Poesia/RSS

Poesia: Projecto de museu nasce na internet para "dignificar e promover" a arte de escrever em verso - 19Jul2008

Em declarações à Agência Lusa, o recitador explicou que o Museu da Poesia "é uma iniciativa de um grupo de cidadãos, entre eles professores, mas acima de tudo amantes de poesia, que a querem colocar e...

Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=355322&visual=26&rss=0

Hoje, Finalmente Vi!!! - PauloAlves - 19Jul2008

Hoje vi finalmente, o fogo de real esplendor,
Teus olhos, duas labaredas perpetuadas em forma de desenho,
Pelas nobres mãos de um imortal pintor...

Hoje vi finalmente, antologia invicta, concreta,
Teu rosto, pura poesia, concebida em forma de escrita,
Pelas mãos nobres de um imortal poeta...

Hoje, finalmente vi em mim, o manto do amor,
Teu corpo, sonho real moldado na fantasia,
Pelas nobres mãos de um imortal escultor...


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44841

Emoção de Viver! (G.G.) - 19Jul2008

*
234- EMOÇÃO DE VIVER!
*

?Uma vida sem poesia, sem alegria, sem inspiração é um verdadeiro tédio de solidão, isolando completamente a emoção...?.

28.09.2007

2007-2008 Escrito por Graciele Gessner.

* Se copiar, favor divulgar a autoria. Obrigada!



Fonte: http://www.poemas-de-amor.net/blogues/graciele_gessner/emoca_de_viver_g_g

Madrugada... - 19Jul2008

Madrugada fria...
O ar me congela...
Nada me aquece...
Cobertas me guarnecem,
acaloram o meu corpo,
mas de minh?alma se esquecem...

Madrugada vazia...
Os minutos não passam,
as horas se resfriam
e preguiçosamente
empurram os ponteiros
de um relógio cansado,
querendo parar.

Minha solidão aumenta
nessa madrugada fria,
que não quer terminar...
Os cantos do quarto
parecem me olhar...
Desejam me abrigar,
mas, permanecem calados...
Seres inanimados...Coitados(?)

O guarda que apita, lá fora,
que ronda e afronta o passar das horas,
sente o frio na pele, que o impele
a rondar e a vigiar.E o frio na alma?
É o pior que há!
Talvez não o sinta...
Mas, ele está lá...
Me faz ponderar
que não estou só...

Também os anjos da guarda,
apesar da fria madrugada
fazem-me companhia...
Quem sabe me façam poesia!
E a manhã nasça ensolarada...
Clara, iluminando, iluminada...
Fruto da angelical fantasia
De uma madrugada fria e vazia.

Agora minh?alma não mais se arrefece...
Ao crer no amanhã, se aquece e adormece.

(Carmen Lúcia)



Fonte: http://www.poemas-de-amor.net/blogues/carmen_lucia/madrugada

FORA DA LEI - 18Jul2008


Começas a ficar outra vez farto de ter os controleiros em cima
foi por isso que saiste do partido
começas a não ter pachorra para a poesia lírica
tornaste-te punk mas não usas crista
o cidadão comum irrita-te
dizes poemas como se estivesses num combate de boxe
vomitas poemas
sabes que a loucura vem ter contigo
e deixas-te levar
portas-te mal
partes os vidros dos carros
ocupas hipermercados
derrubas estátuas
nunca te adaptaste aos empregos
nunca gostaste de ter chefes
cospes nos chefes e nos capitalistas
a humanidade leva uma vida imbecil
só ris quando gozas
tudo o resto te dá uma raiva imensa

compreendeste que na escola não eras uma nota
e deixaste de estudar
deixaste também de te levantar de manhã
leste Nietzsche e ouviste o Jim Morrison
e isso deu-te a volta à cabeça
as miúdas direitinhas não te compreendem
e as depressões fodem-te a cabeça
tornaste-te punk
e quando estás no palco só te apetece berrar
para desespero dos controleiros
és um animal de palco
e estás para lá
nada a fazer
nunca gostaste de polícias
nem que te andem a foder a cabeça
tiveste uma boa educação
mas aprendeste a linguagem da rua
há quem te chame desordeiro, arruaceiro
de vez em quando metes-te em confusões
até já apanhaste porrada
quando vais dançar a tua música
passas-te dos cornos
tornaste-te um punk
tornaste-te um roto
nunca tens dinheiro
nem te esforças por ter um trabalho
mandas tudo para o caralho
sentes-te irmão dos bêbados e dos drogados
és um poeta alucinado
um fora da lei
um iluminado

Fonte: http://tripnaarcada.blogspot.com/2008/07/fora-da-lei.html

Re: pelágico ciclo - 18Jul2008

E reservas os melhores dias, podes crer!
Bonitas palavras bordando poesia!
Bjs

Grata, Goreti, pelo teu constante apoio.
Beijo
Mel

Fonte: http://www.escritartes.com/forum/index.php/topic,5107.msg21632.html#msg21632

Os Escritores - 18Jul2008

Michael Horovitz e Allen Ginsberg, Londres, verão de 1965


Peça em dois quadros num Acto.

Personagens:
Arlen, um americano, contista conhecido nos meios da revista Literay Kicks, cerca de 40 anos.Specter, perto dos 60. Crítico literário avulso.

