| À tua espera... |
06Jun2007 00:00:00 |
| Publicado por: Vera Silva |
 Tanto tempo de profunda dedicação Em que te entreguei o meu puro coração, Minha alma, todo o meu ser, Minha alegria, meu intenso querer, Esperando apenas de ti, amor Uma entrega com ardor, Um carinho, uma atenção, Um beijo na escuridão Da noite, que partilhamos com a lua, Onde és meu e eu sou tua. Hoje e sempre estarei aqui Ao teu lado, e espero de ti Ansiosamente e com esperança Que vejas que já não sou criança, Que me olhes e me chames, Que sejas meu Amigo e me ames!
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| A CANTIGA |
04Jun2007 17:20:00 |
| Publicado por: |
A CANTIGA QUE DIZ A SAUDADE
ANTIGA E ANCESTRALMENTE VEM
TRAZ O TEMPO DA IDADE
DA IDADE QUE O TEMPO TEM.
LÁ NO CENTRO, NO EXTREMO
LITORAL-SUL DO NOSSO CENTRO
ESTÁ UM PONTO TÃO PEQUENO
QE SÓ TEM NADA DENTRO.
AÍ, NESSA BRINCADEIRA CIGANA
TENHO UM SER ESCONDIDO
UM SER DEUS QUE É BANDIDO
PORQUE NÃO SABE...SÓ AMA.
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| Vai-te amor |
01Jun2007 00:00:00 |
| Publicado por: Vera Silva |
 Vai amor, para fora! Sai da minha vida agora E fico eu neste lamento. A lágrima, teimosa, chora, Mas eu peço-te nesta hora Que saias do meu pensamento. Ordeno-te, ser cruel, Que não soubeste ser fiel, Que desapareças da minha vida. Quero que sintas na boca o fel, Como eu senti o mel, Na nossa despedida. A outra aguarda-te acordada, E eu sinto-me malvada Porque quase te roubei... No peito cravo-te a espada, Talvez esteja errada, Mas não és o que sonhei.
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| SUBLIME |
31Mai2007 22:50:00 |
| Publicado por: |
SUBLIME MELODIA
DAS PALAVRAS ESTUFADAS
E QUE EM SONS SE ALBERGAM
FUGISTE AO DIA
E POR ENTRE NOITADAS
AS NOITES SE NEGAM.
PENSAR O INTIMO PELO INTIMO
É ESTAR SOZINHO
COMO SE SOZINHO FOSSE
SÓ O NOSSO ÍNTIMO.
A MÚSICA SÃO RESÍDUOS E CINZAS
DAS POEIRAS QUE O PENSAMENTO LIBERTA
E A LETRA É UM DIZER SUAVE
QUE NOS CANTA A NOSSA BOCA.
PENSAMENTO ABSOLUTO
É NÃO PODER PENSAR
ABSOLUTAMENTE NADA
COMO ABSOLUTO.
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| HERMENEIAS |
31Mai2007 22:20:00 |
| Publicado por: |
HERMENEIAS DISSIPEM-ME A DÚVIDA
TORÇAM-ME O INSPIRAR
ANIQUILEM-ME O ESPANTO...
QUERO TOSSIR AS PALAVRAS
EXPULSÁ-LAS
E EM NÁUSEAS
LEMBRAR ESQUECIMENTOS
VÓMITOS DE SÉCULOS
SEPULTADOS.
SABER QUAL O MEU DIA,
E COM ELE VIRAR CADAFALSOS,
TÚMULOS, E ÓBITOS FALSOS;
E A FALSA ALEGRIA.
TIRAR AS CUECAS
Á CUECA PALAVRA. DIZER:
APALPEI-LHE O C...
(NÁO HÃ...PALAVRAS D´HONRA!!)
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| Mar Filósofo |
31Mai2007 00:00:00 |
| Publicado por: |
Lancei a minha semente ao mar Como se este fosse terra fértil Sem saber o quanto o sal é estéril De todos os olhos apenas os meus enganar
Esperei deitado na areia vendo barcos passar O céu trovar, a maré encher e esvaziar Muitas foram as luas, e calendários riscados Tantas horas, dias, meses, e anos roubados
Tantas cartas de Amor, palavras doces, e poemas Tudo cogitei, tudo indaguei, todos teoremas Mas todos meus ideais foram por ti subjugados
Seguiste em frente sem remorso ou pena Dos anos que me haviam sido roubados Do meu património que havias delapidado
Pedro Lopes - Passione
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| NOS CANTOS |
29Mai2007 23:50:00 |
| Publicado por: |
NOS CANTOS DA BOCA
DA BOCA QUE CANTA
CANTA-SE A OCA
DA OCA GARGANTA
O HINO DO POETA É UM RISO
DE PALAVRAS NA IMENSIDÃO OCA
NO DESENHO CAÍDO EM SORRISO
NOS CANTOS DA BOCA
VAZIO. NOTAS SUJAS DE UM DÓ.
