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BP



CINDERELA CHOPING CENTER *
01Mar2008 01:20:00
Publicado por: Ibernise
CINDERELA CHOPING CENTER *


Numa loja de departamentos de um grande choping center, a bela funcionária da manutenção caminha com seus apetrechos de limpeza num rebolado que pára os corredores... Blusinha aberta dois botões... Só pra sombrear... Intermitentes réstias de luz, de onde quer que viessem, encontrariam aquele busto avantajado, naquele decote improvisa



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SOUVENIR DE AMOR *
01Mar2008 01:00:00
Publicado por: Ibernise



SOUVENIR DE AMOR *




               Aquele final de tarde, parecia comum, a patroa colocava algumas roupas na corda e cantava, acompanhando a Gal, com o som no último volume...
              _



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Extrema unção
29Fev2008 01:40:00
Publicado por: Edi

Amo.

Porque ao coração apunhalado,

Em ferida aberta,

Não existe o imperdoável.

Meu amor se apóia na injúria

E no desprezo atroz

Para sustentar a graça inextinguível

Da esperança.

Amo.

Porque ao coração flagelado,

Em chaga viva,

Não vinga a bruta pena do esquecimento.

Meu amor, envolto em vida e verdade,

Me concede a glória dos poetas,

A perseverança dos sábios,

A compreensão dos santos

E a certeza dos convictos.

Amo.

Porque ao coração lacerado

Por tão divina dor

Não existe analgesia,

Todo o momento é o derradeiro

E nem mesmo a morte silencia.

Edi




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Anjo...
29Fev2008 01:30:00
Publicado por: Edi

Aconteceu em uma noite doce,

Meu coração não esquece:

Deparei-me atordoada

Com tua imagem etérea

E não eras sonho.

Anjo encarnado em poeta,

A ti abri a porta

E encheste de aves risonhas

A imensidão do meu céu.

Nobre e sábio,

De puros anseios,

De ternas palavras,

Tuas brancas asas

Põem suavidades de nuvens

No que quer que toquem.

Que venhas sempre, anjo,

Inda que debilitado,

Lânguido, abatido,

Extenuado ou fraco,

Inundar de inefável poesia

Minha meia-noite.

E ocuparemos, nós dois,

O mesmo lugar no espaço.

E seremos, anjo,

Na noite escura,

Um só relevo...


Edi






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Eterno amor (I)
29Fev2008 01:30:00
Publicado por: Edi

Juntos estaremos

Quando à nossa porta

O tempo bater, intransigente.

Estaremos um no outro alicerçados

Quando nos cair noite infinita

E juntos dormiremos...

Sim, seremos puros ainda

E entrelaçados morreremos.

Dançaremos nas estrelas,

Nus como anjos,

Cantando à morte e à felicidade

E na escuridão do paraíso nos amaremos,

Assombrando a eternidade.

 

Edi




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POEMAS DE IBERNISE
29Fev2008 01:10:00
Publicado por: Ibernise




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ÁRVORES... *
28Fev2008 23:50:00
Publicado por: Ibernise
ÁRVORES... *

Ando cantando nos galhos de minha árvore,
Numa dança de movimentos ágeis,
Numa felicidade infantil...

Sinto a leve brisa atravessar
A folhagem e tocar meu rosto,
Se espalhando em meu corpo,
Leve e solto,
Nesta carícia, deliro...

Sopro tépido que me envolve
A alma e me acalma...



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Dignidade
18Fev2008 20:20:00
Publicado por: Edi

Por ti definho, murcho,

Ardo em saudade,

Em dor que não cessa.

Busco teus sinais

Na escuridão que me envolve,

Na luz que não vejo,

Na voz que não ouço

E penso a morte...

Vejo-te por um momento breve

E me escapa um oi quase mudo

Quando o que eu queria era ignorar-te.

Por ti calo em mim

O brio que não tenho,

O orgulho que me humilha,

A palavra que me enclausura

Dentro do nada.

Por ti fecho os meus olhos cansados

E presto-me a mais uma noite insone,

Onde beberei o veneno do amor próprio

E a angústia da dignidade.

