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A menina e a pedra - 26Mar2019 22:50:42

Quanto favo de mel uma delícia.
Ruana de olhos fechados,
deliciando - se com seu céu...
- Sua casa ficava no cume da montanha
de lá ela avistava o bosque.
Sua maior alegria, sonhava e sorria,
pois ninguém sabia seu segredo.

- Os moradores tinham medo,
dizia a lenda que quem conseguisse entrar no bosque não saia, seriam engolidos por animais selvagens.
- Em todo bosque, não havia uma entrada; e ninguém se atrevia... Menos Ruana que previa encontrar o caminho.

- A mãe da menina sempre recomendava.
Para ela não se afastar e tão pouco por ali se aventurar. Todas às manhãs Ruana buscava respostas, numa de suas idas já muito cansada deitou-se junto à relva e encostando sua cabeça numa pedra redonda adormecendo!

- Logo foi transportada para o bosque...
Num instante despertou, e agora? Como sairei daqui? Logo serei devorada por animais.
- A pedra parecia ter vida! Soltou a garota no ar...
Ela flutuava que alegria sentia Ruana, naquele lugar tudo tinha vida...?

- Por lá havia muitas flores..., uma fonte cristalina..., muitas colméias..., animais de todas as espécies....
Seria um paraíso?!
- Ruana tornou-se parte integrante daquele lugar.
Divertia-se ainda mais flutuando de um lado para outro.

- Seu lugar preferido era a colmeia comia e lambuzava - se com os favos de mel e as abelhas tornaram-se suas amigas nada lhe fazia mal! Era um reino encantado...

- Todas às vezes que ela queria sair bastava colocar a cabeça na pedra. Seu segredo ninguém jamais descobriu!
Os moradores local achavam a menina estranha sempre lhe causavam arrepios.

- Ela era muito magra tinha uma aparência amarelada muitas sardas , cabelos amarelos longos e olhos grandes arredondados!

Mary Jun
21.02.19


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=342558

A experiência terrena - 26Mar2019 22:50:42
Pequenas introduções foram feitas, em textos anteriores, que possibilitaram os conceitos que serão explorados neste. Todo peixe precisa se acostumar gradualmente na água na qual irá nadar, se esta for estranha a ele. Você sempre viveu cercado por matéria - objetos concretos e independentes de você - durante tanto tempo, foi estimulado por eles e forçado a estreitar a sua atenção sobre eles, que você precisa se acostumar, e entender, que estes objetos não existem à parte daqueles que o observam. Em outras palavras, nada é objetivo, mas subjetivo, como já descrito em prosa e em verso em textos anteriores...
Mesmo o seu planeta, o globo azul a flutuar no universo sem fim, não tem uma existência concreta, como você entende o termo. Seu amado planeta é um estado, uma condição, uma leitura que a consciência faz de seu próprio estado de ser "atual". O seu planeta é o seu espelho, o seu reflexo, o espelho mágico onde você se pergunta: - Quem sou eu? Ou melhor, o que sou eu agora?...
Então, assim, hão milhares de Terras. Você não pode vê-las porque, como dissemos, a Terra é um estado mental. Desse modo, você não muda o seu mundo, como você pensa em mudá-lo, você muda a si mesmo, e ao mudá-lo, você se "transporta" para onde sua vibração se afinar melhor.
Por isso você morre. Por isso, ninguém vivo poderá ver um mundo melhor, no sentido que dão ao termo. Porque quando você muda, você morre, em seus termos, para renascer em outros. A borboleta não rasteja mais como a lagarta. Mas, a lagarta não é pior que a borboleta por causa disso, elas ainda são, grosso modo, a mesma coisa, experimentando condições diferentes. Nenhuma das duas seria completa sem a outra.
É por isso que você nunca encontrá as respostas que procura nesta Terra, porque as respostas não estão aqui. Se é que pode nos entender. Vocês reclamam que não encontram respostas, mas as respostas não podem ser dadas, elas são criadas. Nem mesmo a sua ciência sabe o que pensa saber. A ciência é um sobre-esforço humano descomunal para dar sentido as coisas, mas basicamente, sentido, assim como fim ou meio, são apenas palavras. A existência não se contradiz, não se provoca, ela apenas é, porque brota de dentro, das ações mais espontâneas que se possa conceber. Neste universo espontâneo, não existem respostas ou explicações, pois tudo é um eterno vir a ser. Aqui, você encontra a gravidade, mas existem mundos onde ela não existe, e por isso mesmo não faz parte das preocupações mentais de seus habitantes a tentar explicá-la. Faça este exercício mental. Abra-se a alguns novos conceitos e perspectivas, só de fazer isso o mundo ao seu redor começa a mudar.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=342192

