Teresa
APELO - teresa - 25Jun2008
Há em mimUm apelo à terra
Sair desta guerra
Dar milho ás galinhas
Ouvir as andorinhas
Acordar pela manhã
Colher uma maçã
Regar o jardim
Sentir o perfume
do jasmim
Podar a roseira
Debulhar o milho na eira
Há em mim
Um apelo à terra
Deixar a cidade
Subir a serra
Tocar o céu
Beijar a lua
Envolta num véu
E ser somente tua
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=41604
Eu Mar... - teresa - 25Jun2008
Esta noite olhei o luarNaquela nuvem
Imaginei-te a passar
Por trás da lua
Um anjo
Sorria a espreitar
E eu mar...
Nas ondas tranquilas
A bailar
Abracei o mundo
Neste sonho de encantar
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=40530
Poema sem rima - teresa - 25Jun2008
Um poema sem rimaUm sonho que se lastima
Um novo dobrar da esquina
Um sorriso que brota
E de novo a esperança
No voo de uma gaivota
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=37080
CHORO - teresa - 25Jun2008
ChoroPelas palavras
Que não disseste
Pelo gesto que não fizeste
Pelo sorriso que não deste
Choro
Pelas flores por regar
Pela rotina mudar
Pelo passeio da tarde
Que tanto gostava de dar
Choro
Pelo pão quente da manhã
Pelo gato a dormir
Na doce manta de lã
Choro
Pelas horas paradas
Na velha torre da aldeia
Em cadentes badaladas
Choro
Pelo orgulho magoado
Pela historia do passado
Por já não estar a teu lado
Choro
Por tudo ter acabado
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=36776
HORIZONTE - teresa - 25Jun2008
Vou caminhandoEm terra batida
Sinto-me cansada
E muito abatida
tropeço nas pedras
Nas pedras da vida
Continuo andando
Lambendo a ferida
No horizonte
A estrada asfaltada
Continuo andando
Mas muito cansada
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=35675
SEM TÍTULO - teresa - 25Jun2008
Hoje choro com a chuvaGrito com o vento
Sinto angustia
E a alma em lamento
Hoje sinto o abandono
A distância
O esquecimento
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=35086
VENDAVAL - teresa - 25Jun2008
Pudera eu entenderO grito do vento
Este desânimo
Este lamento
Pudera eu entender
O que lhe causa
Tanta dor e sofrimento
Esta raiva ou razão
Esta louca agitação
Pudera eu entender
Porque chora o vento assim
Porque tantos gritos dá
Num desespero sem fim
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=35085