 

Edi





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Vida, vida...
18Fev2008 20:10:00
Publicado por: Edi

Doce vida que me passa,

Não posso ter-te por inteiro,

É desilusão que me abraça.


 

Tenho em mim coração primeiro

De anseio, medo, insegurança,

Conteúdo talvez o derradeiro.


 

Vejo-te e sonho esperança,

Presa eterna de falso amor

Tenho fel só, na lembrança.


 

Turva a vista a minha dor,

Nada há que possa ver

Senão do passado o amargor.


 

Como vida, a ti viver

Se longe de mim o amar

E perto, em verbo, o sofrer?


 

Morro há tempos sem chorar,

Vitimada por negra ilusão

Que te impede de viçar.


 

Retenho de ti a escuridão,

Pobre alma minha, anormal,

Branco fantasma da solidão.


 

Minha boca te prova o sal,

É o mel que tens para mim.

Justo prêmio, o saldo, esse mal.


 

Doce vida, onde teu fim?

Onde me abraçará a morte?

Em que lábio mora teu sim?


 

Tanto não em minha sorte!

Tanto sangue meu derramado!

Tão profundo, vida, teu corte!


 

És poema meu, malogrado.

Que conta mudo uma história,

Uma vida, um passado...


 

Edi





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Meu corpo sem o teu
18Fev2008 20:00:00
Publicado por: Edi

Meu corpo sem o teu

É um resíduo de alma,

Descolorido, imanifesto, assexuado.

É simulação de sobrevivência,

Um estouvamento,

Um desperdício de ar, respirar sem ti...

Meu corpo sem o teu

É aderência cega à vida,

Ao mundo, à beleza alada da existência.

Um despropósito lívido, vaidoso e oco.

É um espécime abundante do nada,

Embriagado de razões,

De parênteses, de interrogações.

Nivelado à linha da nossa história, deplorado.

Contido por amarras da memória,

Depois de mal acompanhado, só!

Toda a graça, meu corpo sem o teu,

É uma farsa!

 

Edi





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FILOSOFAR
15Fev2008 18:00:00
Publicado por:
O FILÓSOFO ESCONDIDO
NA DANÇA DO SEU ESTAR
ABRE A BOCARRA E VOMITA
OS ÍDOLOS DO SEU PRAZER
VISCOSAMENTE).

...E NAS BORRAS DO QUE É DITO,
NESTE ETERNO JOGO DA PALAVRA
RESSACAM-SE GARGANTAS ,
REPETIÇÕES.

OS FILÓSOFOS SÃO POETAS ADORMECIDOS,
QUE SONAMBULANDO AMBULANTES E SÓS,
JAMAIS SE ESQUECEM QUE ESTÃO ESQUECIDOS
SOFRENDO POR SI



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FILOSOFOS
15Fev2008 17:50:00
Publicado por:
III PARTE
RATIO / SAPIENTIA
...................................................................................................


HOMENS,
DOENTES ENTES
ROCHEDOS DO MAR.

GOELAS ENCHARCADAS PELOS HÁLITOS
DE VINHOS SUAVES E EXTASIANTES...
OS FILÓSOFOS SÃO HOMENS BÊBADOS,
PARIDOS NO ALCOOL
QUE NESTE ESTAR PERMANENTE
PERMANECE...

EM ÁCIDOS RUBROS DOS TIN



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A SOLIDÃO DAS MULHERES POETAS
15Fev2008 15:20:00
Publicado por: sandrafonseca7
  

Eu

Faço versos

Como quem ora,



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NUMA PALAVRA
15Fev2008 15:20:00
Publicado por: sandrafonseca7

 A alma,

Invisível, se revela,

Quando alinho-a

Paralela,



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Condenação
13Fev2008 19:00:00
Publicado por: Edi

Quero dissecar o teu íntimo,

Investigar tuas dores,

Com olhar minucioso saber

Se és água ou se és sede,

Se convés ou porão,

Mas ou navio,

Amor ou perdição.