Condicionamento - 26Mar2019 22:50:42
Você, como um ser acostumado a viver muitas vidas, se adapta fácil às condições que encontra. É uma boa estratégia de sobrevivência para formas biológicas, encontrar um grupo que o identifique e o aceite. Sobreviver em grupo é mais fácil do que sozinho. Isso é um reflexo do universo, como já dissemos que ele se comunica, dando pistas, já que almas são basicamente multidimensionais e compostas por infinitos egos, nada mais que um ser grupal.
Sua cultura humana, como você a entende, é estruturada em grupos. Esses grupos "lutam" por membros, pois inconscientemente, quanto mais membros, mais forte um grupo. Isso tem reflexo em sua vida familiar, pois a família é o grupo mais próximo e íntimo que você conhece. Na antiguidade de sua história, as famílias eram o Estado que hoje você conhece. Todas as funções do Estado derivaram dessas famílias antigas. Você não pode se emancipar, sem diminuir o grupo a que pertence.
Histórias são criadas para manterem o grupo coeso. Você tinha de acreditar no que o seu patriarca ou matriarca dizia, seguir sua autoridade, ainda que esta autoridade não tivesse mérito de ser, além do que a idade avançada. O bem comum existia em detrimento do bem individual, e hoje você se rebela contra isso inconscientemente, naquilo que chama de sistema político ou econômico predominante em sua experiência.
Dentro deste contexto, histórias eram criadas para incutir medo, respeito e subserviência dos demais indivíduos. Lembra da sua mãe dizendo para você ter cuidado com o bicho-papão, para manter você sempre visível? Você era pequeno e frágil demais, para ter qualquer conhecimento, sabedoria ou discernimento acerca da situação. Como questionar a existência do bicho-papão, se você tinha tão pouco acesso ao conhecimento? Assim cresceram as sociedades humanas, sobre grande condicionamento histórico e cultural, e isso é tão enraizado na mente humana que tornou-se um arquétipo. Algo tão profundo na psique humana que os filhos herdarão dos pais, sem nem sequer saber. Por isso você tem medo do escuro, dorme a noite, gosta de coisas brilhantes... você sabe que tem, mas não sabe explicar porque tem.
Os mesmos condicionamentos são usados pela sociedade ainda hoje. E não importa o quão esclarecido ou estudado é, você ainda os carregará. Isso explica comportamentos cruéis e preconceituosos, mesmo em pessoas intruidas ou com alto nível de conhecimento.
Você foi treinado para temer, para seguir, sem contudo questionar. A não ser, raramente. E os que questionam serão punidos. Cristo mostrou isso em primeira mão.
O descondicionamento é lento. Como dito, ele lastreou profundamente a psique humana na história do tempo. Talvez, em seus termos, sejamos a parte da psique que tenta libertar você disso.
Talvez, sejamos aquela parte sua que diz que "demônios" não existem. Eles são a sua sociedade tentando mante-lo no controle, como a sua mãe fazia. O mal que existe, infelizmente, é vocês mesmos que causam, e culpar um agente externo é exatamente o que uma criança faria para se eximir da culpa.
Culpar Deus também, por seus dissabores e pelas vitórias de outros, é diminui-lo, vez que assim Ele será tão partidário, injusto e limitado, quanto qualquer ser humano.
Incentivamos vocês a olharem para dentro de si mesmos. Descobrirem suas vantagens e suas fraquezas, e trabalharem com elas. Os incentivamos a serem seus próprios líderes, e cada um guiar a si mesmo para horizontes melhores. Descobrir e entender que o mal e os revezes começam e no seio da sociedade, porque, só assim, mudarão de verdade as suas condições. Porque enquanto desviarem essa responsabilidade para uma agência externa, protelarão ainda mais a solução, que só pode partir de dentro de cada um mesmo. Pois são vocês que constroem a sua realidade.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=342188

