Poetas

Crianças violentadas - 18Mai2007


?Bebé em coma há duas semanas terá sido agredido pelos pais?

Não entendo estes factos maquiavélicos, que destroem, maltratam, profanam, matam, crianças inofensivas. Principalmente quando estes assassinos (que não podem ser chamados por outro nome), são os próprios pais das crianças. Mesmo que não o fossem, não existe explicação para tal crueldade.
Que abutres são estes que se deliciam com o romper da carne destes inocentes prematuros, até os levarem à morte.
E os que sobrevivem que futuro terão?
Serão entregues a instituições, orfanatos, será que lhes irão dar acompanhamento psicológico, afecto para minimizar a dor, ou continuarão a ser o bombo da festa de mais alguém, (de algum psicopata que se aproveita das fraquezas, das desgraças dos outros)?
O que vão dizer a estas crianças, quando forem adolescentes, sim porque elas certamente vão sentir as marcas da solidão.
Como lhes irão explicar que foram violadas, espancadas, vitimas dos próprios pais ou de alguém?
Vinte sete meses, espancada até entrar em coma.
Nunca fui a favor da pena de morte, mas às vezes interrogo-me, que merecem estes mutantes maníacos?
Não seria, faze-los sentir as dores que provocaram a estas crianças e senta-los na cadeira eléctrica?
Ou permanecerem em prisão perpétua com trabalhos forçados.
Chega!
De se aproveitarem dos próprios traumas para traumatizar quem não tem culpa.
Chega!
De fecharmos os olhos a estas atrocidades cáusticas, que anda a fazer o nosso país por estas crianças?
A pagar os funerais, não basta!
Ninguém suporta tanta dor, eu não suporto mais as lágrimas que choro ao abrir as páginas dos jornais e ler ?bebé com apenas 50 dias de vida, chega ao hospital de Coimbra, vítima de repetidos abusos sexuais.
Chega!

Fonte: http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/2007/03/crianas-violentadas.html

Egocentrismo - 18Mai2007


Já me falta a inspiração, as forças que não tenho, calam-me!
Sou prisioneira, uma pioneira das palavras que não chegam...
Levanta-te!
Vá lá...
Não esmoreças agora,
Alguém precisa de ti.
Vá lá...
Que vais calar tu agora?
A tua dor, o teu amor...
Enquanto alguém lá fora
Nem amor tem para chorar...
Vá lá...
Olha à tua volta!


Fonte: http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/2007/03/egocentrismo.html

CONVITE - 18Mai2007




Meus queridos amigos,
Queria convidar-vos a todos para o lançamento do meu primeiro livro de poesia, que se realizará no dia 6 de Abril às 22h30 (Sexta ? feira Santa), no Blá,Blá em Matosinhos na rua Brito Capelo nº 1085.
Gostaria muito de ter o vosso apoio e presença pois nem sabem o quanto este momento é importante para mim e a vossa companhia me trará mais força.
Gostaria de quem pudesse ir pois tenho os devidos convites e gostaria de saber quem vai estar presente para entregar o convite pessoalmente.
Muito obrigada a todos.
Apareçam será um prazer conhecer-vos.
Beijinhos
Conceição Bernardino
Aqui fica o meu correio electrónico para quem quiser dar a resposta pessoalmente
conceicao.mami@sapo.pt


Fonte: http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/2007/03/convite.html

O teu aniversário ? 14/03/2007 - 18Mai2007


Eu queria ser como tu és
A mais bela,
A mais formosa das mulheres
A peregrina
Da fome e do jejum
Ajoelhada naquela pedra fria
Lavando roupa
Até ao escurecer do dia
Em troca de uns míseros trocados
Que enrolavas num lenço
Todo remendado
Alagado pelo teu suor
Para nos calares a fome
Que a tua boca renegava
Na palidez do teu rosto
Minha mãe,
Eu queria ser como tu és
A santa mais bela
De todas as orações
Hoje ajoelho-me
E beijo-te os pés
Como Madalena fez
Para sentires
A minha entrega o meu amor
Desde do dia em que nasci
Parabéns!
Minha querida
Pelos teus 72 anos
Por tudo o que fizeste
Por tudo que sempre
Foste e és...
A mais amorável das mulheres


Fonte: http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/2007/03/o-teu-aniversrio-14032007.html

Índole - 18Mai2007



Pressentimentos que se confundem
Dilatam-se em gotas de sangue
Matizando em murmúrios
Em tons avermelhados
A vida que por ti daria
Esta vida única
Que nos enaltece
Esta forma de ser
Em que procuramos
O gesto mais simples
Mais recatado, sem dor
No teu sorrir, eu vejo o meu
Sem saber se vamos voltar a sofrer
Eu sou una, uniforme
Sem pensar que também
Eu sinto frio, fome
A insónia não me larga
Faz-me companhia
Sacia o meu medo
E ficamos ali juntinhas
A ver-te dormir
Até que amanheça
O novo dia


Fonte: http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/2007/03/ndole.html

ATOCHA - 11 de Março de 2004 - 18Mai2007


As explosões eram horripilantes, pensei de momento que se tratava de alguma conduta de gás, que tivesse provocado tal detonação. Nada me levaria a pensar que horrenda tragédia estivesse tão perto da minha visão.
Então apercebi-me, quando as explosões começaram a ser sucessivas e os gritos espalhavam-se por todo o lado, que era o barulho de bombas vindas da estação de Atocha.
Desatei a correr em direcção de onde todos fugiam, mesmo sabendo que poderia morrer, não conseguia parar de pensar que meu filho único estava lá, como era habitual todos os dias.
Quando avistei aquela imagem hórrida, perdi os sentidos por uns minutos mas no meio de tal confusão ninguém dera por mim ali caída, quando voltei a mim, comecei a gritar pelo nome do meu menino, não obtendo qualquer resposta.
Minutos depois o sangue espalhava-se por todo lado, entre os feridos e os mortos que se iam multiplicando em fileiras, como se fossem fuzilados sem serem estigmatizados.
Os feridos estavam irreconhecíveis pela dor pelos estilhaços da vingança dos que saboreiam o cheiro da morte, vivia-se um marasmo de lágrimas.
Mandaram-me sair dali, mas eu ainda não tinha encontrado o meu filho estava em estado de choque, parecia uma tresloucada sem direcção.
Porque nos fizeram isto?
Porque nos sacrificam a nós, inocentes?
Porque fazem isto se Deus é Uno?
De repente ouço uma voz:
- Mãe, mãe com quem falas leva-me daqui.
Procurava-te! Meu menino, desesperadamente nas entrelinhas de Deus...
Olhei para as mãos dele, ensanguentadas, arrepiei-me:
Que foi que te fizeram meu filho estás cheio de sangue?
Não é meu mãe é de um pobre senhor, que tentei ajudar mas não resistiu, antes de morrer deu-me esta foto e disse-me:
- Essa é a minha menina, encontra-a e diz-lhe que a irei amar eternamente.
Acabou por morrer ali nos meus braços...

Hoje o medo, permanece sufocadamente nas mentes dos que sobreviveram
a dor, o asselvajamento deste dia, violentados pelo ódio das diferenças raciais, dos que só se importam com o lucro das guerras.

Conceição Bernardino ? Minha homenagem sentida...


Fonte: http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com/2007/03/atocha-11-de-maro-de-2004.html

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