01-08

Pessoal - 30Set2007

Perdoem-me. Este é um post com um cariz mais pessoal. Para começar tem algo raro meu: uma foto da minha fronha! Depois tem uma confissão, que se segue agora: como sabem, regressei às lides da publicidade. E, talvez não saibam, em publicidade não há horas para nada. Trabalho tipo 9 a 10 horas por dia e quando chego à noite já não tenho cabeça para escrever nem mais uma linha. Mas fiquem descansados pois a minha produção escrita não se finará, apenas será mais espaçada. Tenho a história do meu lobo solitário para terminar. Para esse conto faltarão um ou dois posts, no máximo. Não tenho o final escrito mas está desenhado na minha cabeça. Depois disso terei de arranjar mais motivos para escrever e assim de repente não tenho mais nenhum mas acho que, depois deste turbilhão inicial no meu novo trabalho, acho que é chegado o tempo de eu pensar num projecto de escrita com princípio, meio e fim, eventualmente a pensar num hipotético livro. Não quero ser nem presumido, nem taxativo, mas acho que tenho de pensar nisso mais a sério.
Continuo a agradecer o facto de lerem os meus posts (e também clicarem frequentemente nos anúncios Google Adsense). É uma óptima forma de incentivo, acreditem. Em breve estarão aqui mais contos meus, entre os quais alguns infantis.
Muito obrigado e apareçam por aqui. Nem que seja uma vez por dia.

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/09/pessoal.html

Primeiros tostões! - 30Set2007

Graças a todos vocês, em breve irei receber os meus primeiros dividendos do Google Adsense. Muito obrigado! E continuem a clicar. Basta uma vez por dia!
;)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/09/primeiros-tostes.html

Os caminhos do solitário (parte 11) - 30Set2007

O homem empunhava um longo e ameaçador pau. Mas eu sabia que não se destinava a malhar pancada. Aquele pau cuspia fogo. Já tinha visto um objecto semelhante àquele há uns anos atrás, aquando da morte do meu avô, era eu um lobito irrequieto e ingénuo. A espingarda estava pronta a disparar e apontava na minha direcção.
? Vais desta p?ra melhor, rafeiro maldito!
Não me apercebi das feições do homem. Apenas me lembro que era largo de ombros mas não muito alto. Vestia uma samarra com uma gola de pelo que lhe atolava o pescoço.
No ar ríspido e frio dessa manhã, escutei o primeiro de muitos estrondos. O silvo de um vento mortífero soprou rente às minhas orelhas murchas. Virei-me e comecei a correr pelo caminho por onde tinha entrado na aldeia. Só me restavam a fuga e algumas breves centelhas de existência.

(continua em breve)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/09/os-caminhos-do-solitrio-parte-11.html

Em busca do floco de neve - uma aventura de Xu e Biju (parte 11 e última) - 24Set2007