Os processos internos do ser humano não podem apreender totalmente certas condições de existência, por isso, às vezes, tentamos ilustrá-las aqui, colorindo estas condições com a sua linguagem e a sua forma de ver o mundo.
O ego humano trabalha por meio de compensações e recompensas. Este ego está "preso" numa teia elaborada de espaço e tempo. Essa condição reclama todas as atenções para si. Então, é no "aqui e agora" que o ego deseja ser satisfeito...
Aos seus olhos, uma flor brota do solo, frágil e indefesa como um broto sobre o seu delgado caule. Ela recebe energia do sol, se desenvolve, atrai os insetos que proliferarão sua prole; e finalmente, decai. Aos seus olhos ela volta aos elementos que a deram origem.
Mas, não é assim. Essa flor, ela não apenas cresce a partir do solo. Aos nossos olhos, e aos olhos de outros que não estão "presos" às suas condições, ela perpetuamente se expressa. O que você assiste desta expressão é aquela flor em particular. Mas ela, ao mesmo tempo, para si mesma, brota e não brota. Ela muda de cor, de forma, de natureza... Ela está lá e não está. Ela sempre estará lá, se expressando. Vivendo de todas as infinitas formas possíveis, na sua forma de ver o mundo. Se você só acredita no que vê, então você se vende por pouco, e ignora infintos espectros de cor e luz ao teu redor. O mundo, meus caros, é muito mais do que se desenha ao seu olhar, aos seus ouvidos e aos seus tatos.
Então, a verdadeira percepção é independente dos sentidos físicos, logo, do seu corpo. Mas e então, onde está a vida e a realidade, se não está em meu corpo?
Esta percepção está na energia que pulsa e abarca os universos. Nestes termos, não há passado e futuro. Não há espaços. As experiências são experimentadas, redundante assim mesmo, e por serem experiências psíquicas podem ser re experimentadas, como você faz com seus pensamentos e recordações. Re... cordar... "trazer de volta ao coração". Vocês nem mesmo compreendem as palavras que dizem.
Assim, dessa forma, não te deixo perdido. Pois mesmo o seu ego é infinito, pois pode se lembrar dele. Ainda mais, pode vivê-lo de formas inteiramente diferentes, experimentando a si mesmo, aprendendo, reaprendendo.
Uma Consciência poderia ser qualquer coisa! Ela poderia viver eternamente num mar plácido de nuvens multicoloridas, rodeada das mais lindas melodias jamais sonhadas pela mente humana.
Mas, quanto tempo? Pela eternidade?!
Pode apostar, essa Consciência não vai se demorar muito tempo lá. Ela vai buscar meios e modos de se expressar e aparecer. E nesses infinitos mundos que ela criar, ela vai se reafirmar. Pois, ainda que tudo seja um, nenhuma infinita Consciência viveu a mesma coisa que outra, e em suas aventuras ela define quem ela é, e suas aventuras é o seu Ego verdadeiro.
Então, alegre-se. Tudo é exatamente como tem de ser. Uns, se contentam com a aventura atual. Outros, já querem campos melhores, voos mais altos. Alguns, só querem curtir a brisa.
Seja o quê, e como for, isso é você. Sua expressão no mundo. E juntos, o mundo expresso em vocês.
Este conhecimento, por si só, deveria trazer um senso de irmandade e compreensão a cada alma expressa aqui. Posso ver seu mundo onde este senso proliferou. Gostaria de despertar em você o desejo de encontrá-lo. Mas a expressão é sua.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=342187

A maior história sempre negada - 26Mar2019 22:50:42
Respondendo alguns questionamentos...

