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Paulo C. Silva e o Livro "Relatos de uma Vida" - 12Mai2008





O poeta Paulo C. Silva esteve na RTA na conversa connosco e falou-nos sobre o seu livro, editado em 2005 no Auditório do Diário do Sul, "Relatos de uma Vida" e a amiga Luísa Zacarias leu alguns dos poemas...

«Mas afinal quem é Paulo Silva? Muito há a dizer, mas pouco tenho para contar. Uma pessoa simples, humilde, que provém de uma família modesta, um coração do tamanho do seu mundo.

A primeira vez que me referiram o seu nome, foi devido à sua escrita em poesia, sem saber qual a sua história de vida, as razões de desabafar com a sua amiga folha de papel.

Mas afinal quem é Paulo Silva? É um homem como tantos outros, que teve seu normal processo de vida, tendo vários caminhos pelos quais teve de optar... muitas das vezes não escolhendo o melhor...

Os seus poemas e desabafos têm como base histórias da vida real, de dor, de sofrimento e abandono. No primeiro instante, reparei que de um grande homem se tratava.

Mas afinal quem é Paulo Silva? Foi o homem que percorreu caminhos pouco próprios para a vida de um terrestre. Andando de beco em beco não conseguindo encontrar a saída, cada rua que percorreu, teve a escuridão como sua companhia...

Os seus poemas e desabafos, espelha sentimentos do seu dia-a-dia, desde o nascer, o cair e o voltar a nascer. Três marcos de uma vida?

Mas afinal quem é Paulo Silva? Foi o homem que passou fome, que pediu esmola e necessitava do ombro de um amigo e familiar?

Os seus poemas, uns em quadra, outros em forma de desabafo, uns rimando, outros não, uns pequenos, outros maiores. Simplesmente se tratam de sentimentos escritos com seu punho e caneta sobre o papel branco que aguarda ser preenchida com as suas letras.

Mas afinal quem é Paulo Silva? É aquele que todos o colocaram à margem da sociedade que não lhe estenderam a mão para o ajudar quando mais precisava. O homem que tinha tudo desde amor e um lar para morar, e tudo vê desabar em segundos. Qual será o seu fado?...

A sua poesia flui por impulso, por sentimento, por raiva, pela sua vida, por vezes vivida ou que ainda não viveu?

Mas afinal quem é Paulo Silva? O homem que foi apanhado pelas malhas do álcool, do pudor, do desespero, do sofrimento, não conseguindo controlar e encontrar o seu eu?

A sua poesia, espero que não passe de simples escritos mas sim um exemplo a seguir, um exemplo para reflectir?

Mas afinal quem é Paulo Silva? O homem que renasceu das cinzas, quando todos já não o esperavam, lá estava ele mais forte que nunca, como de novo nascesse. Verdadeiramente nasceu e alguém de novo lhe acendeu a luz, dando-lhe a força que lhe tiraram, devolvendo-lhe a sua vida, devolvendo-lhe a paz interior, devolvendo-lhe o amor?

Mas afinal quem é Paulo Silva? É o homem que falamos hoje e que no futuro iremos recordar. O homem que lutou contra tudo e contra todos, o homem que se curou, um homem feliz, um homem respeitado, um homem com amigos, simplesmente um homem que quis e quer ser Homem?

A sua poesia é a sua vida, o seu relato, o seu desabafo, o seu testemunho, o seu sonho?

Mas afinal quem é Paulo Silva? O POETA?»



Évora 26 de Outubro de 2005
Pedro Nobre


Fonte: http://escuridaonoite-rta.blogspot.com/2008/05/paulo-c-silva-e-o-livro-relatos-de-uma.html

El festival de poesía toma Granada - 12Mai2008

Aunque el Festival Internacional de Poesía de Granada (FIP) se inicia hoy, desde hace más de una semana la ciudad se ha convertido en un auténtico libro de poemas. El FIP ha repartido 100.000 postales en los buzones de la capital con el poema Mi gata, de Claribel Alegría. A estas postales se suman otras 20.000 que se reparten hoy en las localidades del cinturón.
Fonte: http://www.elpais.com/articulo/andalucia/festival/poesia/toma/Granada/elpepiespand/20080512elpand_12/Tes

Noticias do fim-de-semana - 12Mai2008

Começou na sexta-feira, dia 09 de Maio, com a maravilhosa viagem até a bonita cidade de Évora. Estive na Escola, cujo blogue, De Mãos Dadas, podem ver.
Deixo uma mensagem:
Um forte agradecimento pela recepção que tive, pela tarde maravilhosa proporcionada.
Estar entre docentes tão dedicadas e entre alunos desta idade é das experiências mais fabulosas que um Ser Humano pode ter.
Não podia, deixar de realçar, o excelente trabalho que se faz nesta escola, que pode e deve ser, um grande e bonito exemplo para tantas outras escolas deste nosso Portugal.
Parabéns a todos.

Espero voltar para poder retribuir o que tanto trouxe dessa escola?

As crianças, a todas, umas palavrinhas para vocês: Vocês são especiais e encheram-me o coração de alegria. Obrigado.


http://escolaheroischafariz.blogspot.com/

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No sábado, estive no evento, Encontro de Olhares, organizado por amigos da escrita e em que foi lido o meu texto, ?Alma Gémea?.
Foi uma boa oportunidade para rever amigos, que a distância insiste em afastar mas que nunca consegue.
Houve muita poesia, música, dança corporal e um coro para uma tarde muito bem passada.

