Lusopoemas - Vera Silva
Vera Silva

Fôlegos - Vera & Freudnaomorreu - Vera Silva - 11Mar2008

Sou capaz de tanto
Mas diluo em pouco
Tempo que se condensa
Num breve momento
Respira e faz respirar!

Diz-me coisas daquelas
Insanas ao ouvido repetidas
Faz-me crer em odes alegres
Pois as sombrias me esvaziam
Sugam o olhar, invertem planos.

Toma-me na inquietude dos dias
E na insegurança da carne.
Profana-me o corpo e a alma
E venera-me o coração
Fustigado de dores.

Aplaude as minhas conquistas
E ri-te comigo das derrotas
Enquanto as nossas vestes
Se atiram nas memórias
Do teu quente e denso respirar.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=31886

Amar-te - Vera Silva - 08Mar2008

Amar-te,
_____________Amar-te,
__________________________Amar-te,

Aqui e em toda a parte!

Sonhar-te
Mesmo acordada,

Fingindo
Que sou amada.

Sorrindo
Com vontade de chorar.

Esquecer
Que não sabes amar.

E Amar-te,
_____________Amar-te,
__________________________Amar-te,

E sofrer sorrindo
por amar-te.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=31475

O Astro - Vera Silva - 08Mar2008

Passaram alguns anos desde a última vez que nos vimos e as saudades teimam em não me deixar.
Fomos amigos, confidentes, quase amantes. Amava-te sem que o soubesse. Sem que tu soubesses.
Recordo agora que estavas presente em todos os momentos, desde que me levantava, quantas vezes ao pé de ti, até que nos voltávamos a deitar.
Confiava tanto em ti como em mim e era recíproco. Nenhum de nós seria capaz de prejudicar o outro. Nenhum de nós ousaria sequer magoar o outro, fosse como fosse, e eu acreditava piamente nisso.
Recordo, com amargura, tristeza e também alguma raiva, a noite em que este meu mundo se começou a desmoronar, em que o meu astro começou a perder a sua luz e o seu brilho intenso. Nessa noite pediste-me que acreditasse em ti, já que mais ninguém o tinha feito. E eu, cega, confiei, acreditei, sem duvidar sequer por um segundo da tua palavra. Bastava-me a tua voz, o teu olhar, que tanta segurança me davam.
Todos me avisaram que não era assim, que me estavas a enganar. Mas foi em ti que acreditei, porque eras tu o meu sol, a razão do meu sorriso.
Quando te confrontaram com a verdade, quando te fizeram confessar o que se estava a passar, eu estava lá. E a minha vontade foi desaparecer, morrer.
Não podia ser verdade! Não podia! Tu nunca me enganarias, jamais me mentirias... Só que tu confirmaste o que eu não queria ouvir, confessaste a verdade nua e crua que me dilacerou a alma.
Tu, que sempre me tinhas olhado nos olhos, não foste capaz de o fazer. Baixaste a cabeça e pediste-me desculpa...
Será que fazias alguma ideia do que me estavas a fazer? Será que fazes alguma ideia como, passados estes anos, ainda me sinto? Será que tinhas consciência de que me estavas a tatuar, naquele momento, a alma com um sofrimento irreparável?
Nesse dia perdi o amigo, o confidente, o companheiro… e perdi parte de mim… que nunca mais recuperei…

Dueto com Pedra Filosofal
- a grande Stone

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=31333

Para ti Godi, Godi, Godi! - Vera Silva - 27Fev2008

Além do Luar, do Sol e do Mar
Existe uma vida, um tempo escasso
Que por vezes nos trai no lembrar
A data importante de um abraço

Além das estrelas e do seu brilho,
Há amizade e um secreto desejo
De mostrar o amor que por ti partilho
No dia especial que hoje eu festejo.

Recebe as mãos cheias de saudade e ternura,
Em tapete de nenúfares que atravessa oceanos
Deste laço enorme que nos une e nos perdura!

