Poemas
NGOMAS (TAMBORES) DO SUL - Namibiano - 19Jul2008
A ngoma tem a pele negra
boi, vaca ou pacassa
troando a noite antiga da tradição
às mãos negras do tocador.
Eu queria ser ngoma, kissange, dicanza...
vibrar como ngoma velha de pele negra
e como os outros, num grito universal,
proclamar aos mistérios da selva, da savana
e do mundo inteiro e imundo
a impossível renúncia que aflora à alma
como albufeira imensa do Cuanza distante.
Eu queria ser ngoma, kissange, dicanza...
na Rota do Sul perdida e por achar
nas ondas da calema
e na maré louca para voltar.
Ba-tam-tam-tam; ba-tam-tam-tam
ritmo de ngomas
ngomas do mato
angolana saudade dos batuques do Sul
desse meu Sul: rota antiga imortal
vibrando-vibrando na alma ngoma
despida de sal.
Aiuê! minhas ngomas do sul da saudade.
Ba-tam-tam-tam; ba-tam-tam-tam...
Namibiano Ferreira
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44842
Hoje, Finalmente Vi!!! - PauloAlves - 19Jul2008
Hoje vi finalmente, o fogo de real esplendor,Teus olhos, duas labaredas perpetuadas em forma de desenho,
Pelas nobres mãos de um imortal pintor...
Hoje vi finalmente, antologia invicta, concreta,
Teu rosto, pura poesia, concebida em forma de escrita,
Pelas mãos nobres de um imortal poeta...
Hoje, finalmente vi em mim, o manto do amor,
Teu corpo, sonho real moldado na fantasia,
Pelas nobres mãos de um imortal escultor...
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44841
VOU ADMIRAR AS PERNAÇAS - Alberto da fonseca - 19Jul2008
Esta bela e velha carcaçaVai tentar descansar
E para longe esvoaça
Se poisando à beira mar.
E na praia de areia quente
Deitarei meu esqueleto cansado
Admirarei o ambiente
E as beldades por todo o lado.
De cabelos negros ou loiraças
Que nos meus olhos vão desfilar
Admirarei as pernaças
Que por mim irão passar.
E o Sol que vai aquecer
Meu corpo por todo o lado,
Decerto que me irá apetecer
De ficar a dormir acordado.
Mas nada mais posso fazer
Constantemente vigiado
Pelos olhos da minha mulher
Que me deixou bem algemado.
A. da fonseca
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44840
A MINHA CEARA DE AMOR - Alberto da fonseca - 19Jul2008
Mondei as eras danimhasDa minha ceara de amor
Para que cresçam papoilas
Que dos teus lábios têm a cor.
Teus cabelos são como o trigo
Loiros, soltos ao vento.
Ondulados como eu gosto
São ondas de sentimento.
Ondas onde quero navegar
Envolto em mar salgado
Que é o gosto da tua pele
No teu corpo enamorado.
O meu, enamorado do teu
Que nele se procura enrolar,
Para gritar bem alto ao Céu
Quanto ele te quer amar.
E a minha ceara de amor
Onde as papoilas cresceram
Foi para sempre o Paraíso
Onde nossos amores viveram
A. da fonseca
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44839
O ANTES, DURANTE E, O... DEPOIS! - S.A.Baracho - 19Jul2008
A Humanidade, quase que em geral, tem se perdido nas suas decisões finais, irrefletidas pela imprudência analítica das eventualidades, pelas quais, trafega no seu dia-a-dia, em comunhão (ou, não!) com outros parceiros.Tudo o que existe material ou, não! Tem a composição orquestrada pelo Princípio, Meio e Fim e/ou, O Antes, Durante e, o... Depois!
Fugindo da regra correta desses axiomas, o Final ou, o Depois, a consumação dos atos efetuados se tornou venais, por não ter as veias que o ligue ao Princípio e, ao Meio da sua origem, portanto, se tornarão uma colcha de retalhos a cobrir o saber, a fortuna e a fartura, deixados no descaso e, no esquecimento, ao não aquilatar os prós e os contras do caminho percorrido, onde, só visou o Final, deixando nos nichos do descuido, o que aprendeu, sem apreender totalmente, nas fazes do Início do Antes e, do Durante, a metade do caminho percorrido, dessa forma, se tornando um finalista sem merecimento ou, capacidade de continuar... Vencendo! Por lhe faltar a base primordial antecessora ao ponto galgado, mascarado, assim, como ápice ou, apogeu!