Obrigado a todos que participaram e a Câmara Municipal da Amadora

http://encontro-encontrodeolhares.blogspot.com/

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Domingo, a boa nova. Pela mão do generoso Senhor Luís Gaspar, locutor consagrado, quis colocar-me no ?Um mundo de poesia? no seu audioblogue ? Estúdio Raposa e Truca, na parte das ?Palavras d´Ouro? junto com as maiores referências da literatura portuguesa e alguma mundial, honra que me deixou muito orgulhoso.

Obrigado


http://www.truca.pt/ouro.html

Fonte: http://poesiadepauloafonso.blogspot.com/2008/05/noticias-do-fim-de-semana.html

Voltei a escrever - 12Mai2008

VOLTEI A ESCREVER

Voltei a escrever e já não o previa,
Pensava ter esquecido este meu versejar.
Ser poeta é criar e sofrer todo o dia
Passar ao papel o que a alma encontrar.

Este estado de alma que já não ousaria,
Que nos faz sofrer, para me encontrar,
Deixa o meu corpo quando escrevo poesia,
Nos poemas que ela cria, para me libertar.

A ti que mais amo e sem querer
Se fico triste e te faço sofrer:
Isabel eu te quero, poemas eu te dou.

E se tu me vires distraído ou disperso
Uma única coisa eu imploro e peço,
Ama-me como ninguém me amou.

Dedicado a minha esposa Isabel

Francis



Fonte: http://www.poemas-de-amor.net/poemas/voltei_escrever

Poesía y toreo - 11Mai2008

No creo que se parezcan. Todas las aproximaciones y los vínculos entre poesía y toreo palidecen ante lo que supone el encuentro, una vez y otra, del torero con la muerte. Toda esa mezcla de gravedad y ligereza, la suspensión del tiempo, la belleza emocionante y antiquísima haciéndose cada vez de una forma nueva, la búsqueda continua de lo inefable, la música interior, el enfrentamiento entre una inteligencia vulnerable y una energía descomunal de resonancia atávica, todas esas aproximaciones que pueden servir igualmente para definir a la poesía y al toreo se debilitan ante la posibilidad de morir de verdad en cada intento y ante el ejercicio hermoso, brutal, delicado y continuo de la muerte que tiene lugar cada tarde de feria en una plaza.
Fonte: http://www.elpais.com/articulo/cultura/Poesia/toreo/elpepicul/20080511elpepicul_10/Tes

O Espelho de Minh'alma (poesia) - 11Mai2008

No profundo do meu ser
Sentimentos se espalham
Soltam-se os galhos dos sonhos
O que era água passa a ferver
E os bravos se acalmam
E as dunas de meus olhos se amedontram
O suspiro do infinito
Incendeia a beleza mais pura
Que é o espelho de minh'alma
E ...

Fonte: http://www.escritartes.com/forum/index.php/topic,3922.msg16899.html#msg16899

Minibiografia - Luíza Neto Jorge - 11Mai2008

Mulher ao espelho foto daqui

Não me quero com o tempo nem com a moda
Olho como um deus para tudo de alto
Mas zás! do motor corpo o mau ressalto
Me faz a todo o passo errar a coda.

Porque envelheço, adoeço, esqueço
Quanto a vida é gesto e amor é foda;
Diferente me concebo e só do avesso
O formato mulher se me acomoda

E se nave vier do fundo espaço
Cedo raptar-me, assassinar-me, cedo:
Logo me leve, subirei sem medo
À cena do mais árduo e do mais escasso.

Um poema deixo, ao retardador:
Meia palavra a bom entendedor.

Maria Luíza Neto Jorge nasceu a 10 de Maio de 1939 em Lisboa, onde faleceu a 23 de Fevereiro de 1989. Frequentou Filologia Românica na Faculdade de Letras da sua cidade natal, mas não concluiu o curso. Pertenceu ao grupo Poesia ?61 e viveu em Paris de 1962 a 1970. A sua poesia é tendencialmente surrealista: «Noite Vertebrada» (1960), «4.ª Dimensão» (1961), «Terra Imóvel» (1964), «O Seu a Seu Tempo» (1966), «19 Recantos» (1969), «O Ciclópico Acto» (1972), «Os Sítios Sitiados» (1973), «Onze Poemas» (1983), «A Lume» (1989) e, postumamente, «Poesia 1960/89» (1993). Adaptou para o teatro «O Fatalista» de Diderot e escreveu os diálogos dos filmes «Brandos Costumes» de Seixas Santos e «A Ilha dos Amores» de Paulo Rocha. Distinguiu-se também como tradutora literária.

Poema e nota biobliográfica extraídos de «A Circulatura do Quadrado - Alguns dos Mais Belos Sonetos de Poetas cuja Mátria é a Língua Portuguesa. Introdução, coordenação e notas de António Ruivo Mouzinho. Edições Unicepe - Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, 2004.



Fonte: http://feeds.feedburner.com/~r/Nothingandall/~3/287235869/minibiografia-luiza-neto-jorge.html

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