Você decidiu não olhar. Se você olhasse, seus caminhos teriam sido outros. Claro, existe uma parte de você que olhou, essa parte agora segue esses caminhos não trilhados, desconhecidos por você agora.
O que aconteceu é que a sua espécie resolveu seguir um caminho de consciência diverso. Mas lembrando, a sua espécie como você a concebe, é só uma, das infinitas partes da sua Consciência que experimenta todas as possibilidades. A sua vida atual é só uma dessas possibilidades, vocês vivem todas, só não estão atentos a isso. Você é um dos olhos de sua Consciência, mas ela tem muitos, a direção que você olha não é a única, nem a mais correta ou real, é só a que está atento agora.
Você pode negar, pode olhar para outros lados, mas não pode excluir os fatos. E os fatos, em seus termos, são bem difíceis de serem explicados.
Mesmo você negando a realidade imaterial a sua volta, ela ainda se manifesta, frequentemente, a despeito de sua atenção nela.
A ideia de construção de massa da realidade, onde a responsabilidade da existência é sua mesmo, não se harmoniza com a natureza inflexível do ego humano. O ego como você o entende, no atual estágio de desenvolvimento dele, necessita focar-se com intensidade em suas impressões. Ele não quer ser distraído na sua função de guiar a personalidade pela aventura terrena tridimensional. Essa necessidade de guiar se projeta exteriormente em sua experiência humana, e muitos de vocês passam a necessitar de lideres, guias e mestres. Poucos de vocês tem a iniciativa por si mesmos de serem os seus próprios guias, seus próprios líderes. Essa liberdade não é bem vinda, pois você ficaria perdido, sem saber o que fazer, para aonde ir, e então, você projeta essa responsabilidade em outros, e isso se tornou a característica de seu mundo. Você não é confiante o bastante para seguir o seu caminho, você precisa de uma mão que o aponte. Você transfere essa responsabilidade para outros porque não quer ser o responsável pelo seu destino. Mas este é o seu destino. Ser responsável por si mesmo. Você tem aprendido isso na Terra, porque aqui as suas ações, pensamentos e emoções o atingem bem diretamente, a vocês, e aos outros.
Hoje, você acha que sou uma ilusão. Que venho de um mundo oculto, sobrenatural, aquém de todas as possibilidades. Mas vocês só pensam isso agora, porque o seu conhecimento acerca da realidade ainda é bem restrito. Um cavaleiro na idade média ficaria bem aturdido ao ver uma impressora, ou mesmo, uma simples lanterna. Como alguns já declararam em mensagens privadas, não sou nenhum demônio, assombração ou anomalia mental, como uma segunda personalidade de uma mente esquizofrênica. É difícil sim, explicar todos os fatos, mas uma explicação válida é a que sempre damos, que venho sim, de uma
parte profunda da Consciência, um oceano onde todas as consciências se encontram. Essas consciências, através das transformação dos seus pensamentos, sentimentos e emoções, criam o universo em que vivem, como forma de se expressarem. Você, como o universo, é criação dessas consciências, e está começando a aprender a se expressarem e a criarem vocês próprios suas próprias consciências, que um dia elas mesmas, como suas filhas, criaram os universos delas.
Ocultismo foi uma palavra criada na idade do bronze. A sua raiz etimológica é essa mesma: ocultar. Ela nasceu nos altos círculos dos governantes do mundo, como uma forma de não revelar ao povo as verdades a que tinham acesso. Se o povo soubesse, isso deliberadamente corroeria a ordem social vigente. E ainda hoje, o pensamento é o mesmo. Como toda história contada no tempo, ela se desvirtuou, acumulou fábulas e inverdades, mas a mensagem original continuou intacta: a sua mente, desejos e sentimentos cria a sua realidade. Isso é assunto até mesmo de segurança nacional. Um país não gostaria de ser ameaçado por um único indivíduo, se este indivíduo souber que seus desejos e intenções podem subjugar até mesmo uma nação. Frequentemente isso tem acontecido. Este fato será sempre negado às pessoas comuns. Mesmo que todas as evidências fossem encontradas nos laboratórios das faculdades, ou pelos cientistas mais renomados, este fato será sempre negado e deturpado.
Agora, por causa da natureza da realidade, você pode não fazer parte dessa experiência. Pois como já dissemos, todas as probabilidades ocorrem, e você decide em qual delas vai participar. Acontece que você dirige a sua atenção para aquilo que lhe atrai, para o que acredita e ama. Todas as pessoas, sem exceção, que viveram uma guerra, tiveram essa experiência porque, no fundo, achavam que a violência e a brutalidade eram uma forma válida de resolverem seus conflitos.
Poucas gerações atravessaram uma existência sem ter o fantasma de uma guerra iminente a assombrá-los. Esta geração atual não viveu uma guerra tão iminente, por que os outros imensos conflitos recentes os ensinaram a amar a paz. Mas este sentimento tem se arrefecido nas gerações posteriores e que agora vivem a sua juventude. Eles estão voltando a acreditar no poder das armas, da força e do conflito.
Mas os corações que amam a paz a encontrarão em lugares melhores do que este.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=342167

