Teresa

DESASSOSSEGO - teresa - 13Nov2007

Escrevo

desassossegos da mente

Sou rio que corre

Ora veloz

Ora calmamente

Sou comboio

Que pára

E arranca de repente

Sou rua estreita

E sinuosa

Sou roseira brava

E espinhosa

Sou grito aflito

Sou sorriso

Indeciso

Sou a certeza

Da incerteza


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=22042

ESPERA - teresa - 05Nov2007




Espera
Não vás tão depressa
Espera
A estrada não é essa
Fico parada
Nesta encruzilhada
Não consigo andar
Vou ficar
Vou voltar
Não consigo
Teus passos acompanhar
Estou perdida
Esquecida
Nesta estrada sem saída






Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=21365

ARREPIO - teresa - 03Nov2007

Quando a cabeça dói

O coração aperta

A noite é longa

O sono desperta

Quando a angustia

Se instala

E tudo à minha volta

Se abala

Sinto um estranho arrepio

E penso que tudo na vida

Está por um fio


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=21264

O ESTRANGEIRO - teresa - 29Out2007

Por mim passou

O estrangeiro

E nem para mim olhou

Estendi-lhe a mão

Para que me ajudasse

E desta angustia me tirasse

Passou por mim

Como de nada se tratasse

E alheio ao meu grito

Os seus passos

Se perderam

No vazio do infinito


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=20851

ANARQUISTA - teresa - 25Out2007

O meu lado anarquista

Diz-me que de preconceitos

Me dispa

Sem horários de trabalho

Sem papeis assinados no notário

Sem facturas e recibos

Sem registos e arquivos

O meu lado anarquista

Nunca me perde de vista


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=20605

BOM SENSO - teresa - 24Out2007

Se o meu pensamento falasse

E tivessem oportunidade de ouvir

De certeza que só me restaria fugir

Penso demais, podem crer

E penso sem saber

Que pensando até vos possa ofender

Mas tranquilizem-se

Que eu não digo o que penso

Sempre fui uma rapariga de bom senso


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=20515

DESPOJADA - teresa - 21Out2007

Quanto mais o tempo passa

Mais me sinto despojada

E o muito para mim é nada

Como da brisa do mar

Bebo do teu sorriso

E adormeço nas marés do teu olhar


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=20305

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