Poemas

O Mar! - Dianinha - 20Jul2008

Mar, tu que envolves a areia
Com toda a tua força e paixão
Quem te sabe admirar
Já presenciou esta linda união!
União essa que é sublime e encantadora
A força com que a areia abraças
Fazes esquecer a muita gente
Que a vida tem desgraças!
Mar, és incrível e avassalador
És fonte de grande inspiração
Tua paisagem tem efeitos curativos
Cura muitos males de coração!
O horizonte faz parte de ti
O sol todos os dias te vai beijar
És majestoso, imponente
Visto muitas vezes por quem sabe amar!
Quando o sol te beija
Torna-se num momento de grande admiração
Nem todos sabem avaliar este teu poder
Nem todos são dignos de tamanha contemplação!

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44907

Crónica 2 - Visita inesperada - elisabeteluisfialho - 20Jul2008

7h30 da manhã
A hora ideal de enganar o sol para esconder minha pele aos seus beijos pecaminosos
Bebia café na varanda e olhava o horizonte que acalmava e amainava os meus medos
- Bom dia – ouvi
Lancei os olhos
- Bom dia miúda – insistiu
- Ai a gaita temos brincadeiras de mau gosto? – disse – ainda por cima a esta hora mas que chatice
- Sempre com mau feitio, és sempre a mesma com a resposta na ponta da língua nesse ar de menina travessa – acrescentou
De cima da minha janela espreitei para a porta e lá estava ela…
- Eu não acredito SOLIDÂO por aqui…há quanto tempo…sobe amiga sobe
Subiu sem pressas e segura, abri a porta para traz
- Que boa visita – dei-lhe um abraço
- Estás uma mulher – deu-me aquele beijo quente num arrepio que só a minha amiga SOLIDÃO sabe dar – a VIDA contou-me que tens andado muito sozinha resolvi por uns tempos fazer-te companhia
Nervosamente gargalhei (nunca gostei de fofoquices)
- Nem tanto apenas arreliada– mudei de assunto – vai um café?
- Não miúda ainda é muito cedo para mim
Sentadas na varanda ficamos à espera de quem começava primeiro
- Conta-me amiga por onde tens andado – comecei
- Muito perto
- Não te tenho visto – disfarcei
- Mas tens sentido – sempre sincera
- Na verdade… – fiquei atrapalhada
- Que se passa contigo ?
- Amiga tenho tido problemas com os meus vizinhos aqui de baixo são o caroço de um casal que vivem para moer a minha cabeça o Sr. Medo e a Sr. Espera
- Hummm
- Ok ok. Amiga melhor que ninguém tu sabes que a Espera, sempre foi coisa que eu nunca tolerei, eu sou lá pessoa para ficar de braços cruzados, sem agir.
A Espera, faz-me ficar nervosa e claro o Sr. Medo não se faz esperar, esperto como é aproveita.
- Hummm entendo, já ligaste para o Acreditar? Ele como advogado pode ajudar
- Não tenho o número
- confioemmim@gmail.com este é o e.mail
- Boa… Solidão – sorri
- Vou dar-te também o e.mail da Certeza…ora…- procurou na agenda – cá está possoeconsigo@gmail.com
- Nãoooo estás no gozo comigo – comecei a ficar divertida
- Ahhhh espera tenho aqui também da Garra – com sorriso sacana acrescentou – esta gaja é indispensável nos casos difíceis amarcomforça@gmail.com e pronto amiga vai correr tudo bem.
- Solidão já me fazias falta, sei que tenho sido um pouco leviana contigo
- Pois … pois
- Que queres eu tinha que estar um pouco sozinha para crescer certo?
- Pois…pois mas nem te lembras-te que eu a tua velha amiga Solidão podia estar com saudades tuas e sentir-me abandonada
- Desculpa amiga
Ali, ficamos abraçadas a olhar o horizonte, recordando e rindo como quem não tem hora marcada Agora aliviada pois sabia que amparada na GARRA da minha CERTEZA eu já podia ACREDITAR numa VITÓRIA