Cada texto posto aqui foi redigido por uma consciência diferente. Com exceção de alguns que foram escritos pela mesma parte de mim, a grande maioria são partes diferentes que permiti se expressarem. Esse não é um atributo exclusivamente meu, você faz isso todos os dias, quando reage diferente a cada contexto diferente de sua vida. Quando ama ou odeia, você usa expressões diferentes de uma única personalidade. Essa única personalidade que você pensa ter é apenas um equívoco de suas impressões acerca de quem você é. A personalidade humana é fragmentária por natureza.
No nosso caso, sabemos disso. No âmago, no fundo das experiências, nomes importam pouco. A experiência, a sensação, a infinitude contam mais. Isso não significa, que em cada personalidade individualizada dentro de mim seus nomes não importam. Isso significa, que para mim, sou todas elas, então, sou todos os nomes. Elas, por sua vez, ainda são os nomes delas.
Neste conjunto de textos, personalidades se uniram para se expressarem. Como as letras para se contar uma história. Cada letra é importante, e você, como já percebestes aqui, não perdoaria um livro de dez mil páginas, se encontrasse uma única letra fora do lugar...
Seu mundo é feito assim. É um livro que lemos. Contado por cada um de vocês. Pulamos capítulos, o reescrevemos e o relemos, quantas vezes nos apetecer. Essa é a mágica natureza da realidade, e o encanto de vivê-la. A livre liberdade de se construir acima do que é tempo ou espaço. Você cria dificuldades em suas vidas que não existem e perguntas que não existem, pois vocês mesmos criaram coisas que não existem.
Nas páginas de seus próximos livros, aqueles que forem escrever no futuro, alguns capítulos deveriam ser retirados. Isso é uma das coisas que tentamos explicar aqui, contando a você, letra por letra, que tudo só funciona se em união estiver. Sempre foi fácil entender.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=342087

Toda evolução ou revolução implica em olhar as coisas de uma nova perspectiva. Você não aceita a realidade que você não acredita ser possível. A diferença básica entre um ser humano e um animal, é que o ser humano, em algum momento em seus termos, se encantou pelos sonhos que teve, e aceitando-os os "materializou" em sua realidade diária.
Você está sonhando agora, já dissemos isso. Basicamente falando, não há diferenças entre os seus sonhos noturnos e a sua vigília. Seus sonhos da noite só se parecem caóticos porque o seu cérebro físico não traduz direito as impressões tidas.
Você tem sonhos coletivos e particulares. E assim também você constrói a sua realidade diária em ações coletivas e privadas. Você ouve uma voz interior que fala com você, sei disso, embora o seu ego faça o melhor para não escutá-la. Claro, essa voz nem sempre tem coisas boas ou construtivas para falar, não porque ela seja boa ou ruim, mas porque é o que você precisa ouvir no momento. Se você aceita o que ela diz ou não, como sempre é com você.
Há uma doce ironia na existência, que fora colocada lá por vocês mesmos, que é quando o universo parece brincar com vocês em uma delicada antítese. Isso se aplica agora, que na nossa tentativa de "despertá-los", acabamos revelando que vocês sonham.
Mas, veja. Encarar a vida como um sonho é a melhor política. Isso explicaria todos os fenômenos inexplicáveis pelos quais atravessam, sejam eles espirituais ou científicos.
Um sonho, em seus termos, é algo construído pela mente. É produto de uma ideia, de expectativas e de sentimentos. O que há de "real" nele é apenas a sua mente. Assim é o mundo, por mais concreto que voce suponha ele ser. Quer você acredite nisso ou não, é um fato. E você pode ter sonhos melhores mudando o seu estado mental.
Nesse ínterim, sua vida são os sonhos de suas experiências pessoais e coletivas. Vocês têm se sonhado muitas vezes, e isso alguns chamam de reencarnações. Mas o tempo não existe, e tudo isso se desdobra num só tempo aos olhos da alma.
Seu ego, então, precisa ser curado de si mesmo, às vezes. Problemas não resolvidos levam a sonhos não resolvidos.
Agora, não se assuste quando digo que a vida é um sonho. Não nada de "irreal", insípido, destituído de propósito nos sonhos. Se você acha isso é porque não se recorda muito bem dos seus no momento em que acorda.
Mas saiba, é nos seus sonhos que estão suas melhores qualidades. O sonho da humanidade é ser melhor. Não há nada mais digno do que isso.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=342051

