Hoje!


Agulhação -

o poeta adormece na lividez nebulosa da folha. a tinta que cobre a lixívia desenha simbolismos indecifráveis.a almofada tenta evadir-se. o poema regurgita. ei-lo. como uma agulha:

A agulha trespassa a carne
a carne sufoca a alma
a alma dorme na sarjeta
a sarjeta grita às árvores
as árvores pedem pão
o pão cai na poeira
e a poeira cobre a agulha...

(o que vale é que perante mim, nada disto tem sentido.
dentro de nós procuramos uma agulha no agulheiro.
encontrei-a.
os poetas sorriem unos, mesmo que não o saibam...


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/322263314/agulhao.html

Lapela -


Trago na lapela recordações de infância, como o cheiro da minha mãe.
Sento-me e choro.
Nem sei porquê.
São as saudades do futuro.
E a decadência sentada a meu lado.
Oiço ao fundo os gemidos puros da morte.
E como abraço recebo a doença.
Sinto-me vivo.


Desato a minha angústia fio a fio.



Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/269946104/lapela.html

BIBLIOTHÈQUE EN FEU -

BIBLIOTHÈQUE EN FEU

sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
em prateleiras de mel que escorrem para quem amamos
e de dentro das sedas que lambem os livros respiras tu
em eternos sopros de dádiva e saber
em cascos húmidos de humanidade

sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
com livros livres de lombadas e paginação
perto das memórias intemporais do amor
em que se cedem cópulas alquímicas e misteriosas

sei que algures dentro de nós existe uma biblioteca
em que se a cuidas, casa-alma, dita-la para mim
e o graal surge, em forma de beijo
imponente, cristalino, honesto e unicelular

(são as salivas dos livros que não li e me mostras
os desejos de sorver o palato da tua biblioteca)

e sem falar mais de livros,

falemos de amor?

aquele tabu em que se diz nada se poder definir

pois eu defino o que sinto na saliva das palavras - simbiose comunicacional - que o amor sou eu
em forma de nós
como um copo de mar sem peixe
como um copo de mar com peixe
como mares sem ou com copos

porque o graal eu descobri
é seda preta e distinta, no recolher sóbrio dos teus medos
na conversão una das tuas expectativas e desejos

ensejo então fundir
abraçar a morte física como gás que respiras

porque posso

porque sim

porque quero

- lembra-te que sou alquimista ?

e da distância faço a cama de lavado
e dos ossos obtenho abraços
e de todas as bibliotecas de todas as existências em todos os mundos manda o amor

e o amor sou eu

e eu apanho a natureza no coração com uma rede indestrutível
e sôfrego toco-te um dedo
o dedo sensível com que intuis as coisas do mundo de todos os mundos

e se há mundos que desconheces, eu - alquimista-bibliotecário -
dilacero o peito

rasgo-me ao meio

sou um corpo-casa da alma-biblioteca

lê o que quiseres


tirem-te o pão,
tirem-te membros,
tirem-te alegria,
tirem-te o que amas, tirem-te a luz
e a esperança, tirem-te o riso e aquilo a que chamas de vida,
tirem-te. a ti.

façam o que fizerem, tirem-te o que te tirarem,
nada disso conta
pois vens a meu peito aberto e lês o que quiseres

?

e se nada nessas palavras te afagam
encosta o teu rosto ao sangue quente do meu peito
e segredar-te-ei que te amo

que tu és tu

e que és quem amo

livro de mim

livro de ti


livres em nós,
no amor universal


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/269946108/bibliothque-en-feu.html

Lançamento da revista NOVA ÁGUIA -

NOVA ÁGUIA, UM PROJECTO ABERTO A TODOS

Como é sabido, A Águia foi uma das mais importantes revistas do início do século XX em Portugal, em que colaboraram algumas das mais relevantes figuras da nossa Cultura, como Teixeira de Pascoaes, Jaime Cortesão, Raul Proença, Leonardo Coimbra, António Carneiro, António Sérgio, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva.

A NOVA ÁGUIA, pretende ser uma homenagem a essa tão importante revista da nossa História, procurando recriar o seu ?espírito?, adaptado ao século XXI, conforme se pode ler no nosso
Manifesto.

Tal como n? A Águia, procuraremos o contributo das mais relevantes figuras da nossa Cultura, que serão chamadas a reflectir sobre determinados temas.

O primeiro número, a ser lançado em Maio, terá como tema "a ideia de Pátria: sua actualidade".
O segundo, a ser lançado em Novembro, terá como tema "António Vieira e o futuro da Lusofonia".

A Revista resulta de uma parceria entre a Editora Zéfiro, a Associação Marânus/Teixeira de Pascoaes, que será a nossa sede a Norte, e a Associação Agostinho da Silva, que será a nossa sede a Sul (Rua do Jasmim, 11, 2º andar ? 1200-228 Lisboa; E-Mail: agostinhodasilva@mail.pt; Tel.: 21 3422783 / 96 7044286; http://www.agostinhodasilva.pt/).