SOLIDÃO. MELODIA QUE ESPANTA!
MORTE. SERES EXPULSOS EM PÓ
DA BOCA QUE CANTA.
NO SONO PROFUNDO, TROCADO
CAMINHA O RÉU PARA A FORCA
ENQUANTO NA PRAÇA NUM RECADO
CANTA-SE A OCA...
VERTE-SE O SANGUE EM PALAVRAS
VOZES QUE EM POEIRA LEVANTA
E OS VÓMITOS SAIEM EM LAVAS
DA OCA GARGANTA.
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| 23:40 |
29Mai2007 00:00:00 |
| Publicado por: |
As vezes começo a escrever sem objectivo, passo pelos sentimentos e aceno-lhes um adeus compassado de quem os quer para si mas não os quer ter. Sinto que eles me maltrataram tantas vezes e sem nexo tenho medo deles, parecem me tão iguais a tantos outros que já senti na pele. O medo é tão cúmplice conosco na forma de não aproveitar a vida como a falta de coragem. Tudo se perde quando deixamos o medo ser maior do que os livros que lemos, do que as obras que erigimos... somos tão limitados por nos mesmos que nos esquecemos de reagir quando devemos...
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| Soneto para sonhar poesia |
26Mai2007 01:00:00 |
| Publicado por: Manuel Saiote |

Durmo sobre uma cama de versos,
Um sono justo e vivo
Que me descansa dos reversos
De existência que revivo.
Tapo-me com lençóis de texto
Numa maneira justa e aconchegada
E uso-os como pretexto
Para uma noite bem sonhada.
Deito-me com as letras
E com a alma de poeta
Enrolada por palavras.
Deito-me com os sentidos,
Com as frases... com tudo misturado,
E descubro sonhos escondidos.
MJMS
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| Suicídio |
23Mai2007 00:00:00 |
| Publicado por: Vera Silva |
A voz que me dói na alma, E me aperta e esmaga o peito, É vazia, sem coração. E com uma enorme calma A cama onde durmo ajeito E me deito, em solidão... As memórias são o que tenho Ainda, e tão cheias de vida, Mas completamente sem esperança. E o suicídio a que venho Esta noite assim esquecida, Sem lua e sem bonança. Aponto a arma carregada À cabeça, e sem chorar. Sinto já algum alívio e tremor...
Pobre mulher desprezada Tanto querias amar E não descobriste o amor...
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| Razão do coração |
22Mai2007 00:00:00 |
| Publicado por: Vera Silva |
Entro e deixo-me absorver Pelo sofrimento que existe nesta casa. Vejo as lágrimas que teimas esconder, As faces vermelhas, em brasa. Na tua mesa o melhor vinho Gelado, à minha espera, Na cama lençóis de linho Bordado, na Primavera. Finalmente cruzamos o olhar E beijas-me, com paixão! Não me deixo deslumbrar E dou voz à minha razão. Volto as costas, pronta a sair, Com as mãos geladas de morte, Gritas que me amas, e se fugir Não verei que o coração é mais forte. Volto-me, encaro-te, beijo-te, Só contigo serei feliz! Amo-te loucamente, desejo-te! És tudo o que sempre quis!
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22Mai2007 00:00:00 |
| Publicado por: |
 Tapa o meu corpo, Com a sede, com que o buscas! Cobre-me de terna loucura, Daquela com que me apagas! Não quero mais curas, Nem bálsamo, quero sentir-te nua e dura Cheia de fráguas Mas simplesmente tu, sem panos nem cortesias. Quero-te nos meus desejos insanos De sagazes fugas ás melancolias? Toca o meu corpo com a alma que me impões No teu silêncio que não transpões Folheia-me como um livro despido Como um livro a ser lido no primeiro impulso Tem-me no teu espaço incontido Leva-me pelo pulso E não me tragas! Por favor não me tragas! Deixa-me no teu mundo Naquele desejar profundo Com que me marcas?
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