Antiga e Nova Música - 26Mar2019 22:50:42






Na escrivaninha os mesmos papéis de música ficavam por muito tempo. O papel pentagramado repleto de anotações rápidas, rabiscos, correções, era banhado pela fina luz do sol que entrava pela janela. O título no papel era escrito com cuidado, e as notas pequenas mostravam a inibição do artista.
Tudo no quarto respirava um ar agradável, limpo, belo, poético. A inspiração sentaria em qualquer lugar do quarto e chamaria o artista para se expressar.
A pessoa que habitava tal quarto era um rapaz de quase trinta anos. Chamava-se Olaf von Bildenburg. Estudava há quase dez anos piano e violino. Compunha desde os dezesseis anos e já publicara oito sonatas.
Olaf sentia que a música que escrevia lhe era familiar. As pessoas que ouviam suas sonatas citavam de Stradella a Stravinsky. Ele aceitava com parcelas, mas sentia que já havia escrito aquela música antes. Havia um ar de novidade a ele nessas composições.
Durante a primavera, ele se retirava para a sua casa no Alto Reno. Ficava em contato com a natureza, fazia caminhadas, tomava banho no lago, e compunha valsas e concertos.
Nos últimos dias havia comprado partituras de Scriabin, Debussy, Brahms e Verdi. Eram seus compositores preferidos, e enquanto estudava as partituras no café da manhã, notava muitos compassos, acordes, repetição, muito parecidos em sua obra. O mesmo tom lírico em uma frase, ou uma breve apojatura, um " majestoso" que era inserido em acordes quaternários. Olaf via muitas similaridades.
Uma vez dissera a um amigo violinista, que sentia já ter escrito as músicas que estudava. Seu amigo apenas disse que era tudo impressão e que todo artista, principalmente os músicos, sempre acham que deram um passo à frente de outros músicos. Mas como poderia ser assim? Ele estudava partituras de compositores que vieram ao mundo antes dele, se ele estudasse as obras dos compositores de sua própria época seu amigo estaria correto no que dizia.
Olaf começava a se inquietar com as semelhanças gritantes de sua obra com a de um músico italiano chamado Paisiello. A doçura da obra, a verve lírica, suave, os intensos motivos pessoais na escrita, tudo era muito parecido.
Viajou no inverno e aproveitou para acompanhar um evento que homenageava a música do século XVIII. Havia flautistas, violinistas e violoncelistas. Era um espetáculo pequeno em um teatro pouco conhecido, mas que o agradava muito. Assistiu comovido ao espetáculo. Depois do término, decidiu conversar com um dos músicos, que se chamava Bartolomeo Paccini. Conversaram sobre os gostos musicais, sobre os estilos, composição, e Olaf disse:
- Tenho estudado a obra de Paisiello, e tenho notado muitas semelhanças com as minhas composições. Sempre quis saber de onde vem essa semelhança.
Bartolomeo ficou tão interessado quanto Olaf, ele nunca conhecera um músico que tivesse semelhanças em compor no estilo de um compositor já falecido.
- Quando você percebeu as semelhanças na obra? Recentemente?
- Sim, antes eu não havia estudado nenhuma obra de Paisiello. Nem mesmo o conhecia.
- Você é a primeira pessoa que me conta que tem semelhança com a obra de um compositor conhecido, já falecido- disse Bartolomeo- Isso o perturba?
- Um pouco- respondeu Olaf preocupado- Afinal, não é apenas uma ou outra coincidência. A obra de Paisiello e a minha têm a mesma estrutura tonal, os mesmos acordes, as mesmas ligaduras de compasso e outros detalhes.
- Já pensou que você pode ser a reencarnação de Paisiello?
Olaf deu dois passos para trás. Sua boca ficou aberta, tomado de tal susto, não conseguia falar. Bartolomeo sorriu ao ver o susto do colega e disse calmamente:
- Eu acredito na reencarnação. Sei que ela é real. Essa capacidade que temos em tocar, e você em compor não é de agora. Você tem menos de trinta anos e já compõe como Paisiello. Não acha que tem uma explicação para isso?
Olaf ficou quase cinco minutos sem falar. Havia sido tomado de surpresa pela pergunta de seu colega músico. Se realmente era o músico Paisiello, isso explicava sua paixão pela Itália, pela própria ópera italiana. Disse com a voz trêmula:
- Eu, até este dia, jamais pensei em ter sido Paisiello. Nem mesmo em reencarnação acredito.
- Você deveria pensar mais à respeito. Não precisa me mostrar a sua partitura e a de Paisiello, o modo como fala com tanta sinceridade não me deixa nenhuma dúvida.
Olaf estava totalmente surpreso com o comentário de seu colega. Apesar de esperar na conversa uma resposta incomum, totalmente diferente do que já ouvira, ele não conseguia compreender como a ideia da reencarnação viera justamente naquele momento.
- A ideia da reencarnação me abala. Não sei dizer porquê. Para mim a vida sempre foi...
- Única?- perguntou sorridente.
- Sim, eu vejo tudo como uma grande chance, como se todo o mundo fosse uma teia, e quando é destruída...
- Você não está errado; mas nós já vivemos diversas vezes. O seu talento musical é prova disso. Eu espero não ter te assustado. Você pode ou não ter sido Paisiello, mas se realmente há trechos inteiros, a dúvida se torna certeza, meu caro amigo.
- Pensarei a respeito. Agradeço pela ajuda, senhor. Espero que nos encontremos uma outra hora.
- Sim, nos encontraremos.
Olaf se despediu e foi para um pequeno hotel onde estava hospedado. Decidiu fazer as malas e retornar à Alemanha. No caminho não pensava em nada além da conversa com o musicista: " Serei eu um músico do passado"? " É possível que vida seja tão infinita quanto as estrelas do céu?" " Estarei predestinado a deixar meu nome na História?".
Ao chegar em casa ficou dois dias trancado no quarto. Uma plêiade de pensamentos invadia a sua mente. Pegou algumas páginas de um concerto para violino e viola, intitulado " Vida Gloriosa", já havia escrito todo o primeiro movimento em Allegretto, o segundo seria em Allegro Moderato, e voltou a compor. Terminou de compor o concerto quase no raiar do dia. O sono e a exaustão tomavam conta de todo o seu corpo e foi dormir.
Quando acordou, lembrou-se de que precisava buscar uma partitura de Paisiello com um amigo. Arrumou-se, colocou suas partituras em uma pasta de couro e saiu. O caminho que trilhava tinha um vale que não era tão profundo, mas que podia matar qualquer descuidado em cair nele. Olaf ainda se sentia sonolento, caminhava lentamente e não percebia que caminhava para o fim da estrada e em direção ao vale, deu um passo e caiu batendo a cabeça e os ombros. Não tinha força nenhuma para levantar, as folhas estavam espalhadas ao redor e ele disse com voz fraca:
- Paisiello é a minha essência, meu eu anterior. - fechou os olhos e começava a anoitecer.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=341896