Entretanto, criámos também um Movimento cultural e cívico, o MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO, a que poderá aderir, caso se reconheça na nossa
Declaração de Princípios e Objectivos. Para tal, envie um mail: adesao@movimentolusofono.org
Indicar: nome, e-mail e área de residência.
Para qualquer outro assunto:
geral@movimentolusofono.org

No âmbito do MIL, foram já lançadas duas petições:
"POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ":
http://www.PetitionOnline.com/mil1001/petition.html
"EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO"
:http://www.gopetition.com/online/17740.html
(ver página final do nosso blogue)

E-mail do Blogue e da Revista: novaaguia@gmail.com



LANÇAMENTOS DA NOVA ÁGUIA

19 de Maio - 21h30: Fundação José Rodrigues (Porto)
24 de Maio - 15h00: Galeria Artur Bual (Amadora)
28 de Maio - 21h30: Atrium Chaby (Mem Martins)
31 de Maio - 17h00: Palácio Pombal (Lisboa)
- 20h00: Biblioteca Municipal de Sintra
3 de Junho - 15h00: Universidade de Évora
6 de Junho - 21h30: Galeria Matos-Ferreira (Lisboa)
7 de Junho - 16h00: Livraria Livro do Dia (Torres Vedras)
- 21h30: Casa Bocage (Setúbal)
10 de Junho - 18h00: Feira do Livro de Lisboa
11 de Junho - 15h00: Universidade de Aveiro
- 17h00: Casa Municipal da Cultura (Coimbra)
14 de Junho - 18h30: Livraria Arquivo (Leiria)
15 de Junho - 17h00: Vila da Batalha/ Batalha Medieval
18 de Junho - 18h00: Universidade do Algarve (Faro)
20 de Junho - 18h00: Amarante
22 de Junho - 16h00: Quinta dos Lobos (Sintra)
4 de Julho - 21h30: Biblioteca Municipal de Alhos Vedros
25 de Setembro -18h00: Hemeroteca Municipal de Lisboa
P.S.: Em Outubro, estão já igualmente pré-agendados lançamentos em outros locais (em Braga, por exemplo, bem como na Galiza).

Para agendar um lançamento: novaaguia@gmail.com ; 967044286

Lançamento(s) já noticiado(s) em:
RTP
Diário de Notícias
Diário Digital
Expresso
Jornal de Notícias
Jornal Porto Net
Primeiro de Janeiro
Visão
E em muitas dezenas de blogues...

FAÇA PARTE DESTE PROJECTO. ASSINE A NOVA ÁGUIA: http://www.zefiro.pt/novaaguia
Este é um blogue no qual podem escrever todos os membros da NOVA ÁGUIA e do MIL: Movimento Internacional Lusófono. Para isso, têm plena liberdade, podendo ainda os seus textos ser comentados por qualquer pessoa. Apenas não admitimos comentários que excedam o limite da civilidade. Quanto aos textos, pedimos apenas que eles não sejam muito longos, ou seja, que não excedam em muito o limite do écran, e que, obviamente, se coadunem com o cariz deste blogue, enquanto espaço de reflexão sobre as Raízes e os Horizontes, os Fundamentos e os Firmamentos, da Cultura Lusófona, e com a nossa visão de Portugal, da Comunidade Lusófona e do Mundo: como se depreende do nosso Manifesto, defendemos um Portugal aberto ao mundo, um Portugal lusofonamente multicolor...



RETIRADO NA ÍNTEGRA DO BLOG NOVA ÁGUIA


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/290888973/lanamento-da-revista-nova-guia.html

Leiam e se concordarem assinem -

POR UMA FORÇA LUSÓFONA DE MANUTENÇÃO DE PAZ:
http://www.petitiononline.com/mil1001/petition.html

PETIÇÃO À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA EM PROL DE UMA MAIS RÁPIDA IMPLEMENTAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO:
http://www.gopetition.com/online/17740.html


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/285413022/leiam-e-se-concordarem-assinem.html



Vestes -

A nudez do poema
acabou
quando o escrevi


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/282154604/vestes.html

Speedy -

o poeta cobre-se de rapidez
e decide acabar o poema.


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/282106567/h.html

-

O sistema... esse ornitorrinco disfarçado de pai
esse coleccionador de dores nuas
a emancipação do frígido

o átomo enganado

um etc atónito
numa xuxa
dum bebé
que jaz
mas
é


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/277199016/o-sistema.html

O silêncio côncavo -

Captam-se no céu da boca
odores intuitivamente nossos

Da ansiedade de cavar mais
cresce a releitura dos momentos captados

Ou então jantar em casa
de pálpebras dadas


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/270734450/o-silncio-cncavo.html

Pechisbeque(logia) -

A cordo(o)u com lâmina ((meta)física) nú interior do colete de for-c/ç-a

Kafka-se, freuda-se!

Contratou os demónios que havia suado.

Édipo, Electra e Jocasta refugiam-se complexados no síndrome de Estocolmo.

Eu foto-agrafo a música transversal da orelha vangoghista.

E vo(o)u ao WC (pato)


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/269946099/pechisbequelogia.html

MANTRA -

Extâse não é sentir-te
Extâse é sentir que me sentes
A felicidade flecha-te
rapidamente
de mim para ti
e o extâse passa a ser teu
ocupa-te
ecoa


Os suores param
momentaneamente
os nossos cardíacos
e o extâse sai de nós
fica
nú, o amor


E a lembrança
dos tempos futuros
sorri.


Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/269946100/mantra.html

VEM... -

Segues verde e serena as pegadas nas minhas veias
o teu sorriso limpa-me a face
e espraias-te entre os nossos lábios
dentro dos casulos que irrigam os teus anseios
Espero apenas a loucura pulsante de um abraço
de um seio em chamas
de uma gruta extasiada
de que o futuro se fosse

Colho-te ainda mais verde no sangue da tua infância
e deito-te na palma da mão
nas areias desprendidas onde adormeces
seguramente livre mas confortável
como um passeio pelas constelações
como o nascer de um novo mundo
como o que sei e o que sinto
quando me chamas do berço sensual
em que a seda toca a nossa cumplicidade

Mesmo quando eu vou para fora de mim
encontro-te no sorriso de uma árvore
nos ecos do sal do mar
e no olhar imberbe de um lince

Escuto atento os silêncios do vulcão que sulca
a nossa história
e
ao toque de quem és
encontro o amor universal

Belisco-me...e és verdade.



Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/ASeiva/~3/269946101/vem.html

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