01-08

A publicidade chegou a este blog! - 11Jul2007

Dentro de poucos dias (espera-se), este blog terá uma nova funcionalidade: anúncios. Como poderão ver, na coluna à esquerda, e em baixo, depois do meu perfil e do meu portfolio badge, já lá está o espaço reservado à publicidade. Serão pequenos anúncios, numa ferramenta concebida pelo Google AdSense. A finalidade não é eu ficar rico com isto, muito pelo contrário. Mas se der para pagar os futuros e pontuais registos que terei de fazer a este blog, e aos seus conteúdos, já me darei por muito contente. Por isso, ao clicarem nos anúncios estarão a contribuir para que este blog continue activo por muitos e bons anos. Muito obrigado e continuem a aparecer por aqui. Nem que seja uma vez por dia.

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/06/publicidade-chegou-este-blog.html

A outra margem (parte 7) - 11Jul2007

Dípia correu para a água, olhar aflito e os seios a balouçar. Mergulhou e deu duas braçadas, alcançando Ricardo. Encostou o seu corpo às costas do rapaz e, apertando-o por baixo dos braços dele, tentou trazê-lo para a margem. Mas nesse momento, com a pele da mulher a incendiá-lo, ergueu-se, ficando com os pés bem assentes no fundo da lagoa. A água não lhe chegava ao tórax. Dípia arregalou os olhos.
? Tu estavas a fingir que te afogavas, meu sacaninha!? ? erguendo-se também, a água desenhou uma linha agitada logo abaixo dos seus seios. ? Não acredito!
As gotas a escorrer na cara de Ricardo eram escarlates e cor de chocolate. Os olhos azuis de Dípia chispavam e as suas mamas estavam tão empertigadas como ela. Os dois mamilos pareciam acusá-lo irresistivelmente. No baixo ventre do rapaz um monstrinho emergia das profundezas. Estavam cara a cara, a muito poucos centímetros um do outro e o cheiro a flores misturou-se com os odores que a lagoa libertava, madeira e plantas a decomporem-se sem pressa. A jovem sussurrou de uma forma que quis soar áspera:
? Meu fingido, afinal sabes nadar ou não?
? Juro que não sei! ? respondeu Ricardo, sem hesitar.
O rapaz estava em apuros. Queria ter o controlo total sobre o seu corpo mas não conseguia. O seu sexo, a crescer, roçou na barriga de Dípia. Num ímpeto, ela colou-se ao corpo dele, cravando os dedos nas nádegas de Ricardo. Entreabriu os lábios e encostou-os aos do rapaz, que se lhe ofereceu num fechar de olhos. E foi então que o beijo mais doce que até àquele momento tinha provado lhe provocou uma forte mas desejada dor: o seu membro trepava duro pelo ventre de Dípia. Enleando ainda mais o rapaz, a mulher puxou-o para baixo. Ofegavam. Submergiram na água a bordo de um longo beijo e à superfície da lagoa ficaram a efervescer grandes bolhas de ar. E, num ápice, tudo acalmou.

(continua em breve)


(foto retirada de www.quintadosamarelos.com/praia_arredores.htm)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/06/outra-margem-parte-7.html

Ando a comer as palavrs - 11Jul2007

Ando a comer as palavrs
Ando com fom dels
O meu aptite plas letrs aumnta
Sempr que lig o comptadr
espaaaaaalha-se o rumor
de que and a comer as palavrs
Elas são mutilad
par / ti / das
laetarsad
lidas de sárt arap a etnerf
depois são digeridas
e cusptffffpidas
Não irá sobrar uma
Apenas esta:
fi

miam miam


(foto retirada de www.futrega.org/stek/2006/04/13/pwn_scrabble_okladka.html)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/06/ando-comer-as-palavrs.html