Por momentos ficaram a olhar para o regato mas o floco já se tinha transformado em água. A menina arrepiou-se pois fazia cada vez mais frio. De certeza que iria nevar. Ainda a pensar no floco de neve Xu disse para o seu cão:
? Vamos para casa dos meus avós. Leva-nos até lá Biju.
O caminho de regresso foi rápido. Passaram pela árvore do mocho mas este não estava lá, passaram perto dos arbustos onde tinham visto o cavalo mas este de certeza que andava por outras paragens. Já perto da casa dos avós viram o coelho que lhes perguntou:
? Viram um floco de neve?
? Vimos sim! ? Responderam a uma só voz Xu e Biju.
? Oh, eu também queria ver um... ? Disse o coelho com pena.
? Acredita que sim e verás! ? Respondeu Xu, que também tinha a esperança de ver mais flocos de neve.
De repente ouviram-se duas vozes e o coelho desapareceu.
? Xu, onde é que te meteste? Eu e a avó estávamos a ficar preocupados.
? Chamámos por ti e nada... O almoço já está frio...
? Peço desculpa. ? Disse Xu, um pouco envergonhada por se ter esquecido das horas e por se ter afastado para tão longe sem a autorização dos avós. ? Prometo que não volta a acontecer. Mas não vão acreditar no que eu e o Biju vimos no monte!
? Vá, vem para casa. Contas tudo ao almoço. ¬? Falou a avó com suavidade.
À mesa, entre muitas colheradas e garfadas, e com o calor da lareira da cozinha a aquecê-la, Xu contou a aventura que ela e o seu cão tinham vivido naquela manhã. Os avós estavam contentes por ela ter encontrado o caminho de casa mas também estavam maravilhados com a história da menina, que se prolongou por toda a tarde. E, mesmo ao jantar, Xu continuou a falar do seu floquinho de neve.
? Tenho a certeza de que irás sonhar com neve, Xu. ? Sorriu a avó.
Então, nessa noite, quando Xu estava deitada na cama, aconteceu uma coisa extraordinária. Ao olhar para a janela do quarto reparou que o vidro se enchia de pequenos pontos brancos. Muito excitada, levantou-se num instante e ao olhar melhor reparou que os pontos brancos que se colavam ao vidro eram flocos de neve. Todos eles sorriam e piscavam-lhe o olho. Era esta a grande surpresa que o seu floquinho tinha prometido! Xu não resistiu e acordou o seu cão.
? Biju, acorda! Está a nevar! Amanhã vai ser um lindo dia cheio de neve para brincarmos muito no jardim!
E foi com esta alegria que Xu e Biju adormeceram, adivinhando que o dia seguinte seria um dos mais fantásticos das suas vidas.

FIM

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/09/em-busca-do-floco-de-neve-uma-aventura_23.html

Em busca do floco de neve - uma aventura de Xu e Biju (parte 10) - 20Set2007

? Temos de voltar para a casa dos meus avós. Posso levar-te comigo?
? Não sei se poderás pois em breve irei derreter-me e transformar-me em água.
? A sério? Que pena...
? Não fiques triste. Eu tenho a certeza de que esta noite ou amanhã irás ter uma grande surpresa.
? Que surpresa? Conta, conta!
? Não posso contar. Se contasse deixava de ser surpresa.
Mas o floco de neve estava mais preocupado com outra coisa.
? Tens a certeza de que tu e o teu cão sabem regressar a casa dos teus avós?
Xu pensou um pouco mas não soube dar uma resposta. Ela e Biju tinham vindo por um caminho que só tinham feito uma vez, ao darem um passeio com o avô. Mas depois de terem falado com as cabras desviaram-se do caminho principal e agora não tinha a certeza do caminho de volta. Felizmente o cão descansou-os:
? Ão, ão! Não te preocupes, floco. Eu sei voltar a casa dos avôs de Xu. É só seguir um carreiro até ao regato, ali em baixo. Ele vai dar ao caminho por onde viémos. Depois andamos cerca de 20 minutos e chegamos lá.
? Tens a certeza? ? Responderam a menina e o floco ao mesmo tempo.
? Sim, não se preocupem. ? Descansou-os Biju, muito seguro de si.
Foi então que o floco de neve fez um pedido.
? Já que passam ao lado do regato podiam deixar-me lá?
? Mas assim afogas-te? ? Falou Xu, aflita.
? Não, não me afogo. Lembra-te que eu sou sempre água...
? Tens razão... Esqueci-me... Isso quer dizer que irás do regato para um rio e depois para o mar... Por fim evaporas-te, formas as nuvens e cais delas como gota de água...
? Ou como granizo ou floco de neve! ? Acrescentou Biju.
? É isso mesmo! E voltará tudo ao princípio. A minha vida é um ciclo que não pode terminar nunca. A vida no nosso planeta depende disso...
? És pequenino mas importante!
Deliciado com a afirmação da menina, o floco piscou-lhe o olho.
? Vá, não quero derreter neste arbusto. Tira-me desta folha e coloca-me na cabeça do Biju. Ele tem o pelo preto e eu sou branquinho, por isso não me irão perder de vista.
Com a mão muito quentinha na sua luva, Xu pegou com cuidado no floquinho e poisou-o na cabeça do seu cão, dizendo:
? Biju, tu sabes o caminho, leva-nos até ao regato mas por favor nada de correrias! Não quero que o floquinho caia no chão e se perca de nós.
? Não te preocupes. Serei muito cuidadoso.
E lá se puseram os três a caminho do regato. Este serpenteava por entre a floresta mas como tinha chovido pouco não levava muita água.
¬? Floquinho, tens a certeza de que queres ficar neste regato? É que ele não tem muita água...
? Mais uma razão para ficar nele. E não te preocupes, nos próximos dias ele terá muita água!
Xu confiou nas palavras do floco de neve mas estava triste. Teria de se separar daquele frágil, brilhante e cristalino floquinho, tão bonito com os seus seis braços, tal como a avó lhe tinha dito. Tanto a menina como o seu cão estavam com lágrimas nos olhos.
? Não vos quero ver tristes. Quem sabe se não voltarei em breve? E eu transformo-me sempre, certo?
? Certo... ? Responderam Xu e Biju, tentando ficar mais animados com as palavras do floco. Depois, sempre com cuidado, Xu tirou-o do pelo de Biju e colocou-o na corrente do regato. Antes de desaparecer na água o floquinho disse:
? Até um dia destes Xu e Biju. Agora vão para casa. E não se esqueçam que esta noite terão uma grande surpresa.

