Teresa
ÁGUAS CALMAS - JoséSilveira - 02Jun2008
A partir de hoje não agitarei minhas águas,Não há mais neblina encobrindo esse enlace.
Quero as nuvens do céu refletindo em mim.
É meu desejo que seus olhos vejam minha face.
Vem, emirja nua e alva, vestida só de alma,
Das águas calmas e cristalinas do meu ser.
Sou lago silencioso, quase sem mistérios meus,
Foram desvendados, todos, mergulhos seus.
Não impedirei as suas incursões abissais,
Nesse meu mundo submerso sem tempestades.
Enquanto estiveres em mim, te darei prazer,
Sentirá em sua tez, o desejo que te apraz.
Deixaras de pensar mim, submersa em mim,
Afagarei teu corpo com minhas águas cálidas.
Ficarás embriagada, nos tons verde-azulados,
Submersa em mim, só pensarás em mim.
Saciarás tua sede de tudo que o meu ser pode dar,
Meus elementos te envolverão em corpo inteiro.
Serão afagos com carinho, amor e muitos beijos,
Dê-me você, minhas águas vão te fertilizar.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=39468
FUGI - teresa - 13Mar2008
Fugi por não tratares de mimSenti-me a secar no teu jardim
Fugi porque de desânimo murchei
Fugi porque sem água sequei
Quero ser replantada
Onde possa ser cuidada
E devidamente amada
De novo quero reflorescer
Com muito amor e alegria
Num qualquer doce amanhecer
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=32148
RASGUEI - teresa - 09Jan2008
Escrevi apagueiVoltei a escrever
Amassei e rasguei
Gostava de escrever
De multiplicar a palavra
Como semente
Que cresce forte
Em terra fertilizada
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=26236
ANO NOVO - teresa - 02Jan2008
Em dia de Ano NovoRenasço do laço
De papel amassado
Do caixote aqui do lado
Renasço na esperança
Do sorriso de uma criança
Renasço no sonho
Dos versos que componho
Renasço no acreditar
Que o Mundo possa mudar
Renasço para a vida
Sem mágoa e sem ferida
Renasço num novo laço
De um outro embrulho
Que tenha dentro
O amor a alegria
E a esperança no futuro
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=25734
Laço de papel - teresa - 23Dez2007
No Natal hibernoE espero
Que passe o inferno
Das ruas engalanadas
Das mulheres perfumadas
Das prendas atrasadas
Das luzes cintilantes
Das tias deslumbrantes
No Natal hiberno
E escondo-me
Do mundo moderno
Onde o embrulho e o laço
Subsistuem o abraço
E depois de tudo apagado
Do papel amachucado
Renasço num laço
Rasgado e abandonado
No caixote aqui do lado
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=25263
SÊCA - teresa - 12Dez2007
Arrumo com tristeza cada letraPoiso na secretária a caneta
Escrever não sei mais
Tudo o que me ocorre
São frases banais
Sinto saudade de cada palavra
Saudade de cada momento
Como se de mim
Fugisse o sentimento
E as palavras
Voassem com o vento
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=24455
DESASSOSSEGO - teresa - 13Nov2007
Escrevodesassossegos da mente
Sou rio que corre
Ora veloz
Ora calmamente
Sou comboio
Que pára
E arranca de repente
Sou rua estreita
E sinuosa
Sou roseira brava
E espinhosa
Sou grito aflito
Sou sorriso
Indeciso
Sou a certeza
Da incerteza
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=22042



