Ledalge

SALIVA-ME - Ledalge -

Goteja-me a boca com meus sentidos!
Faz de mim teu instrumento de conduta!
E de nossos corpos a estonteante luta;
A que nos faz ensurdecer nos gritos...

Saliva-me de querer-te a toda hora...
Como o condutor de vivências profanas!
Dos milimetrados desejos, sou insana...
E por teu corpo, como um clamar de aura!

Vem e me comprime a boca em dedilhados,
Acordes em que já não existe pecado
Mas, um sussurrar de sonhos e loucuras...

Te amar então é como um beijo quente,
Que eu quero sem temor, e demente
Sigo a te beijar a boca sem querer a cura!


Para Roberto Pinho

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61719

DESTINO - Ledalge -

DESTINO

Colho os frutos da árvore da vida!
Sobras dos dias em que fui saudade;
Sobras das noites onde sonhos resguardem
As colheitas das insensatas guaridas...

Lá se vai o destino de salto alto!
Pondo os pés na cabeça; nos desejos!
Dos amores, que se beijam e ansejam
Cruzar os seus destinos no asfalto...

A vida deve ser mesmo louca
Como o aparar de estrelas c'a boca
Cuspo, escarro e aborto os meus receios!

Chamo novamente o destino em voz alta
Pra que desta vez eu escancare a porta
Sem temer as flores mortas nos canteiros!




Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61667

A MINHA CARTA DE AMOR REAL - Ledalge -

A chuva cai aqui...e o sol brilha no meu mundo!
Em fragmentos de prazer e alegria!
Em êxtase, em música em toques sutis!
E tu, estás aqui a me dedilhar o corpo!
Minha alma já se apaixonou por ti...e nada será capaz de me desatar desse amor!
Olho a lua e seus mistérios e vejo teus olhos...
Na completude dos meus dias a me dar amor sem cobranças...
Já nem sei se o amor devassa o corpo...aliás eu sei sim...o amor deflora o corpo!
E tu me deflora os sentidos!
Minha pele eriça, minha boca fica úmida e meus olhos penetram estrelas...
O amor real me faz a mulher mais feliz do mundo...
FALO MUITO ALTO! AMO-TE E SOU FELIZ!


PARA ROBERTO PINHO, MEU GRANDE AMOR!


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61595

MENINA DE TRANÇA - Ledalge -

Lá se vão as flores do vaso!
Em meus olhos marejados d'esperança...
Dos sonhos que as meninas de trança
Acalentam em seus íntimos atalhos!

E das chuvas, aparei com minhas mãos,
Gotas fiéis em minha alma dormente;
Se choro sem o sol em minha mente,
Trago dentro do peito forte explosão!

E se levitar nas minhas vestes,
Nuas folhas rotas sem messes
Hei de chorar os desejos vãos...

Na minha boca chora a poesia,
No meu sorriso chora a estrela fria,
Que se perdeu do rumo na multidão!


(Ledalge, idos de 2007)

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61539

GRITO DE ESCÁRNIO - Ledalge -

O dom de ver a vida nascer duma dor parida é comum...
O de fazer poesia em cada sopro de ar também...
O de tingir de cor uma folha branca
O de lamentar o leite derramado
O cuspe que fez amor com a boca
o gozo lavado, esquecido...
A dor de ver o azul do céu em cinza
Tudo isso é poesia!
A morte a exalar odor de esquecimento
Um poema de Vinícius na garganta
Um som alto a fazer lembrar de amores
Tudo isso é poesia!
Até mexer a panela de vez em quando...
E cozer ali mil fantasias!
Ler de penetra na calada da noite
O que os poetas suaram pra escrever
Tudo isso é poesia!
A Terra farta de mentiras!
A dor duma mãe que chora
O caos e as metáforas a camuflarem
Tudo isso é poesia!



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61493

A UMA ENDOIDECIDA - Ledalge -

Escorres dos teus olhos dores loucas!
Na demência, caminhas de mãos dadas...
E se perder assim é ser dispensada,
Dos amores, que outrora tivesses noutras...

Faces, que vestistes em seda pura,
Ou em trapos arrancados com os dentes;
Amar na inconstância é perfurar a mente,
Com dores teimosas e esdrúxulas!

Misto de sofrer e levitar...
É esse o preço de se amar!!!
Um caos que inunda teus sonhos...

E que remédio fará com que te cures,
Se a insensatez é um gostoso perfume,
Que exalas sem pudor dos teus escombros!



(Ledalge, com inspiração em Florbela Espanca)


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61491

Olhos de Jade - Ledalge -

Eu vejo em teus olhos um mar de jade!
Onde acalmo meus sentimentos...
Dos conflitos, das guerrilhas e pelo vento,
Sinto as tuas retinas que me invadem.

Como esmeraldas, pedras tantas vadias
São assim esses olhos teus!
Um misto de ternura e de manias,
São pelos teus olhos este fogo meu!

E nado em direção ao teu mar!
Na sintonia das canções de amor...
Como o belo colibri a encontrar a flor...

Sinto o teu olhar a me penetrar toda
E não há mistério que me envolva,
A apagar o teu misterioso olhar!



(Ledalge, Salvador, 2008)

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61447

SOU POESIA? - Ledalge -

Eu não sei mensurar os meus acasos
Nem tampouco devastar a luz do dia...
Talvez eu seja a poesia e o marasmo
Num corpo de mulher n'alma de menina!

Sou poesia, será? Ou o devaneio íntimo...
Que o poeta nunca cansa de gritar
Quando lhe ferem a alma e o instinto
Sou pedaço de canção além do mar...

E o sussurrar de cantos eruditos
Sou a manta que aquece o luar
E a tormenta a soprar o ritmo...

Sim, sou a poesia encharcada
Que morre a cada dia com a boca alada
A soprar pro mundo os meus conflitos!



(Ledalge,2008)

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=60786

DESPE-ME - Ledalge -

Introduz a tua alma no meu sorriso!
E decifra-me em minuciosos detalhes...
Despe da minha retina um vestido e no talhe,
Amolde o meu sexto sentido!

Formata a minha pele com dedais sorrindo!
Ao ponto de me arrepiar a garganta;
A soluçar do corpo loucuras tantas,
Como a lua que o sol vem seduzindo!

Chora no meu rosto lágrimas de paz!
Apalpa a minha mão na loucura voraz!
Fala o que quiseres sem me pedir perdão...

E terás o meu abraço como cobertor,
A fazer de ti borbulhas de amor...
Atende, enfim o chamado da emoção!...




Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=60275

ARREPIA-ME - Ledalge -

Carrego dentro d'alma a boca levitada;
Pelo céu do desejo a todo instante...
Se desfaço teu corpo nu em meu semblante;
Arrepio meus poros e minhas espáduas!

Sou a pele fria que geme calada...
Na inconstante pureza amante!
Sedenta rede de pêlos em datas,
Que se agrupam em minha estante.

Como uma foto que as cores fazem,
Brilhar a face dos olhos fugazes;
Arrepio-me de desejo, quase louca...

Pra morder de sal a tua nua espada
E te ver gemer em minha voz suada...
Como o frio que se sente na boca!



( Para Bob, com amor!)

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=59631

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