dormir
Tudo não passava de um poema confuso sem mensagem
Voltei a acordar e não havia entrada nem saída
Morri dentro do poema feito de poeira e vida



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=33731

Conto às vezes - JSL -

Ás vezes conto um poema
para não contar histórias
De contos à conta de temas
De poemas ás memórias

Vou do milionésimo supra nada
Ao ínfimo ano-luz do nado
Conto e reconto fado a fada
A cantar um conto passado

E o conto feito poesia
Conta o conto do sentir
Com tal amor e sabedoria
Que nos conta o porvir

Um poema é sempre conto
De mensagem e bem dizer
Contado pelo poeta tonto
Nalgumas palavras a doer


Poema dedicatória aos companheiros de armas:

Zé Torres e Flávio que muito me (nos) tem contado.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=24048

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