Lembranças espectrais - 26Mar2019 22:50:42





Um álbum de cor amarronzada estava aberto sobre a escrivaninha. As fotos eram de quase cinquenta anos, e corria o fatídico ano de 1914. Uma fria e cinzenta neblina podia ser vista da janela. As fotos mostravam dois homens, um deles de bigode bem desenhado, chapéu preto discreto e roupa habitual, o outro era mais velho, tinha olhos claros, mesmo que a fotografia fosse a preto e branco, careca e com rugas de expressão. Uma mulher estava sentada ao meio, enquanto os dois homens estavam em pé. A fotografia estava assinada com um nome ilegível, a data era 14 de setembro de 1872.

Corriam os olhos de Adriano pela fotografia. Aqueles retratados na fotografia tinham sido seus avós e tio, agora ele vivia sozinho numa rua qualquer. Ele sentia um grande pesar pela solidão, mas se acostumara, e raramente acorria para a casa de um conhecido, amigo ou colega. Raramente namorava e tinha essa vida como uma pele fixa e forte.

As lembranças evocavam em Adriano emoções que iam do tédio( lembrava de quando era obrigado a ir visitar os avós), ao entusiasmo de belos dias de primavera passados no campo ordenhando as vacas, cavalgando ou conversando próximo às árvores. Certa vez contara a um conhecido sobre as intensas, e também estáticas emoções que sentia sempre que olhava as fotografias, o sujeito lhe disse:

- Essas suas fotos ainda vão ganhar vida- E ria largamente.