Uma mesa de café com dois bules, um com café outro com leite, duas chávenas. Uma espécie de Starbucks de bairro da parte baixa da cidade, meia dúzia de frequentadores, já conhecidos. Os últimos. Algumas cadeiras já arrumadas, umas sobre as outras, como uma torre de Babel. Duas horas da manhã.

Arlen - Bela noite para dar um tiro no ouvido! (Olhou para o seu interlocutor, movimentou a mão direita para os lados, sobre o tampo da mesa e, depois, levou-a à têmpora direita, e com dois dedos em ângulo)- Puff!Pausa. - A personagem parece estar a pedi-lo.

Specter ( olha para Arlen e franze os sobrolhos) - Depois dos diálogos que já lhes ouvi, Arlen, não sei se daria certo. Pausa.-É que há correspondência de estados e de sentimentos entre os diálogos das tuas personagens, Mikhail Baktin não iria gostar. Risos na mesa.

Arlen - Polifonia nos discursos que nem sempre são contradições. Afinal o dialogismo para Baktin vai muito mais além?Pausa

Specter ( interrompendo)- ?de textos dentro do texto. Eu sei, mesmo assim, para além do entrecruzar de várias vozes, as tuas personagens parece que estão de acordo.

Arlen - Perante os factos criados no enredo, gostava de poder dizer isso. O tema, contudo, não me parece propício. Às dialogias .

Specter - Óbvio, precisas criar um ambiente pós-traumático às tuas personagens, sendo que cada uma teria a sua maneira de verbalizar o conflito.

Arlen- A recorrente história próxima da América com a Guerra do Vietname, não me deixou outro recurso.

Specter ( emenda-o, com um gesto) - Não, outra fonte. Os teus trabalhos sobre isso, sempre foram muito históricos. É uma fonte a que vais beber.Pausa-Li Chomski, sabes.

Arlen- O Noam fez a crítica da guerra pelo lado do Poder Americano. (Levanta-se, sai fora da luz, como se fosse ao balcão e vem com uma chávena)-Está vazia. (Agarra no bule com leite e verte na chávena). Não quero mais café forte, hoje.
Saem ambos, depois de Arlen beber a mistura e deixar 2 dólares sobre a mesa.
Dia seguinte. Manhã. Esquina de uma Rua com a 6ª, na Village, com vapor a sair de uma grelha no chão.

Specter (com ar lavado, cabelo comprido humedecido) - Estive a reler um poema que escreveste há uns anos para o Departamento de Poesia da New Yorker. Lembras-te?

Arlen ( fazendo um esforço, fala vagamente) - É aquele do cigarro abortado antes da última cinza?

Specter (diz que sim com a cabeça) - Esse, no qual fazes um esforço para contradizeres tudo o que Bakhtin ensinou sobre a presença de outros textos dentro do texto?

Arlen ( interrompe-o de chofre) - Dialogias, não. Logo de manhã. Esse poema é um único texto e sou eu mesmo, do princípio ao fim.

Specter (com ar desconfiado, tira um folha de papel que parece ser de revista do bolso, pára, lê um excerto com ar dramático). - Quando a noite chega e meus olhos / são uma sala vazia, quando a noite chega / e olho meus livros, os meus utensílios /com palavras na penumbra, é a hora da luz / iluminar com a sua água sobre a mesa...

Arlen ( puxando-lhe o braço, interrompe-o) - Esse poema podia hoje aplicá-lo à minha personagem?anda às voltas com a noite.

Specter ( com ironia) - Cá está, outro texto, não apenas uma personagem e um diálogo, mas duas pelo menos: a noite e tu.

Arlen (vitorioso) - Aí está, digo eu agora. A noite é pura e simplesmente antagonista.Ela não responde nada, é alheia ao sujeito poético desse poema. (Tira-lhe da mão a folha de revista.) Deixa-me ler. ?Quando chega a noite / estou cercado de perguntas, algumas / respondo, outras cingem-me os ombros ? (Lê em voz bem audível, de uma forma neutral)

Specter ( retoma o passo e arrasta o amigo) - Se incluíres esse poema no conto, em forma de prosa, ou seja como for, terás o caminho aberto para o que disseste ontem à noite.

Arlen ( pára, pensa um pouco, abre ligeiramente os braços) - Matar a personagem com um tiro no ouvido? ( leva a mão direita à têmpora e abre em ângulo dois dedos).
Specter (sibilinamente) - Puff!

(J.T.Parreira)


Fonte: http://poetasalutor.blogspot.com/2008/07/os-escritores.html

Painel controlo
  • Email:
  • Palavra-passe:
  • Lembrar dados
  • Ir administração


Torna-te membro

Email:
Últimas Photum
Autores
A Cor da Poesia
Amar e Viver
Anabela Braga
Cometa
Conceição Bernardino
Desequilibrio
Diana Balis
Ensaios poéticos
Euclides Cavaco
Helen de Rose
Ibernise
O Ser do Ente
Palavras Soltas
Paloma SteLLa
Paulo Afonso
Pedras Rubras
Pedro Lopes
Poesinel Niel
Poeticamente
Ricky Bar
Rodinha 26
Talia
Valdevino
Writer
Lar Doce Lar
Luso-Entrevistas
Luso-Comunidades


lusoblogmini.jpg

lusohi5mini.jpg

lusomsnmini.jpg

lusoorkutmini.jpg



Site Oficial
Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos
Estatísticas
Visitas (Acum./mês)
30610 / 1
 
Visualizações (Acum./mês)
161753 / 2989