(continua em breve)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/09/em-busca-do-floco-de-neve-uma-aventura_20.html

Em busca do floco de neve - uma aventura de Xu e Biju (parte 9) - 19Set2007

? O que é que uma menina e um cão fazem sozinhos neste monte?
O mocho tinha razão: os flocos de neve falavam! A voz deste floquinho era leve e cristalina e entendia-se muito bem. Agora o floco descansava da sua descida, mostrando os seis brilhantes braços de cristal, algo que todos os flocos de neve possuem. Ainda maravilhada e surpresa a menina disse ao floco:
? Eu e o meu cão nunca tínhamos visto um floco de neve e como os meus avós disseram-me que hoje era capaz de nevar viémos para a montanha à procura de um...
? Há muitos anos que não vinha para estas paragens mas finalmente vim ter aqui de novo. Sabes, não sou eu quem decide onde vou poisar. Essa decisão é das nuvens e do vento...
Xu interrompeu o floco:
? Mas tu já estiveste aqui? Como foi isso possível?
A menina estava um pouco confusa. Mas o floco ia explicar tudo muito bem explicadinho.
? Como já deves saber, eu sou feito de água mas ao longo da minha vida passo por várias transformações. Como gota eu formo os rios, os lagos, os mares mas depois evaporo-me com o calor do Sol e formo as nuvens. Quando estas ficam mais frias o vapor transforma-se uma vez mais em gota de água que depois cai e volta de novo aos rios, aos lagos, aos mares. Mas quando faz muito frio eu solto-me das nuvens como bola de granizo ou como floco de neve...
? Eu e o meu cão já vimos granizo...
? Acredito. ? Respondeu o floco de neve. E continuou:
? Não sei se esta tarde ou esta noite vão cair mais flocos de neve mas eu tive sorte em descer aqui outra vez. É que gostava de poisar nesta montanha pois foi aqui que eu caí como neve pela primeira vez e depois sabia que tu e o Biju andavam por perto e queria que me vissem mas sem se perderem na floresta...
Foi então que Xu se lembrou das palavras da avó: ?Não vás para longe?. Ela e Biju já há algumas horas que andavam pela floresta e pela montanha. Tinham de regressar.