Quero especular tua vida,

Interrogar teus princípios,

Desmascarar teu orgulho.

Quero identificar teus pecados

E ao julgar-te culpado,

Enclausurado em meu peito

Expiarás teus delitos

E meu corpo, cela fria,

Será tua pena perpétua,

Onde te calarei os gritos...

Edi




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Martírio noturno
13Fev2008 18:50:00
Publicado por: Edi


 

Nas noites silenciosas

Em que me esqueces

Eu me pego a imaginar

Como tu dormes,

Em que leito

Debruças a fadiga tua,

Em que corpo te enlaças

Na escuridão do teu quarto.

Mantenho-me alerta

A rastrear os teus gestos,

Tuas palavras,

Teu ser abstrato.

Bebo a agonia

De pensar outra boca

Matando-te as sedes

Enquanto eu me reviro na cama

Sofrendo sozinha

O silêncio branco

Das paredes.

Pergunto ao breu

Por que nome tu chamas,

Em delírio

E a quem procuras com as mãos

Na madrugada insone

Em que padeço à memória tua.

Quando vejo o sol

A me roubar os devaneios

Levanto-me sem ter aplacado o sono,

Digo bom dia ao dia

E tento sorrir.

Enquanto outra noite não cai

Eu existo:

Renasço do nada

E me esqueço de ti!

Edi





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O punhal
13Fev2008 18:40:00
Publicado por: Edi

                                                                         Quando deu por si era uma moça,

                                                                         Dezoito anos em um corpo esguio.

                                                                         A face branca, boneca de louça.

                                                                         Dentro dos olhos um luzir sombrio.


 

                                                                        Os lábios virgens pareciam ter

                                                                        Rubras saudades do beijo não dito

                                                                        E as mãos sem gestos queriam dizer

                                                                        Ao céu, ao mar, a todo o infinito


 

                                                                       Que o mundo a si fez mal acabado

                                                                       E que o punhal adeus, no peito fincado

                                                                       Era o gume do amor cravado na sorte.


 

                                                                       Abriu-lhe a bainha, como num sonho

                                                                       E sabendo a terra um lugar medonho,

                                                                       À beira da vida entregou-se à morte. 

                                                                       Edi

                                                                     



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Casa abandonada
13Fev2008 18:40:00
Publicado por: Edi

Volto cabisbaixa à casa antiga

De onde saí, cabeça erguida,

Eu, que jurei jamais voltar,

Arrombo a porta para entrar.


 

Sento-me, tiro os sapatos,

Tão cansada dos meus atos.

Na sala enorme a perecer

As mobílias do meu ser.


 

Tudo cheira a abandono:

O quarto que me vigiou o sono,

A varanda fria, o corredor...


 

Abatida em vergonha e horror

Tateio, procuro na dor

O fantasma do senhor meu dono.

Edi





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Quase um soneto
13Fev2008 18:30:00
Publicado por: Edi

O relógio cego na parede

Mente, esconde, forja a vida.

Me prevê dias sem sede

E analgesia à ferida.


 

Cada algarismo uma letra torta

Onde navego eu sem ponteiro,

À espera, numa hora morta,

De escrever amor, o verdadeiro.


 

No tempo que em mim passeia

Todo minuto dança à dor.

É carnaval: tudo se pavoneia.


 

Vê, relógio, em que me meto!

Eu vivi, quase, um amor.

E, quase, fiz um soneto!


Edi




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Decantação
11Fev2008 22:10:00
Publicado por: Edi

É vinho ou veneninho o amor?

E que me ama é louco ou ator?

Em que taça ensaia a maldade

De beber a mim, sem vontade?


 

Brinda com a sorte minh’alma

Em fino cristal verte meu,

O insano que me pede calma

Enquanto degusta o resto de mim.


 

Em nele morrer eu morro em dobro

E choro a borra, o gosto salobro,

O mal violento da decantação.


 

Sucumbe meu corpo à embriaguez

Levando pra morte a ambição

De vê-lo ter sede outra vez.


Edi





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