Sou um observador e analista, apenas, empírico! Por não ter podido sair do Antes e, do Durante, a caminho das faculdades, porém, mesmo assim, ouso apresentar alguns tópicos a respeito do referido neste modesto texto, a saber:
—Nos meus 71 anos de existência (Idoso e, não... Velho!) tomei conhecimento de muitos dirigentes ocupando altos cargos ou funções e, tendo por auxiliares imediatos (ou não), pessoas muito mais capacitadas que, no entanto, não tiveram condições de sair do Antes e do Durante! Por várias razões.
—Temos Leis e Regulamentos esdrúxulos, a maioria deles dizendo ou, dando a entender forçosamente, que “Todos somos iguais perante a Lei!” o que, na verdade, não acontece, portanto, são conclusivos, mas, não dão o direito a quem o merecer, deixando os ignorados no Antes e, no Durante, sem os meios de se igualarem a Todos!
—Até nas Igrejas há os privilegiados do escol, com os demais ficando no Início, no Meio e no Durante, muito embora, a Fé não exija comparações, benesses ou, qualificação e, sim, apenas, crer em... Deus!
—Se dermos uma festa de nosso aniversário ou, outra comemoração pessoal e, ter como convidados, os seus amigos, dentre Eles, se encontre alguém, ou alguns, de função, cargo ou diploma universitário, veremos que, a maioria dos cumprimentos, abraços e relacionamentos afetivos, não virá para você e, sim, para os seus convidados ilustres, isso, é dar maior valor ao Fim, deixando, praticamente de fora, o Durante que, no caso, seria você o... Aniversariante!
Vou parar por aqui para não ferir mais melindres, pois, tenho muitos amigos que dão mais valor aos diplomas, doutores, chefes etc do que a este mero empírico, todavia, acredito que, o mesmo, ocorre com a maioria dos meus raros leitores.
Este meu texto não é uma censura aos formados nas Universidades, pelo contrário, os invejo! Em razão de ter ficado pelo caminho, estacionado no Meio ou, no Durante, no meu trajeto vivencial, todavia, o meu Texto pode ser considerado como uma censura a quem, tendo se formado doutor, sepultou nas suas atitudes de Ilustre e formado, os caminhos percorridos no Início, Meio e Durante, só se ufanando e, exibindo o... Fim! Que é a sua formatura! Com isso, desmerecendo e humilhando aos que ficou, por várias razões, alheias a sua vontade, pelo Meio e, o Durante! Da... Vida!
A nossa Sapiência é como o gis, ao qual, se queira aparar: A cada corte lhe feito... Espalha o pó pelo ar!
Sebastião Antônio Baracho.
conanbaracho@uol.com.br
Fone: (31) 3846-6195
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44838
Inclino-me...(Dedico ao poetta Ulysses Laluce) - Dolores - 18Jul2008
Nesta madrugada esqueci-me do meu olharE o vento limitou-se a zombar de mim
Por não ver o sol se levantar
E assim...
São os momentos em que fujo de mim
E nas águas calmas de qualquer rio
Me limpo e acordo a criança adormecida
São os momentos de nostalgia
Entre a limpidez da alma e um coração despido
Inclino-me...sou eu
Sou assim...
Dolores Marques
(Agradeço ao poeta e amigo Ulysses Laluce, pela inspiração)
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44713
Quem Sou - Juraci Rocha Silva - 18Jul2008
SouO grito do desesperado
O amparo do abandonado
Sou a esperança
O futuro da criança
Sou
Do cego à luz
Do malfeitor a cruz
Sou defensor da liberdade
Avessos à maldade
Sou
Do surdo à audição
Dos inválidos a ação
Sou do mundo a voz
Do corrupto o chicote atroz
Sou
Contra os sistemas perversos
Sou construtor de versos
Sou a razão da existência
Sou a sua consciência
Cenas poéticas
Juraci Rocha da Silva - Copyright (c) 2006 All Rights Reserved
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44712