(continua em breve)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/09/em-busca-do-floco-de-neve-uma-aventura_18.html

Em busca do floco de neve - uma aventura de Xu e Biju (parte 8) - 18Set2007

De asas bem abertas, o falcão fazia grandes círculos nos céus cinzentos. Mas assim que ouviu o chamamento de Biju juntou as asas e mergulhou num voo picado. Num instante a bonita ave pousou numa rocha perto deles. Coçou algumas penas com o bico e perguntou:
? Chamaram-me?
Tanto Xu como Biju ficaram muito espantados com o rápido voo do falcão. Num momento estava lá em cima a pairar e logo de seguida estava ali, ao pé deles. ?Que pássaro fantástico!?, pensaram os dois.
? Sim, chamámos... Sabe, senhor falcão, eu e o meu cão andamos à procura de um floco de neve. Já falámos com o coelho, com o cavalo, com o mocho e com as cabras mas nenhum deles viu um floco de neve hoje. Por acaso viu algum?
Mal a menina tinha acabado de fazer a pergunta já o falcão subia nos ares como uma flecha. Subiu, subiu, subiu, descreveu um grande círculo e depois, num abrir e fechar de olhos, desceu de novo, poisando perto de Xu e de Biju.
? Se ficares aqui sossegada terás uma grande surpresa. Olha para cima...
Xu não entendeu muito bem o que o falcão quis dizer mas pôs-se a olhar para as nuvens. Ela sabia que os falcões viam muito bem mas por momentos pensou que ele estivesse a brincar. A menina olhou, olhou, olhou e de repente...
? Ão, Ão, Xu acho que vem aí um floco de neve!
De olhos postos nos céus, a menina ficou ainda mais agitada do que o seu cão.
? Onde? Onde?
Com o nervosismo, ao princípio Xu não viu nada mas passados alguns momentos reparou que um pequeno floco de neve bailava no ar, dançando ao ritmo da brisa gelada. Descia lentamente, muito sossegado, como se estivesse à procura de um bom sítio para poisar. Ao lado de Xu encontrava-se um arbusto com umas folhas pequenas e estreitas. O floquinho estava nos últimos metros da sua suave descida e dirigia-se precisamente para o arbusto. Biju dava pulos de contente mas Xu estava receosa.
? Xu, pára quieto! Ainda assustas o floco! Não quero que ele vá poisar longe de nós.
Biju obedeceu e já mais sossegado pode ver como era maravilhoso ver o floco a dirigir-se para perto deles.
E foi assim que, numa manhã fria e cinzenta de Dezembro, Xu e Biju viram o primeiro floco de neve das suas vidas. O pequeno farripo branco escolheu uma das folhas mais confortáveis do arbusto para se instalar. Depois olhou à sua volta e deu de caras com dois pares de olhos muito espantados e curiosos: uma menina e um cão olhavam para ele boquiabertos.

(continua em breve)

(foto de Bruno Cunha)

Fonte: http://1-por-dia.blogspot.com/2007/09/em-busca-do-floco-de-neve-uma-aventura_16.html

Painel controlo
  • Email:
  • Palavra-passe:
  • Lembrar dados
  • Ir administração


Torna-te membro

Email:
Últimas Photum
Autores
A Cor da Poesia
Amar e Viver
Anabela Braga
Cometa
Conceição Bernardino
Desequilibrio
Diana Balis
Ensaios poéticos
Euclides Cavaco
Helen de Rose
Ibernise
O Ser do Ente
Palavras Soltas
Paloma SteLLa
Paulo Afonso
Pedras Rubras
Pedro Lopes
Poesinel Niel
Poeticamente
Ricky Bar
Rodinha 26
Talia
Valdevino
Writer
Lar Doce Lar
Luso-Entrevistas
Luso-Comunidades


lusoblogmini.jpg

lusohi5mini.jpg

lusomsnmini.jpg

lusoorkutmini.jpg



Site Oficial
Luso-Poemas - Poemas de amor, cartas e pensamentos
Estatísticas
Visitas (Acum./mês)
30610 / 1
 
Visualizações (Acum./mês)
161762 / 2998