Adriano não se considerava piegas, é que o álbum jamais saíra da segunda gaveta para ir a outro cômodo da residência. Enquanto as outras pessoas guardavam os álbuns e tudo que tivesse uma imagem de seus parentes vivos ou já falecidos, Adriano preferia ou inconscientemente deixava o álbum na segunda gaveta, sempre trancado e a chave na primeira gaveta.

Podia-se dizer que Adriano era um fotomaníaco, ele tinha muitos livros contendo fotografias; alguns quadros contendo mais fotografias de parentes e sempre tinha na cabeceira da cama, algumas fotografias Polaroid e negativos já velhos...

As fotografias que mais apreciava eram de antigos casarões, eventos em família dos anos de 1890 como casamentos, batizados, mobiliário, enterros... Havia uma fotografia em tamanho médio de Debussy na casa de um amigo tocando piano, e algumas senhoras ouvindo. Sentia saudades de um tempo como aquele que a fotografia mostrava, mas logo afastava essa ideia, considerava-a estranha e sabia que não tinha vivido aquele momento, nascera em 1892 e era italiano, a fotografia retratava uma soirée na França e uns cinco ou seis anos antes.

Não queria se deixar tomar por reminiscências que não fossem de sua vida particular, quando tinha um sentimento ao ver a fotografia de Debussy, dizia para si mesmo: "Ora, gosto tanto da música dele, que gostaria de estar ao lado dele ouvindo algum noturno, mesmo porque Debussy é o único que toca com a alma". Assim pensava e logo colocava a fotografia de lado.

Enquanto o tempo passava, as fotografias foram sendo deixadas de lado. Raramente o álbum saía da gaveta. Outras atividades tomaram conta da vida de Adriano. No entanto, desde que não via mais nenhuma fotografia, tinha sonhos onde pessoas pintadas de cor cinza chamavam-no em molduras, quando estava acordado, e andava pela casa, súbitos espectros claros passavam voando, eram formas incorpóreas, como incenso ou neblina de uma manhã de inverno, apenas se podia dizer que eram humanos por uma aparência de longo cabelo, olhos, mas eram espectros luminosos e velozes.
Adriano ficava assustado, mas não acreditava que fossem mais que imagens distorcidas de seus olhos, estaria precisando usar óculos, pensava.
Nada era falado, os espectros moviam-se por toda a casa. Como luzes artificiais que ganham vida e aproveitam, não havia um só dia que Adriano não as visse. No começo das aparições, ele saía de casa e retornava altas horas, mas depois decidiu interrogá-los e sempre exclamava:

- Essa casa virou um cemitério! Ou pior, um limbo de espectros luminosos!

Decidira retirar as fotografias e os quadros, entretanto, ainda sentia afeição e uma forte identificação com as fotografias, a que retratava o Debussy estava trancada ao lado do álbum de família.

Ia se mudar e começou a arrumar suas coisas e sentiu sono. Continuaria por todo o final de semana e já tinha um local definido onde seria sua nova residência. Dormiu lentamente, mas uma sensação de leveza ímpar passou por todo o seu corpo, os olhos ficaram como duas opalas fixas a terra.

Acordou e viu que estava em um amplo local, mas uma média moldura de cor escura estava ao seu lado, levantou-se e olhou para o vidro da moldura, viu sua sala como havia deixado. As lembranças espectrais tomavam formas definidas e o chamaram. Ele as acompanhou e a moldura foi sumindo.

Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=341847

Desnuda - 26Mar2019 22:50:42
Desnuda

Todo dia ele enviava um pequeno poema de bom dia para uma linda mulher e nunca havia recebido uma resposta de agradecimento. E por meses continuou a enviar os pequenos poemas e nunca recebia resposta. Então, certa manhã não enviou, na manhã seguinte também não e nem nas outras. Após uma semana recebeu uma mensagem de bom dia que dizia: - sinto falta dos meus poemas, atualmente nem tenho me desnudado sobre minha cama para lê-los, já não tenho fome nem prazer para começar meu dia e sinto uma grande tristeza pela falta do seu amor.


Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=341675