Estende a tua mão e deixa o sonho florescer,
Canta-me os sonetos que aqui tanto amamos,
Toca-me nos dedos sem distâncias a percorrer!


Vera Silva e Talia
Em homenagem a ti Grande Poeta Godi, com um beijo enorme das duas



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=30644

Parabéns Poeta Paulo Afonso - Vera Silva - 27Fev2008

P aulinho, meu querido, meu poeta,
A s palavras pertencem-te, são tuas,
U nidas em pura alegria
L argando sons de grande festa,
O uve-se em glória o teu nome!

A quilo que mais te desejo:
F elicidade na tua vida!
O Sol hoje é teu! Agarra-o,
N ada te pode impedir.
S erás sempre o meu Amigão
O fereço-te hoje mil sorrisos!




Parabéns Paulinho!
Um beijo enorme neste teu dia!

Já te disse hoje que gosto de ti?
Gosto pois! MUITO!

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=30575


Que seria de ti Poesia? - Vera Silva - 27Fev2008

Deixa-os seguir em frente, livres,
Ardendo na fogueira das vaidades,
Gananciosos pelo versos (im)perfeitos.
Gritam ao Mundo a sua loucura
Cegamente, com falsa glória...

Pobres poetas!

Que seria de ti? Que seria...
Se apenas te amassem Poesia?



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=30204

Ilha do Amor - Vera Silva - 27Fev2008

Escrevo-te! Para que saibas o que nunca tive a coragem de dizer, olhos nos olhos, pela simplicidade de não aceitar o teu olhar, fosse ele qual fosse...
Sim! É o medo que me norteia! Estou amparada na pessoa que não age para não ferir ou que se deixa ir ao sabor do vento mesmo que, por isso, me obrigue qualquer consequência.
Não sei se alguma vez irás ler estas linhas em que me deleito como que numa cena de amor, e é no teu peito que imagino a frase erudita que busco na minha cabeça, estremecida, mas que ainda consegue fabricar alguns tímidos desejos... Quero-te!
Nem imaginas o que penso escrever enquanto percorro o teu árduo corpo, sim árduo, porque o imagino entre a resistência e a loucura... a um passo, apenas, de ser só meu.
Oh! Loucura. É como me chamo, é como me sinto, quando quero gritar-te... Eu Amo-te! Oh, mágica imaginação que transforma essa sensação em lágrimas constantes... Já te disse aqui que é o medo que me norteia. Mas não há medo que chegue que me impeça de sonhar!
E na coragem emprestada vou imaginar que estas frases chegaram ao seu destino e que quis o tempo trazer-me a resposta. Quero ler-te assim:

“Meu amor... trouxe-me o vento os suspiros do teu desejo e as palavras que sempre ambicionei ouvir e agora posso tê-las. Soube desde o primeiro instante que tu eras o meu destino e descobri, na carícia do teu olhar, que minha alma te pertence há muito.
Sonho com um gesto teu desde o primeiro momento e aguardei, na ânsia, por uma palavra tua, que tardou em chegar. Por mais incrédulo o meu sentir, nunca consegui matar a esperança que julguei vã, e hoje, meu amor... Hoje!... Hoje tornaste o meu mundo mais feliz, porque sinto agora que estás no meu universo.
Aguardo-te na nossa praia, onde já misturei com o mar as lágrimas de saudade ao pôr-do-sol.”

Oh! Ternura. Doce brisa que afaga a minha imaginação... Oh! Loucura dos dias que passo entre o mar e a areia a olhar o teu rosto imaginado, o teu corpo esculpido no querer da minha imensidão feita de um rochedo perdido...
Tu nunca chegaste! E a tua resposta foi criada pela minha loucura, isenta de qualquer realidade. Morri na nossa praia. E o corpo perdeu-se nas areias da imprecisão.
Tu nunca chegaste... mas as ondas visitaram-me sempre, e foram elas que alimentaram a minha esperança, o meu desejo e a minha vida, perdida... nesta ilha do amor...

Vera Silva e Paulo Afonso

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=29379

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