A outra margem (parte 6) - 11Jul2007

Ricardo estremeceu e deu um salto para a frente, como se tivesse sofrido uma descarga eléctrica. Virou-se e olhou para a mulher com os olhos muito abertos, não sentindo a água a entrar de mansinho nas suas botas.
? Como?
Dípia apontou o queixo para a outra margem.
? Foi o teu melhor arremesso de sempre. Aquela é a tua pedra da sorte. Não a queres ir buscar?
? Já te esqueceste que eu não sei nadar? E ainda por cima não tenho calção de banho comigo. Para além disso, não me sinto nada à vontade para ficar nu à tua frente!
? Bem, quanto à parte do nadar, não te preocupes, eu vou-te ensinar. Mas quanto ao facto de não teres calção não sei qual é o problema? Ou por acaso achas que eu trago algum vestido?
A jovem exibou um lindo sorriso trocista. Tinha os dentes muito certos e brancos. Passou a mão pelo queixo e continuou:
? Ah, e não tens de te despir à minha frente. Podes fazer isso atrás dessas árvores mas por mim fica à vontade... Ou achas que ficarei impressionada com o que vir?
Não conseguiu abafar uma sonora gargalhada. Ricardo encolheu os ombros mas estava irritado: ?Mas quem é esta tipa para me dizer estas merdas? Porra, é boa mas é a fazer-me de parvo!?
? Pois bem, vamos lá a ver se és mesmo mulher para me ensinares a nadar! ? com brusquidão despiu a t-shirt; sentou-se numa pedra e descalçou as botas e as meias, atirando-as para longe da margem; pôs-se de pé, desapertou as calças e, sem cair, tirou-as com fúria. Ficou apenas de cuecas pretas. ? Pronto, vamos lá!
Dípia fez que não com um dedo.
? Não sejas batoteiro. Tens de ficar completamente nu.
Ricardo abriu a boca e revirou os olhos. Foi imperativo.
? Vira-te!
? Nem penses! Depois ficas a admirar-me o rabo...
Numa raiva, o rapaz encheu-se de coragem. Voltou as costas a Dípia, tirou as cuecas, lançou-as para as ervas rasas da margem e correu para a água, não sentindo as pedrinhas do fundo da lagoa a cravarem-se nos pés. Atirou-se de cabeça num chapão pesado e nadou três ou quatro braçadas num estilo indecifrável. Mas de repente parou. Tinha a água pelo pescoço e esbracejava desastradamente numa voz engasgada.
? So... Soco... rro... Estou a afo... afogar-me...

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/06/outra-margem-parte-6.html

O arrumador de carros vai estacionar! - 11Jul2007

O autor deste blog teve a alegre notícia de que o seu conto O arrumador de carros irá ser lido na Antena1, no dia 1 de Agosto, no programa História Devida (em breve direi a hora exacta). Para além da sua leitura pelo Miguel Guilherme, o conto deverá ser publicado no 2º volume de Histórias Devidas. O autor deste blog recorda que um outro conto seu (O gato preto, que está no livro da foto) já teve igual destaque no referido programa radiofónico, tendo sido publicado no 1º volume de Histórias Devidas.
Muito obrigado a todos e continuem a acompanhar este blog. Há a promessa de que (quase) todos os dias há sempre uma história nova ou um escrito recente do autor.

(foto de Bruno Cunha)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/06/o-arrumador-de-carros-ir-estacionar-num.html

A outra margem (parte 5) - 11Jul2007

A pequena praia da outra margem era de difícil acesso. Ladeada por íngremes escarpas, só a nado ou numa pequena embarcação se poderia ter acesso a ela. Vários arbustos a brotar das reentrâncias das rochas emprestavam-lhe uma fresca sombra, apesar do sol ter o seu lugar garantido, iluminando as areias brancas e grossas da pequena enseada durante algumas horas. A praia era um local onde patos e outras aves descansavam longe do reboliço da lagoa maior, que ficava a umas centenas de metros da lagoa de Ricardo e de Dípia.
Era esta praia que estava na mira do rapaz. Ricardo fazia pontaria nela, transportando um desejo raivoso numa pedra achatada e lisa, que procurava alcançar areia seca e brilhante.
? Vai...
A pedra ressaltou mais duas vezes na água, num derradeiro esforço de descansar nos quentes grãos de areia. Mas, a escassos centímetros da margem, um último pluf afogou esse desejo.
? Foi por muito pouco...
Dípia cruzou os braços e abanou ligeiramente a cabeça. Com as mãos nos joelhos, Ricardo curvou-se numa postura de desalento. Por breves momentos o seu olhar perdeu-se na outra margem, no local onde estaria a pedra megulhada. O chapinhar de Dípia na água cresceu nos seus ouvidos. Institivamente o rapaz ergueu-se. A mulher colocou uma mão no ombro do rapaz, chegou a sua boca perto da face e beijou-a ao de leve. Depois segredou ao seu ouvido.
? Despe-te.

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/06/outra-margem-parte-5.html

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