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44906

*A vida numa canção* - marilda - 19Jul2008

*Compondo no dia a dia,
junto cacos e pérolas,
aos poucos como uma sinfonia
ora vibrante,ora suave
harmonizo minhas obras
em sonhos,pesadelos,risos e lágrimas

Se tivesse o dom de um Mozart
tudo seria muito mais sonoro
vibrante e atingiria a distância
ressoando em ecos infindos
penetrando nas almas,
mostrando a elas
a dádiva de viver cantando

Fico assim em acordes e sussurros
ao piano fazendo melodias,
até o meu último suspiro
serei autora...canção da vida...
Infinita enquanto música!


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44837

Haikais IV - Betha M. Costa - 19Jul2008




Haicais IV
by Betha M. Costa

verdes papagaios
no azul celeste sem nuvens –
cores do verão.

========

brilho da lagarta,
no marrom da folha seca:
prenuncio de vida.

========

túnel cor laranja
sob reflexo do sol poente –
árvores no outono.

========

com uma só perna
pescam as garças vermelhas –
verão no mangal



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44846

Carlopfler (Eu) - Carla Costeira - 19Jul2008

Conheci os meus Mares...

Ancorei-me para não me perder.

Rosa-dos-ventos em mim tatuados

Litoral Português

Orvalhos no amanhecer.

Plenitude nos Mares navegados

Farol num olhar marejado de verde

Lua cheia ao anoitecer.

Encosta íngreme sem caminhos.

Rumo como uma Orca pelos meus males...


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44845

Dueto de Amor em Quatro Estações - LurdesBreda - 19Jul2008

— Observa, no espelho…
— Se calhar, eles já estiveram juntos…
— Sim. De mãos dadas, a olhar a lua adormecer.
— Ter-se-ão abraçado?
— Olharam-se nos olhos… Sem palavras...
O silêncio era dos rouxinóis.
— Achas que eles se amaram
nas noites de luar?
— O universo foi a sua casa.
— Perderam-se, talvez, nas estrelas
que polvilhavam a noite...
— E no zumbir dos grilos,
a embalar os laranjais.

— O suor dela alimentou o mar.
— Ele foi a gaivota,
que aí matou a sede de doce.
— Ela gosta de trincar pêssegos.
— O calor das mãos dele
amadurece a pele…
— Faz amor comigo…
— Chiu! Fala baixinho.
Vais acordar o vento suão.
— Quando saberemos
se as ondas beijavam os pés?
— Amanhã ainda haverá oceano.

— Olha uma parra de ouro.
— Deixa-me escrever
a eternidade deste momento.
— O rio levou-a para longe.
— A vida precede as palavras…
— Tenho a boca pintada de romãs.
— Vejo bandos de tordos,
nos teus olhos, a voar…
— Não! Não adormeças ainda.
Falta o beijo da serpente.
— Prefiro um grão de trigo
sob a luz do pôr-do-sol.
— E eu uma nuvem cinzenta
e uma gota de mel.

— As árvores estão nuas
e erguem os braços para o alto.
— Oram em esperançosa simplicidade.
— Vislumbro lágrimas no céu…
— É só uma chuva de anjos.
— Tu és no meu corpo um poema.
— Prefiro ser um verso na madrugada.
— A madrugada é tão fria…
— Mas é branca e pacífica.
— O vento varre as letras da minha ausência.
— Com elas faço um puzzle
e pinto a distância que nos separa.
— Vem deitar-te na minha alma…

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44844

Mais Um Pobre Na Cruz!!! - PauloAlves - 19Jul2008

Carrego nas mãos, os sinais das dores, a marcar
o passar de anos decorridos em fútil degredo,
Feridas abertas, sem nunca chegarem a sangrar...

Carrego no rosto, o peso coeso da tristeza,
A imensidão de um espaço pequeno que me acorrenta
A idealismos infundados, alheios à sabedoria ou certeza...

Fico assim na linha de um destino azarado, que me conduz
A lugares de tormentosos sentimentos de limitação,
Onde não passo de mais um pobre na cruz...



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44843

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